As relações de Portugal com o Reino da Tailândia foram encetadas em 1511 e a primeira nação do Ocidente a instalar, em 1820, a primeira missão diplomática em Banguecoque, capital do então Reino do Sião.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
segunda-feira, 2 de julho de 2012
DOCES E AMARGAS MEMÓRIAS DE BANGUECOQUE - AICEP E OUTRAS "MERDAS"
O artigo abaixo fui escrito por mim e publicado em 21 de Julho de 2008.
AICEP: "NUNCA VI UMA CRISE ASSIM EM TRINTA ANOS"
"NUNCA VI UMA CRISE ASSIM EM TRINTA ANOS", são as palavras de Basílio Horta ao jornal "Correio da Manhã", na edição de Domingo (20.07.08
).
).
.
Ora o Dr. Basilio Horta, Presidente do AICEP, em várias passagens da
sua entrevistas, que é longa, além de se referir à crise económica, à
burocracia; aos poucos projectos de desenvolvente aprovados, à crise
internacional estar afectar o investimento em Portugal e à "Diplomacia
Económica".
.
Nós, apenas, vamos referir a diplomacia económica, porque
estamos de
ntro
dela e de quando foi "inventada" pelo ex-ministro dos Estrangeiros o
embaixador Martins da Cruz, em 2002.
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Mas nas declarações de Basílio
Horta em cima da diplomacia económica afirma: "Poder ser vista de uma forma académica e eu acho respeitável. A diplomacia económica para mim é uma prática".
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Para os menos esclarecidos, a diplomacia económica foi o fruto de
"raivinhas" que existiam entre o embaixador Martins da Cruz e o ICEP que
desejou consumar, de quando Durão Barroso foi eleito Primeiro-Ministro
de Portugal e o nomeou ministro dos Estrangeiros.
.
Entre os dois havia
uma amizade de quando o diplomata Martins da Cruz era o chefe de
cerimónias; organizador das visitas ao estrangeiro do Primeiro-Ministro
Cavaco Silva. Como foi sabido na altura Durão Barroso era o ministro dos
Negócios Estrangeiros.
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Amizade com amizade se paga e Dur
ão
Barroso vendo no Martins da Cruz uma "estrela" nomeou-o seu ministro
dos Estrangeiros. Sentado no cadeirão do poder e "big boss" no Palácio
das Necessidades, as "raivinhas" começaram a produzir efeito.
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Uma delas
foi o de embaixador Seixas da Costa ter saído de chefe da diplomacia
portuguesa nas Nações Unidas e transferido para Viena de Áustria.
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O
embaixador Lima Pimentel o chefe da missão diplomática portuguesa
naquela capital (conforme assim o noticiou as Notas Verbais, na altura)
partiu para Banguecoque a toque de caixa, onde durante os quatro anos
da sua comissão encontrou um paraiso.
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Depois da criação da "Diplomacia
Económica" a que Martins da Cruz lhe chegou a vestir o "capote" do
cônsul Eça de Queiroz de quando em comissão de serviço, em França
(Fevereiro de 1881) enviava para Lisboa as estatísticas de importação e
exportação daquele país.
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Depois de muitas anomalias que o ex-ministro
dos estrangeiros praticou, que não vamos aqui referir, uma foi de quando
viajou a Timor-Leste para assistir às celebrações da independência do
território, acompanhado do Primeiro-Ministro Durão Barroso.
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Ordenou ao
embaixador Tadeu Soares que de Banguecoque se deslocasse a Singapura, na
altura do seu regresso de Timor-Leste a caminho de Portugal.
Tadeu Soares volta a Banguecoque para assumir a gerência e está
radiante dado que Martins da Cruz lhe ofereceu o lugar de director dos
assuntos europeus em Lisboa.
.
O encontro em Singapura aconteceu no final
do mês de Maio, de 2002 e em 31 de Julho do mesmo ano, partiu
definitivamente para Lisboa para assumir a gerência do cargo que lhe
tivera sido oferecido.
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Desde Março de 1997, eu era o representante do
ICEP, nomeado oficialmente, depois de um protocolo assinado pelo ICEP e o
falecido embaixador Quintela Paixão.
