Translator

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

REGRESSO À MINHA RUA E AO MEU RIO

 Assim foi hoje sem contar, mesmo nada, visitei a minha rua e o meu rio. 
.
A minha rua a Charoen Krung (Rua nova) foi a primeira via construída na cidade de Banguecoque, no ano de 1861, durante o reinado do Rei Mongkut ou Rei Rama IV. 
 .
Numa travessa da Charoen Krung, desde 1820, situa-se a Embaixada de Portugal, onde exerci funções por mais de duas dezenas de anos e deixei-a, precisamente, há 46 meses, não na forma como haja  acontecido. 
.

Pronto aconteceu, porque naquela missão diplomática desde que foi fundada, em 1820, sempre foi um espaço de intriga e eu fui um envolvido, nessa rede. Não alinhei nos esquemas, em voga e populares nos meandros do poder entre os portugueses que são destacados para representar Portugal no estrangeiro.
.
Os portugueses são isto e já o foram, séculos atrás, em toda a Ásia a que até lhe chamo portuguesa. Mas deixo a história para mais adiante juntar a outras já escritas e arrumadas na internet ou encadernadas em prateleiras de minha casa. 
.
Um amigo, de longa data convidou-me, hoje (23.11.2011) para almoçar e o repasto foi num restaurante indiano na travessa (Soi Praisani Klang) uma antes da que se instala a Embaixada de Portugal. 
.
Cheguei uma hora antes da combinada com o meu amigo e por ali, em redor, fiz umas imagens. 
.

Não visitei a chancelaria da Embaixada de Portugal, porque desde que a deixei em 16 de Janeiro de 2008, apenas lá entrei uma vez e foi para cumprir um dever cívico o de votar para a eleição do Presidente da República. 
.
A razão por que não entro: "aquele espaço encontra-se demasiadamente poluído e só lá entrarei de quando for despoluído e entre no caminho da dignidade e esta a que uma missão diplomática portuguesa, estabelecida no estrangeiro, deve ter e não um lugar de servir interesses pessoais, de ilegalidades e uso de fundos públicos em modos de gasto à tripa forra. - José Martins
.
 A placa que identifica a travessa Soi Praisani Klang, uma antes de chegar à que dá para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.


A margem esquerda do Rio Chao Prya e o muro do terreno, doado pelo Rei do Sião, em 1820 para ali ser construída uma feitoria, doca para construção de barcos. Neste espaço já Portugal se encontra representado há 189 anos e na Tailândia há 500 anos. Pouco ou nada foi feito e pior estamos, de momento, do que quando os portugueses, como os primeiros da Europa, a conhecer a Tailândia. Gente intrépida de que depois foi degenerando com o correr dos séculos. Hoje o pouco que ainda fomos no Reino da Tailândia desapareceu. As nossas representações, diplomáticas, são de croquete, vão olhando o passar os barcos no Rio Chao Prya, bebendo uns copos e partem de Banguecoque sem deixar história nenhuma.
Esta cidade de Banguecoque não para de crescer. As duas margens do Rio Chao Prya os espaços apetecíveis para a construção de torres.
Conheci as margens do Rio Chao Prya com casas em cima de estacas e armazéns de arroz que o modernismo fez desaparecer
A manhã estava bonita, fresca e com flocos de nuvens a flutuar sob o céu azul. O rio estava calmo e a corrente, bonacheirona, em direcção ao Golfo do Sião.
A Bandeira das Quinas, depois da ramagem da árvore tamarindeira, igual   aquela de quatro panos, que fotografei e olhei em dois mastros. Um há 16 anos um raio fe-lo tombar na relva do jardim.
A travessa Soi Praisani Klang 32 segue desde a Charoen Krung até ao embarcadouro do Rio Chao Prya. Enquanto o meu amigo não chegou para o almoço caminhei por ela até junto à margem do meu rio.
Ainda na Charoen Krung existem uns prédios antigos que os donos teimam em conservar e manter o estilo que a rua teve de quando ali foi o centro comercial de Banguecoque que se inicia na década trinta do século XIX.
A banca de venda de galinha frita e de sumos, com pedaços, de coco fresco. Conheci este depósito nas mãos de vários proprietários. Um deles, já entrado na idade, mas com uma mulher nova e bem ornamentada de ouro de lei de 99.99 de puridade.
Os correios centrais de Banguecoque. Estão ali desde finais dos século XIX.

