Translator

sexta-feira, 30 de março de 2012

ABRIR AS GAVETAS DE MINHAS DOCES MEMÓRIAS EM BANGUECOQUE

Em Agosto de 1996 e de quando tinha a "pecha" de escrever para

jornais e revistas tive conhecimento de que na Tailândia e nos arredores da estância balneária de Pataia residia o Cavalo Português Lusitano. Meti-me à estrada com o meu velho,  bate-latas, Volvo de 20 anos  bem rodados e venci, sem avarias, os 130 quilómetros de Banguecoque a Pataia. A reportagem que eu fiz era para o jornal da minha terra o "Notícias de Gouveia", porém em Banguecoque o Dr. Jorge Morbey, Conselheiro Cultural da Embaixada de Portugal, leu-a e, pelo seu empenho. foi publicada na Revista Macau. Depois da peça publicada, o director da revista entregou ao Dr. Morbey 600 dólares pelo texto e fotografias. Os 600 dólares fizeram um "jeitão" dado que o meu salário, na embaixada de Portugal, era o do maçã dos porcos 500 dólares mensais, sem direito a assistência médico ou outros privilégios. 
José Martins 

Clique nas imagens para as ver no tamanho original

terça-feira, 27 de março de 2012

HOJE DEU-ME PARA ABRIR AS MINHAS GAVETAS

Parece-me mentira mas pura realidade. 
.
Depois do alarme, em Outubro do ano passado, em Banguecoque, das inundações que a minha casa não chegaram, mas tive que subir tudo que havia no rés-do-chão acima de um metro. 
.
Vária tralha, livros, velharias (tenho a mania de guardar cacos antigos) arrumados ao Deus calha. 
.
Depois (os velhos estão sujeitos a moléstia) sem ir para a cama de molho (fui-me aguentado nas canetas) tive problemas de saúde e só agora estou a ficar a 85% e os 15% chegarão em breve.  
.
Comecei há dois dias arrumar livros, papeis que fui coleccionando ao logo de 30 anos, na minha biblioteca particular. Nas coisas e loisas velhas que por aqui há fiz o scanner a três imagens que publico. 
.
Continuo a facultar (a quem viver por bem) a servir-se da minha biblioteca e procurar cópias (copiar também) de documentos antigos, relativos à História de Portugal na Tailândia e da expansão portuguesa na Ásia desde o início do século XVI.  - José Martins


quarta-feira, 14 de março de 2012

CELEBRAÇÃO DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES AO REINO DO SIÃO (TAILÂNDIA)

Creio que foram finalizadas as Celebrações dos 500 anos da Chegada (1511) dos Portugueses ao Reino do Sião realização conjunta entre os Governos de  Portugal e da Tailândia. 
.
Relatamos, voluntariamente,vários acontecimentos no terreno, fizemos o nosso dever como residente neste Reino há mais de 3 décadas. 
.
O embaixador Torres Pereira (não lhe estamos a dar graxa) esteve à altura de representar Portugal nos eventos e ouvimos de bom agrado os seus discursos e a forma límpida como os desenvolveu perante o público. 
.
Fomos traídos por um português que não estava  ligado à missão diplomática de Portugal na Tailândia de quando  leu  peça (clique a seguir)   
onde eu informava que tinha sido convidado, pelo lado tailandês para trabalhar juntamente com historiador de nome da Tailândia e elaborarmos um livro sobre as antigas comunidades, lusa tailandesas.  
.
O livro seria se grande valor histórico, pedagógico e colocado nas livrarias de Banguecoque. O historiador, professor reformado, tailandês, é uma proeminente figura com várias publicações, condecorado pelo Governo de França, em 1987 e mantém, desde há vários anos, um programa num canal de televisão em cima da história da Tailândia desde a fundação do Reino.
.
Tomou-se de pânico o senhor e segundo me informaram (fonte credível) entrou em contacto com o representante da Tailândia em Lisboa para que eu José Martins fosse retirado de colaborar, no quer que fosse e relativo às Celebrações dos 500 anos da Chegada dos Portuguees ao Reino do Sião. 
.
Silenciei-me e vencido pela maldade de certas pessoas que  seguem por aí em procura do nome que já o tiveram e perderam. 
.
Veio-me à mente aquele ditado: "Os cães ladram e a caravana passa". 
.
Todo o meu trabalho, 15 peças, voluntário, sem mendigar uma migalha a ninguém  está nas barras a seguir e só clicar.
José Martins