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Isto aconteceu no consulado do
embaixador Mesquita de Brito que em boa hora desejou que o comércio
entre Portugal e a Tailândia deveria ser incrementado. Há provas com
dezenas de fotos (em meu poder) que dão conta de vários eventos
realizados, onde se incluem provas de vinhos, em Banguecoque.
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A criação
do AICEP contribuiu para que o gabinete comercial do ICEP na embaixada
de Portugal em Banguecoque chegasse ao fim e as minhas funções de
representante terminassem. Aquela obra que eu tinha iniciado com muito
carinho, ficou pelo caminho!
.
Ora eu não fui daqueles doutores delegados
do ICEP, que se levantavam já cansados, junto ao meio dia, iam à
delegação ver o que haver
ia
por lá de novo, depois seguiam almoçar e de tarde polir os bancos de
algum bar ou mesmo jogar golfe.
ia
por lá de novo, depois seguiam almoçar e de tarde polir os bancos de
algum bar ou mesmo jogar golfe.
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O ordenado (incluindo outras, extras,
alcavalas) deles seria, pelos meus cálculos, umas dez vezes mais que o
meu. Sempre à mesma hora estava no gabinete (seis da manhã) e
concentrado na divulgação do comércio de Portugal na Tailândia.
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Portugal
não tem grandes produtos para exportar para a Tailândia, mas produz
cortiça, azeite, azeitonas, sardinhas em lata, frutas secas, em compota e
vinhos. Foram nestes produtos que nós apostamos e fizemos alguma coisa
na sua divulgação.
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Mas por mais incrível que possa parecer, se antes era
apoiado pelo embaixador Mesquita de Brito, logo após a chegada do
embaixador Tadeu Soares, a minha actividade, de desenvolver o comércio,
foi desde logo paralizada e olhado pelo lado da vista "zarolha" do
embaixador.
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Em vez de apoi
ar
a missão que tinha empreendido, havia dois anos, sou aproveitado para
recortar as notícias, políticas, publicadas, nos jornais, diários,
"Bangkok Post" e "The Nation". dali iria, depois, escrever um rascunho,
que me ocuparia a teclar telegramas até às 6,7,8,9 e, algumas vezes, por
volta das 10 da noite.
ar
a missão que tinha empreendido, havia dois anos, sou aproveitado para
recortar as notícias, políticas, publicadas, nos jornais, diários,
"Bangkok Post" e "The Nation". dali iria, depois, escrever um rascunho,
que me ocuparia a teclar telegramas até às 6,7,8,9 e, algumas vezes, por
volta das 10 da noite.
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Depois emendada a prosa umas cincos vezes e
mais, lá seguiam para as Necessidades. Além do desenvolvimento do
comércio entre Portugal e a Tailândia, ter sido mandado colher
"urtigas", deu-se o início do aventureirismo da penetração de gente,
estranha, na embaixada pela mão de Tadeu Soares.
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Se ainda as pessoas
(que ninguém sabia o seu passado) viessem fazer o meu serviço de
expediente, e eu ocupar-me do comércio, vá que não vá, mas vieram ocupar
posições, inventadas e desnecessárias.
.
A missão diplomática de
Banguecoque que
tinha sido uma casa de paz e trabalho deixou de o ser e passou a um
espaço de intriga e o pessoal novo (contratado) na escalada de procurar
ocupar o lugar do pessoal antigo.
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Tadeu Soares era espécie de um
embaixador das "arábias" que até me parecia pretender fazer da missão
diplomática de Banguecoque umas "Nações Unidas" pequeninas, de onde
tinha vindo de Nova Iorque.
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Admitiu um tal Nuno Mota Veiga
que se dava como arquitecto, que tinha sido em Macau e que nunca
apresentou o documento que o identificasse como tal. Desde logo, após
ser admitido para a secção consular é dado pelo embaixador Tadeu Soares,
hoje como vice-cônsul, no outro dia como meu secretário.
.
O Veiga manda
imprimir (sobre este senhor vidé: http://www.stcde.pt/sj/parecer5403.htm ) cartões de visita que o dão como vice-cônsul da embaixada de Portugal em
Banguecoque.