Numa quina de travessa da Charoen Krung um remendão, sapateiro, aguarda seus clientes para umas meias solas ou uns tacões nos sapatos. Senta-se a seu lado direito um popular motorista de tuk-tuk, veículos de três rodas que circulam por todas as ruas da cidade de Banguecoque.
A mulher que logo pela manhã vende sandes, um pão aberto embebido com margarina e marmelada de frutos e em seguida aquecido. Sei quantas vezes, pela manhã, à senhora comprei as deliciosas sandes a 10 bates cada.
Na rua Charoen Krung nada por ali mudou. Algumas caras apenas partiram e outras tomaram-lhe o lugar. Os populares vendedores, ambulantes com seus carrinhos de duas rodas de bicicletas, de frutas e sumos ali extraídos.

sábado, 22 de outubro de 2011

COMUNICADO: DA TAILÂNDIA COM HUMOR E AMOR

COMUNICADO: DA TAILÂNDIA COM HUMOR E AMOR


Devido a cheias que estão assolar Banguecoque as páginas de blogues http://aquitailandia.blogspot.com , http://maquiavelencias.blogspot.com , http://maquiavelices.blogspot.com , http://lusosucessos.blogspot.com 
Certamente não serão, como antes, movimentadas com assiduidade.

Por enquanto a inundação ainda não chegou a minha casa e segundo as previsões, dentro de quatro dias atingirá o rés-do-chão, a 60 centímetros de altura do solo. 
.
A "tralha", os livros vai-se arrumando acima de 1.20 do solo e a família vai viver (os dois cães também) para o primeiro andar e tomar ar na larga varanda de 4 metros de altura. 
.
Há comida, água e também bacalhau que ainda, hoje, o Fernando de Oliveira, director de exportação da Corticeira Amorim me entregou 5 quilos do mesmo.

Não há drama. Não há ciclones, ontem e hoje não choveu a cântaros e a situação está controlada.
.
Os bangecoquianos, assim como as populações das terras baixas da Tailândia estão habituadas a estas catástrofes  naturais. 
.
Há enormes prejuízos muitas fábricas encerradas, mas a vida vai continuar e o solo continuar a produzir muito arroz e outras comidas.
.
Assim, não se preocupem, e se vieram há Tailândia tragam bacalhau que eu e outros "tugas" a viver na Tailândia, agradecem.

Abraços à rapaziada amiga e beijos às amigas.

José Martins 
.
P.S. - Porque estranho que vos possa parecer o de não haver bacalhau na Tailândia é pelo facto de a comunidade "tuga" neste Reino é reduzida. Assim o "bacalhau" continua a ser a identificação e símbolo da comunidade lusa residente no estrangeiro.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