1.PORTUGAL E A TAILÂNDIA – “CELEBRAÇÃO DOS 500 ANOS DE RELAÇÕES”

2.COLÓQUIO INTERNACIONAL INSERIDO NAS CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES AO REINO DA TAILÂNDIA

3.DIVULGAMOS COMUNICAÇÃO RECEBIDA DA EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BANGUECOQUE

4.A CANTORA KÁTIA GUERREIRO ACTUOU E ENCANTOU A ASSISTÊNCIA AO SEU ESPECTÁCULO NA TAILÂNDIA

5.COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILÂNDIA - JOGO DE FUTEBOL, AMIGÁVEL, ENTRE A EQUIPA SUB 18 DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL E A SELEÇÃO DA TAIÂNDIA

6.COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILÂNDIA - "MASK OF ASIA"

7.COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILÂNDIA (1511-2011)

8.CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILANDIA - JORNAL "THE NATION" REFERE-SE AO HISTORIADOR JORGE MORBEY

9.CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILANDIA

10.CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES A AYUTHAYA, SEGUNDA CAPITAL DO REINO DO SIÃO (TAILÂNDIA NOS DIAS DE HOJE)

11.CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES A AYUTHAYA, SEGUNDA CAPITAL DO REINO DO SIÃO (TAILÂNDIA NOS DIAS DE HOJE)

12.CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILANDIA - HOJE HOUVE PORTUGALIDADE NO BAN PORTUGUET EM AYUTHAYA

13.TAILÂNDIA - EVENTO,CULTURAL, INTEGRADO NAS CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILÂNDIA

14.ARTIGO DO JORNAL "THE NATION" RELATIVO À HISTÓRIA ENTRE PORTUGAL E A TAILÂNDIA

15,PORTUGAL E ATAILÂNDIA – 5 SÉCULOS DE RELACIONAMENTO AMISTOSO

sexta-feira, 9 de março de 2012

PORTUGAL E A TAILÂNDIA – “CELEBRAÇÃO DOS 500 ANOS DE RELAÇÕES”

.COLÓQUIO INTERNACIONAL NA PRESTIGIOSA UNIVERSIDADE CHULALONGKORN EM BANGUECOQUE - TAILÂNDIA

.

Com a presença de historiadores, portugueses, chegados de Portugal, Macau, tailandeses e personalidades residentes na Tailândia teve lugar, na Universidade Chulalongkorn, nos dias 8 e 9 de Março de 2012, um Colóquio Internacional onde foram discutidos vários temas relativos ao relacionamento, amistoso, de 500 anos entre Portugal e Tailândia e a história da Expansão Portuguesa no Mundo depois do século XIV. 
.

O embaixador de Portugal Jorge Torres Pereira, abriu o colóquio, agradecendo a presença da assistência, sentada na Sala 111 do edifício Maha Chulalongkorn onde as personalidades iriam revelar, entre outros, factos e seus pontos de vista, históricos, sobre a epopeia lusa em mares, da Ásia e Oriente, Índias Orientais, nunca antes navegados por marinheiros ocidentais.  

.