Distribuia aqueles "rectângulos de papel", nos círculos diplomáticos
que se tinha envolvido, pela mão de Tadeu Soares.
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É acomodado na
residência dos embaixadores de Portugal em Banguecoque e vive e
alimenta-se, por lá, por cerca de um ano. Toma lugar na secção consular
(o encarregado era o diplomata de carreira o Dr. João Brito Câmara), faz
as entrevistas às pessoas que ali vão requerer vistos de entrada em
Portugal, e assina e coloca o carimbo da secção consular em documentos.
.
E
de quando do casamento do comunicador Carlos Cruz com a Raquel Rocheta,
em Agosto de 2001, cerimónia que teve lugar no salão nobre da
residência dos embaixadores, a notícia fo
i
publicada na revista "Caras", fotografados os nubentes juntos ao Tadeu
Soares, ao Nuno Mota Veiga onde, ao fundo da fotografia, é designado o
Veiga como vice-cônsul.
.
Mais
ou menos na altura que entra o Veiga, há outra aquisição e protegido
Alipio Monteiro (que ainda hoje se conserva na embaixada) que ninguém
sabe a sua procedência a quem Tadeu Soares lhe oferece o cargo de
contabilista (nunca se lhe viu o diploma); as obras da embaixada; o
estatuto de diplomata; a compra de jeep "Pajero" a um diplomata da
embaixada de Israel, em Banguecoque, e que viria estar na sua posse
durante cinco anos a circular com a chapa de matrícula CD.
.
O Monteiro,
embora fale a língua de Camões, nunca se identificou com o bilhete de
identidade ou passaporte português.
.
No entanto o Monteiro sempre teve
(creio que ainda hoje o tem) acesso aos locais de máxima segurança da
missão. Um Monteiro que sofre de paludismo crónico e dezenas de faltas,
durante o ano por doença, desde que entrou ao serviço da embaixada em
Julho de 1999.
.
Ora o Monteiro de tantas profissões que haja tido em sua
vida, na TAP, agricultor, corretor da bolsa e uma das ocupações teria
sido ( segundo disse ao número dois da embaixada, Dr. J
oão
Brito Câmara) a de viajar nos aviões da TAP, no tempo do regime de
Salazar e ouvir aquilo que os passageiros poderiam dizer em relação ao
governo do regime do ditador.
.
O Monteiro nasceu em Santo Tomé e hoje
ostenta a nacionalidade canadiana e é com esta que sempre se identificou
na embaixada e nos contratos, a termo certo, que deverão estar
arquivados no MNE em Lisboa.
.
É um artista na manipulação de recibos, de
contratos de obras da missão; de avenças da manutenção de material. Ele
mesmo "tecla" os contratos de obras no computador da embaixada.
.
Chega o
embaixador Lima Pimentel junto ao final do ano de 2002 e substitui Tadeu
Soares. O Mota Veiga tinha deixado de exercer funções ( vidé: http://www.stcde.pt/sj/parecer5403.htm ) na embaixada em 30 de Junho de 2002, isto porque o MNE cancelou-lhe o contrato com
um excelente salário (na altura) de uns 2.200 USD.
.
Está agora o
Monteiro, senhor da execução da contratação de obras; da "manipulação"
de fundos que embora não assinasse cheques, todos os recibos q
ue
fossem apresentados ao embaixador Lima Pimentel lhes era aposta a sua
assinatura.
.
Mas agora e como já tinha sido dantes no consulado de Tadeu
Soares a embaixada de Portugal continua a ser uma casa de
"oportunidades" e de infiltrações de gente estranha ao serviço em
procura das influências do chefe de missão para penetrar nos meios
diplomáticos.
.
Em nome da embaixada
de Portugal, claro está, pedem-se vistos de residência (para estranhos)
ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia.
.
Lisboa não tem
conhecimento daquilo que se está a passar em Banguecoque e, para mim,
visto como actos, conspiratórios, que não eram próprios de um
representante de Portugal e acreditado pelo Presidente da República.
.
A
missão já não é uma casa do Estado Português mas usada na medida dos
desejos de Lima Pimentel que viria a partir para Oslo junto ao final do
ano 2006 e toma-lhe o lugar o embaixador Faria e Maya. Tudo entretanto
ficaria como dantes.