A CANTADEIRA KÁTIA GUERREIRO ACTUOU E ENCANTOU A ASSISTÊNCIA AO SEU ESPECTÁCULO NA TAILÂNDIA



Katia Guerreiro cantou na Tailândia

Katia Guerreiro representou Portugal, ontem quinta-feira, dia 13 de Outubro no Festival Internacional de Dança e Música de Banguecoque, onde apresentou vários temas do seu repertório, como “Pranto do amor ausente”.
.A intérprete, do fado, participou no festival, realizado no Centro Cultural da Tailândia, a convite do Instituto de Camões e no âmbito das celebrações do 5.º Centenário da chegada dos portugueses ao Sião (antiga denominação do actual Reino da Tailândia).
A fadista, que também interpretou temas do repertório de Amália Rodrigues, como “Amor de mel, amor de fel”, foi acompanhada por Pedro Castro (guitarra portuguesa), João Mário Veiga (viola) e João Penedos (contrabaixo).
 .Depois da actuação em Banguecoque, Katia Guerreiro regressa a Portugal onde inicia no dia 18 uma digressão nacional com a Orquestra da Baixa Normandia.
.Com a orquestra, dirigida por Domenique Debart, e acompanhada pelos mesmos músicos com que se apresentou em Banguecoque, Katia Guerreiro canta no dia 18 no Teatro Sá de Miranda, em Viana do Castelo, seguindo para Tróia (Grândola) onde no dia 19 canta no Casino local, e no dia 20 no Cinema S. Jorge, em Lisboa.
.Nestes concertos Katia Guerreiro interpretará temas do seu repertório para os quais o maestro Rui Massena fez arranjos orquestrais.
.Refira-se que a fadista já tinha realizado com a orquestra, no ano passado, um conjunto de concertos em França e tinha inaugurado o Auditório Boa Nova, em São João do Estoril (Cascais).
.Katia Guerreiro recebeu o ano passado, quando completou dez anos de carreira artística, o Prémio Amália para a Melhor Intérprete.
.À Lusa a fadista afirmou: "Se hoje sou mais completa devo-o ao fado, no mundo todo fiz amizades e conheci pessoas extraordinárias”.
Kátia Guerreiro e seus acompanhantes sob os aplausos do público depois da actuação
O álbum de estreia, “Fado Maior” (Ocarina), foi editado no verão de 2001 tendo alcançado disco de prata.
.
No ano passado editou pela JBJ & Viceversa um CD de duetos que conta com as participações, entre outros, de Simone de Oliveira, Rui Veloso, Martinho da Vila e Ney Matogrosso.
O auditório grande do Centro Cultural da Tailândia teve algumas clareiras, mas em parte se deve às inundações, decorrentes, em certas áreas ribeirinhas de Banguecoque que privou a saída de casa de residentes  de Banguecoque
.
Para a fadista é “o casamento entre a poesia e fado que faz nascer o canto”, apontando Amália Rodrigues “como uma das suas referências mais fortes”.
(IB)
P.S. Com excertos de um texto da Agência Lusa

sábado, 24 de setembro de 2011

COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILÂNDIA - JOGO DE FUTEBOL, AMIGÁVEL, ENTRE A EQUIPA SUB 18 DO SPORTING CLUBE DE PORTUGAL E A SELEÇÃO DA TAIÂNDIA

.
Integrado no programa das Comemorações dos 500 anos da chegada dos Portugueses à Tailândia (1511-2011) a equipa sub 18 do Sporting Club de Portugal deslocou-se à Tailandia, a convite do Governo Tailândês, para realizar um encontro, puramente, amigável com a Selecção Nacional da Tailândia  sub 18. 
.
O jogo teve lugar, no passado dia 14, no Estádio Nacional de Banguecoque, cujo resultado finalizou-se  2 a 2. Várias individualidades representando o Governo da Tailândia estiveram presentes, assim como a representar Portugal o embaixador Torres Pereira. 
.
Outra figura ligado ao desporto e já na estrada da fama no Sudeste Asiático o técnico de futebol, português, Henrique Calisto, a dirigir o Muangthong United, de Banguecoque, sentou-se, na Tribuna de Honra, junto ao embaixador Torres Pereira.  As fotografias legendadas dão conta do evento, que mesmo sendo desportivo se pode considerar cultural. – José Martins

Henrique Calisto e o embaixador Torres Pereira, antes da cerimónia, escutam, em respeito, o Hino Nacional do Reino da Tailândia 
.

Embaixador de Portugal, acreditado no Reino da Tailândia, Torres Pereira, antes do jogo, cumprimenta os atletas da seleção da Tailândia.

Patanachart Kritibaworn - Vice-diretor Geral do Departamento para os Desportos e turismo do Reino da Tailândia cumprimenta os atletas do Sporting Clube de Portugal
-
A seleção dos "miúdos" da Tailândia. Chegaram a fazer a vida cara aos adversários do Sporting ao ponto de estarem a ganhar por 2 a 0. No campo não havia o apetite da vitória, mas o desejo de encetar amizade entre "miúdos" da Tailândia e Portugal.
.
A seleção dos "miúdos" do Sporting, na fotografia de família
.
De lado a lado os "miúdos" da Seleção da Tailandesa mostram a Bandeira do Reino da Tailândia. "Mas esta Bandeira, também é minha, sob a sua proteção tenho eu vivido na paz seren neste Reino há mais de 30 anos". Gosto tanto dela como adoro a de Portugal"
.
Quatro miúdos, do Sporting, seguram a Bandeira das Quinas, antes de entrarem no relvado e a seguir o início do jogo
.
Na monumental tribuna de honra, do Estádio Nacional, foi preenchida pela lado tailandês: Senhores, Munin Panisawaddi - Diretor do departamento, para os assuntos europeus do Ministro dos Negócios Estrangeiros da Tailândia; Patanachart Kritibaworn - Vice-diretor Geral do Departamento para os Desportos e turismo do Reino da Tailândia; Kasivat Parakkamanont, ex-embaixador da Tailândia em Lisboa. Pela parte Portuguesa: Embaixador de Portugal Torres Pereira, o técnico de futebol Henrique Calisto, José Serafino, Conselheiro Diplomata e número 2 da missão Portuguesa, Nuno Caldeira da Silva (também doente, como Rui Belo, pelo Sporting, Conselheiro Político da Delegação da Comissão da União Europeia, em Banguecoque e Marco do Vale, funcionário da embaixada de Portugal.