.
Aberta a primeira sessão o Prof. Dr. Francisco Contente Domingos da Universidade de Lisboa iria apresentar “ Portugueses na Ásia na altura que chegaram ao Siam”, ladeado pelo Prof. Dr. Vitor Rodrigues do Instituto Português de Investigação Tropical de Lisboa, com o tema “ A Inovação Militar e Naval Portuguesa na Ásia” e o Prof. Dr. Manuel Lobato do Instituto Português de Investigação Tropical de Lisboa que viria apresentar “ Comércio Regional entre os Portugueses, Malaca e Siam”. Como moderadora, a Drª Bhawan Ruengsilp, do Departamento de História da Faculdade de Artes da Universidade de Chulalongkorn. 
.
.
A seguir outro painel de apresentação da Dr.ª Maria Conceição Flores, da Universidade de Lisboa em cima do tema"Alguns Aspectos de Relações de Amizade entre Portugal e o Siam nos Séculos XVI e XVII."
 .
.
Segue-se o dr. Miguel Castelo-Branco, Instituto Oriente ISCSP- Universidade Técnica de Lisboa, com o tema: "Minoria Católica de Portugueses e Siameses - Um Agente Intermediário entre o Siam e o Ocidente, Séculos XVII e XX."
.
.
E por último Prof. Dr.Suthachai Yimprasert debruça-se no tema: "Peregrinação ou o Peregrino Fernão Mendes Pinto na História do Siam e Pegu". 
 .
Nota nossa: "Palestra, ilustrada com imagens projectadas em ecran, muito bem conduzida pelo Prof. Suthachai Yimprasert e digna de realce dado que Fernão Mendes Pinto foi um dos grandes esquecidos nas Comemorações dos 5 Séculos da Chegada dos Portugueses ao Sião. Porém Pinto foi o aventureiro (todos os portugueses que chegaram ao Siam depois de 1511 foram aventureiros) que deu conta da realidade do Sião. Não foi rodado na Tailândia, nenhum filme, histórico, que os realizadores não tenham ido beber à fonte de Pinto. Mas não só filmes, inclusivamente historiadores que escreveram livros sobre o Sião. Fernão Mendes Pinto é reconhecido mundialmente como o que mais soube do Reino do Sião durante a escassa meia dúzia de anos que neste reino permaneceu. 
.
Toda história que existia em bibliotecas, particulares ou da corte do Sião esta foi queimada, pelas tropas peguanas de quando da queda de Ayuthaya em Abril de 1767. Daqui apresento a minha sugestão do empenho do embaixador Torres Pereira, junto do Governo da Tailândia que um pequeno marco, em Ayuthaya, fosse erigido em honra da memória de Fernão Mendes Pinto que tão bem falou da generosidade das gentes do Reino de quando por ele andou.
.
Depois do almoço, servido numa sala contigua, a todos conferencistas e espectadores foi a vez da Dr.ª Tereza Sena, do Centro Cultural de Estudos Sino-Ocidental do Instituto Politécnico de Macau sobre o tema: "A Fixação dos Missionários Jesuitas no Siam em 1665 de Acordo  de Tomaz Valguarnera e Sebastião André da Ponte."

.

.
Depois da palestra de Drª Tereza Sena finalizar  seu trabalho segue-se  a Dr.ª Bhawan Ruengsilp da Faculdade de História e Arts da Universidade de Chulalongkorn, " Presença da Comunidade Europeia Junto das Autoridades Siameses, Portugueses, Holandeses, Franceses e Ingleses, em Ayuthaya nos Séculos XVI-XVIII."
.
Por razões alheias a nossa vontade não podemos assistir  a outros trabalhos agendados para o tarde de 8 de Março sobre os temas: "Portugal  na União Europeia" e à recepção oferecida a todos conferencistas e assistência.
-
Dia 2, 3ª Sessão de Arte e Cultura, 9 de Março 2012.
.
Conferencistas: Dr.ª Pornsan Watanangura do Departamento de Línguas Ocidentais da Faculdade de Artes da Universidade de Chulalongkorn, com o tópico "Visita Real, Durante o Mundo em Crise", em que se refere à visita do Rei Chulalongkorn à Europa inclusivamente a Portugal. Em pormenor e em três partes escrita por nós. Clique em cima das imagens.




Segue-se o Dr. Nuno Vassalo e Silva da Fundação Calouste Gulbenkian com o tema: "Relações Artisticas entre Tailândia e Portugal: Apresentação de Novas Descobertas." Como moderadora, Dr.ª Panita Silapavithayadilok da Faculdade de Línguas Ocidentais da Universidade de Chulalongkorn.
.
.
Dr. George Sioris, ex-embaixador da Grécia acreditado na Tailândia apresentou um interessante tema: "Algumas Considerações dos Portugueses no Diálogo de Culturas" e Prof. Drª Plubplueng Kongcharia com o tópico: "Segredo do "Piri-piri" na Cozinha Tailandesa" em que pergunta se o piri-piri foi introduzido pelos portugueses em Ayuthaya.  
.
.
Haveria, pela tarde, outras intervenções e painel de discussões até ao encerramento do colóquio, cujo a estas não assistimos por termos outros afazeres, particulares, pela nossa frente. O evento foi excelente, organização impecável e com assistência, interessada, que entrou nos debates. 
José Martins

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

EMBAIXADOR TADEU SOARES, ENJOADO, PARA MIM: “NOSSO PAÍS É CONHECIDO PELOS MOTORISTAS E CRIADAS DE SERVIR”

História  real (aliás não sei mentir) aquela que vou escrever.José Tadeu Soares, diplomata de carreira, andou por seca e meca e acabou por ser acreditado, como embaixador de Portugal no Reino da Tailândia em meados do ano de 1999. 
.
Tadeu Soares era assim,assim, como um diplomata “menino do coro” cheio de tiques, amaneirados, que os deve ter apanhado por onde, na estranja andou. 
.
Banguecoque foi o primeiro posto (embora ainda não o fosse) com a categoria de embaixador, plenipotençário, com todos os poderes, conferidos e mais alguns que por sua livre vontade tomou o de esmagar os que o serviam bem e optar por outros.