.
Eu com
o
funcionário, vinculado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (embora
reformado mas útil), se já antes era humilhado pelo diplomata de
carreira e o número dois da embaixada Luis Cunha, continuei a receber as
mesmas humilhações.
.
Estou proibido de entrar no quarto de recepção
(máxima segurança) dos telegramas chegados do MNE e em vez de mim
(serviço que fiz desde o ano de 1988) é o estrangeiro Alipio Monteiro
que retira essa documentação.
.
Na máquina do faxe, de comunicações
abertas e colocada na secção consular o mesmo diplomata Luis Cunha
coloca lá uns dístico a designar as pessoas que deveriam recolher os
faxes (onde se incluem duas pessoas estrangeiras) e o meu nome não
figura lá!
.
Mas que
funcionário, público, sou eu do Ministério dos Negócios Estrangeiros,
onde nos arquivos do Palácio das Necessidades, figura o meu processo; o
registo criminal; o "juramento" de um documento assinado de
"incompatibilidades" e sou, na Embaixada de Portugal um funcionário que
está humilhado, dia por dia pelo número dois (diplomata)?
.
O embaixador
Faria e Maya sabe do que está acontecer, cruza os braços e não toma uma
acção!
Que tristeza, que tristeza de gente!
-
Poderei
morrer pobre mas a minha honra (esta que muita gente não sabe onde
mora) a defenderei até que tenha forças e preparado, se for necessário,
denunciar os "senhores deste ex-reino" que ainda é Portugal!
.
Dentro
da Missão Diplomática de Banguecoque eu passo a ser espécie de um
"emplastro" que além de não divulgar o comércio de Portugal (que já
tinha entrado em queda livre), começo a sentir-me uma pessoa suspeita
dentro da missão.
.
Fui dando conta ao chefe de missão embaixador Faria e
Maya das humilhações, vários meses antes, que estava a receber e nunca a
minha voz foi ouvida.
.
Tudo continuava como dantes, Vivia em constante
angústia pelo facto da suspeição que recaía (qual? - haja coragem de me
ser transmitida!)
.
Queixei-me um dia, das humilhações recebida de Luis
Cunha, ao meu mestre o Embaixador Mello Gouveia, por carta e
respondeu-me se queria que falasse com o Secretário-Geral, o Embaixador
Fernando Neves (tenho a carta) em relação ao diplomata Luis Cunha e
respond
i-lhe que não!
.
O
inevitável viria acontecer no fim do dia de 14 de Janeiro, do corrente
ano, disse umas verdades, nuas e cruas, (descontroladas é certo) e viria
a sofrer as consequências e sujeitei-me à "pena de talião" do
embaixador Faria e Maya.
.
Nada disto nunca teria acontecido se tivesse
colocado o assunto em ordem que seria ou me mandava abandonar o serviço
por suspeição (de quê se nada me pesa na minha cabeça?) ou voltaria a
fazer o serviço que já fazia há 20 anos...
.
Porém, desempoeiradamente o
afirmo com toda a minha consciência tranquila:
servi Portugal no meu melhor e se não fiz mais foi porque os chefes de
missão não quiseram ou estarem interessados que o comércio de Portugal
fosse desenvolvido na Tailândia, oferecendo o que temos: cortiça,
azeite, azeitonas, sardinhas em lata e frutas, como assim nos países do
sudeste asiático, nos países onde Portugal está acreditado.
.
Por
último. serviu-me de lição há uns dez anos, quando numa madrugado, eu
carregava às costas cartões de garrafas de azeite para um bazar de
caridade da Cruz Vermelha Internacional e cruzava-se comigo, carregando
cartões, igualmente como eu, o embaixador de Itália Marquês Lazara
(embaixador vários anos em Banguecoque) que se tinha "marimbado" para o
estatuto de embaixador, naquela manhã a ocupar-se de transportar
mercadoria produzida no seu país e para ser vendida e divulgada.
.
A diplomacia italiana não caiu na lama...
A Itália hoje, na Tailândia, deverá ter mais de meio milhar de empresas espalhadas pelo país.
Portugal, infelizmente, não tem uma que seja...!
José Martins
sábado, 30 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
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