.
Na bancada da esquerda para a direita: Kanda minha mulher, minha filha Maria Martins, luso-tailandesa e o amigo eng. Rui Belo (enfermo pelo Sporting, açoriano das costelas e veias todas), empresário e velho residente, como eu, na Tailândia. Não tive tempo de me sentar.... ATara pela fotografia a quanto obrigas!
.
 Lá vão elas envolvidas, para entrarem no relvado e dançarem, em crepes  e de guarda sol de Chiang Mai (Norte da Tailândia. Ao fundo e no topo da bancada flutua a bandeira das quinas.
.
 Lindas mulheres, elegantes, como outras não há igual. Esta minha obcecação pela beleza, das mulheres tailandesas, não se afasta de mim de fotografá-las quando a lente das minhas máquinas Nikon as foca não me escapa o disparo.
.
Outra fase do espetáculo maravilhoso, com um dançarino a representar um pássaro. De notar a fazer pano de fundo duas bandeiras portuguesas e outras tantas tailandesas.
.
A beleza da imagem radiante de juventude  dos acrobatas a principiarem o espetáculo de incrível dança de equilíbrio de acrobata. De notar a bancada do lado do oeste despida. Compreende-se o estádio comporta 50 mil pessoas sentadas. O dia 14 de Setembro foi uma quarta-feira, dia de trabalho e iniciado às quatro horas da tarde e de quando escritórios, lojas de comércio e escolas funcionavam. Teria, certamente, o evento mais gente se acontecesse num dia de fim-de-semana. A entrada foi livre para todos.
.
Atiradas do solo para a atmosfera com bonecas barbies
.
Raparigas que voam coordenamente com perfeição.
.
Os "acobratas" grupo fantástico que tenho visto várias vezes em espetáculos, desportivos, na Tailândia. O melhor que existe no mundo!!!
.
Na bancada havia outro grupo de apoiantes ao miúdos do Sporting e no topo, segurando o cachecol, as queridas Pralom e Mariana, funcionárias da embaixada de Portugal em Banguecoque, empunhando além do cachecol do glorioso duas bandeirinhas das quinas.A Conselheira Cultural da embaixada de Portugal, Luisa Dutra, está junto, ao grupo, aplaudir os jogadores do Sporting.
.
Os miúdos do Sporting tiveram a sua claque tailandesa apoiá-los e esta preenchida por jovens, do sexo feminino e palminhos de cara...
O verde das cor das camisolas do Sporting pairou no ar. Muito bonito!
 .
 Os sorrisos tailandeses, evidentemente, que não poderiam faltar, no palco erguido, ao fim do encontro no relvado do Estádio Nacional de Banguecoque
.
Ao fim do evento cultural e desportivo houve chuva de prata, com os atletas dos dois países e as individualidades a representarem a Tailândia e Portugal a de pano de fundo
.
Muita simpatia oferecida aos "miúdos" do Sporting. Não sei se deixaram pela Tailândia, corações femininos destroçados.
Da esquerda para a direita: Henrique Calisto, Nuno Caldeira da Silva, José Lima treinador, principal, Rui Belo e Pedro Luz, director da delegação do Sporting à Tailândia. Nota: Nuno Caldeira da Silva e Rui Belo, absolutamente, enfermos adeptos do Sporting e residentes em Banguecoque.