Quando embaixador Tadeu Soares se me apresentou, pessoalmente, me pareceu ser um embaixador “queridinho”, porque os modos com que se me dirigiu a mim era mesmos isso. Tadeu vinha tomar o lugar do embaixador Mesquita de Brito que não terminou a sua comissão e alguém, que nunca se soube o tramou que teve ordem para regressar ao Palácio das Necessidades com um bilhete de avião de um só caminho.
.
Pra mim e porque já seguia há uns anitos nos meandros da diplomacia, na embaixada de Portugal em Banguecoque é sempre uma incógnita, porque (embora antes de assumir funções já sabia dele certos, preliminares, tiques se macho ou maricas) nunca se sabia o que me ía sair na rifa.


Não posso, de principio ter razões de queixas de Tadeu Soares, vi-o como pessoa simpática, o mesmo não foi para a sua secretária a Kung que usava a saia meio palmo acima do joelho, para mostrar a bela perna que Tadeu embirrou com as ditas, torneadas, da rapariga. A Kung, uma excelente funcionária não esteve com meias e sobras medidas partiu e foi para outra banda servir a diplomacia de outro país.
.
Aonde eu quero chegar: “na altura e de quando Tadeu Soares assumiu funções de representante de Portugal para a Tailândia e mais seis países do Sudeste Asiático eu era, também, na parte comercial, o representante, há dois anos, do ICEP legal de Portugal para os mesmo paises de que Tadeu Soares que nunca viu com olhos de ver... 
.
Poderia lá ser um “tipo” que era eu, um assalariado ao serviço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com a licenciatura e o diploma da 4ª Classe da Instrução Primária, representar o comercio de Portugal na missão diplomática que ele vinha assumir seu destino?” 
.
Um osso que eu teria de roer porque Tadeu em vez de me deixar continuar activar o comércio português na Tailândia, promovendo os nossos vinhos, o azeite, as azeitonas, as sardinhas de conserva colocava-me a bater telegramas, de um cozinhado extraído de recortes dos jornais, locais, que muitos dias batia aquela prosa, lixo, até às 10 horas da noite.
.
O comércio português na Tailândia que fosse colher urtigas e o que era preciso seria Tadeu Soares enviar muitos telegramas e faxes para a CIFRA do Palácio das Necessidades e ali ficarem cientes que Tadeu era mesmo aquele barra a produzir serviço.
.
De qualquer forma e feitio lá foi fazendo conforme ia podendo o serviço de dactilógrafo, de arquivos, das constantes emendas da prosa de Tadeu (pois ele também sofria do síndroma da crítica dos colegas dos erros ortográficos) e as funções que me diziam respeito, por obrigação do ICEP. 
 .
Clique na imagem para a ver ao tamano natural


Eu tinha sido convidado pela organização de feiras internacionais de Banguecoque a BITEC, para expor produtos portugueses num pavilhão de 20 metros quadrados, absolutamente gratís, junto a outros de embaixada. Fiz os meus planos dos produtos que lá deveria expor e como deveriam trajar as duas hospedeiras, de pavilhão,  ali estariam presentes a informar os visitantes e a distribuir panfletos, turisticos e outros relativos a Portugal.
.
Apresentei o meu projecto ao embaixador Tadeu Soares onde incluia além da informação bilingue (inglesa e tailandesa) que as duas hospedeiras estariam vestidas com trajes minhotos. 
.
Depois de o informar do traje das meninas, bonitas, (tive sempre o cuidado na selecção) hospedeiras Tadeu Soares em termos de irritado e não menos enjoado: “Portugal é conhecido no Mundo como um país de motoristas e criadas de servir!” 
.
Fiquei (sem dar por isso) estupefacto perante Tadeu Soares e de quando o traje, lindíssimo, de Viana minha filha Maria Martins, vestindo-o dois anos seguidos num concurso de trajes de países na sua escola internacional ficou em primeiro lugar. Voltarei, mais tarde a histórias com Tadeu Soares de quando por três anos e dois meses o servi.
José Martins