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terça-feira, 23 de agosto de 2011

COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILÂNDIA (1511-2011)

No continuação do programa, agendado, entre Portugal e a Tailândia das Celebrações dos 500 Anos da Chegada dos Portugueses ao Reino da Tailândia (1511-2011) teve lugar, ontem (20.08.2011), mais um evento, na Sala Maha da Universidade de Chulalongkorn com título "Portuguese Language and Culture Week", inaugurado pelo Prof. Dr. Prapod Assvavirulhakarn, Decano da Faculdade de Letras da mesma universidade, embaixadores de Portugal Torres Pereira, do Brasil Paulo César Meira de Vasconcelos e de Timor-Leste João Freitas de Câmara, personalidades locais e estrangeiras ligadas à diplomacia, artes e letras, estudantes de cursos de língua portuguesa sob a orientação das Leitoras, em Banguecoque, Luisa Dutra da embaixada de Portugal e Laura Ferreira da embaixada do Brasil, comunidade portuguesa e luso tailandesa residente na Tailândia.
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Imagem do lado esquerdo o logotipo e o símbola das celebrações. Três simpáticas estudantes da língua portuguesa recepcionistas.
Imagem lado esquerdo senhora Pralom, funcionária da Embaixada de Portugal em Banguecoque, licenciada no ensino da língua portuguesa recebe os convidados, à entrada da Sala Maha.
Imagem do lado esquerdo: diplomata Beatriz Martins, conselheira política e Encarregada de Negócios da Delegação da Comissão da União Europeia, em Banguecoique, junto ao diplomata José Serafino e o número dois da missão diplomática de Portugal na capital tailandesa. Lado direito: embaixador de Timor-leste, acreditado no Reino da Tailândia, João Freitas de Câmara.
Imagem lado esquerdo: alunas de cursos de português em universidades de Banguecoque. Direita: foto de famíla da esquerda para a direita. Luisa Dutra, leitora de português, junto à embaixada de Portugal em Banguecoque, embaixadores João Freitas de Câmara, Paulo Cesár Meira de Vasconcelos, Jorge Torres Pereira, Decano da Faculdade de Letras Prof. Dr. Prapod Assvavirulhakarm, sua Adjunta Profª. Surapeepan Chatrapon e embaixatriz de Timor-leste.

Imagem esquerda: Luisa Dutra, José Serafino, embaixadores Torres Pereira e Freitas de Câmara conversam. Direita: a contar da esquerda, Prof.Dr. Prapod, embaixadores de Timor-leste, de Portugal e do Brasil, antes da inauguração da cerimónia.

Esquerda: Luisa Dutra e Laura Ferreira, leitoras de Português junto às embaixadas de Portugal e do Brasil. Lado direito: servido um "beberete" onde não faltaram os "bolinhos" de bacalhau e os rissois de camarão, uma especialidade apreciado e confeccionados pelo português, residente há muitos anos, na Tailândia, Manuel Campos. Servido vinho, de boa cepa portuguesa, tinto e branco.
Esquerda: Prof. Dr. Prapod Assvavirulhakarn profere o discurso de abertura seguindo-lhe embaixador Torres Pereira. Personalidades da Tailândia e Portugal que realçaram as relações, diplomáticas, amistosas de 5 séculos entre as duas nações amigas.
Esquerda: embaixador do Brasil Paulo César Meira de Vasconcelos, realça o bom relacionamento diplomático entre o país que representa e a Tailândia. João Freitas de Câmara, embaixador de Timor, refeiu-se à sua jovem nacão, na parte cultura e história.

A cerimónia do corte da fita, confeccionada de flores naturais. Da esquerda para a direita: Luisa Dutra, embaixadores de Timor-leste, Portugal, Brasil e Prof. Dr. Prapod Assvavirulhakarn, sua adjunta Profª Surapeepan Chatrapoon e embaixatriz de Timor-Leste


O painel, imaginativamente, decorado, apresenta ao público "poster" de países de expressão de língua portugesa, em cima da história, cultura e sistema político.
"Posters" de Portugal, da esquerda para a direira: A língua portuguesa no Mundo (falada por cerca de 300 milhões de pessoas). História da expansão lusa nas setes partidas do Globo, cultura e suas raizes.
Posters do Brasil onde se inclue o sistema político de governação, geográfico, a cultura não sendo esquecido o futebol e o carnaval do Rio
Posters: Angola, Cabo Verde e Guiné Bissau, como espaços de expressão de língua portuguesas estão, sem embaixadas em Banguecoque, estão ali presentes durante a Semana de Cultura e e língua portuguesa no Mundo.

 
Moçambque, São Tomé (sem representação diplomática na Tailândia) não foram ignorados pela leitora Luisa Dutra. Por último o poster de Timor-leste. A Tailândia, durante o processo da independência foi um dos países que muito ajudou Timor-leste.

Imagens e prosa de José Martins-21.08.2011

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O BLOGUE MAQUIAVELÊNCIA ULTRAPASSOU AS 200 MIL VISITAS EM 20 DE AGOSTO DE 2011


Não somos dados a basófias mas com uma ponta de orgulho anunciamos que o blogue http://maquiavelencias.blogspot.com/ atingiu mais de 200 mil visitas.
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O blogue foi fundado em setembro de 2008, em  Kanchanaburi (Rio Kwai), numa altura bem difícil para nós que tínhamos sido vítima da maior conspiraria que hajamos recebido de um "canalha" que acidentalmente sem conhecermos, a "peça", fizemos amizade.
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Demos-lhe o título de Maquiavências inspirados no Nicolau Maquiavel, porque achamos o mais adequado.
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Muita coisa, desde a fundação deste e mais outros três blogues que desenvolvemos, se passou. Maliciosamente, assaltados, ameaçados com terrores, pelo facto de escrevermos verdades nuas e cruas.
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Vamos assim, com ameaças, terrores, difamações continuar o nosso caminho. E como o ditado: "os cães ladram e a caravana passa!"
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Agradeço aos leitores que têm visitado, embora modestos, os nossos trabalhos. José Martins

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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

LONGA VIDA PARA SUA MAJESTADE A RAINHA SIRIKIT DA TAILÂNDIA


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Hoje é o dia do aniversário de Sua Majestade a Rainha Sirikit da Tailândia que completou 79 anos. Tudo aconteceu, como anos anteriores, minha filha Maria Martins, mulher Kanda e eu dedicamos este dia a Sua Majestade a Rainha Sirikit da Tailândia. Tudo aconteceu como o descrevi em outros anteriores. Para o  próximo ano, 12 de Agosto de 2012, o dia será, mais uma vez, dedicado a Sua Majestade.



Uma Rainha cuja figura me tem fascinado ao longo das três décadas que já levo vivendo na Tailândia, onde constituí família, investi os meus “ganhos”, fruto das minhas mãos e há pouco mais de um mês uma filha minha, luso tailandesa obteve a licenciatura, pela prestigiosa Universidade de Chulalongkorn, de Banguecoque, em “Novas Tecnologias de Comunicações”. Hoje o dia da celebração do aniversário de 77 anos de vida de Sua Majestade a Rainha Sirikit, sou um homem tranquilo.


Trinta anos num país, aqueles que acima escrevi, encerrei em mim um amor profundo que poderei afirmar com toda a convicção que não saberia responder, se me perguntassem se gostaria mais de Portugal ou da Tailândia.
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Quando cheguei, pela primeira vez, à Tailândia, em 1977, Sua Majestade a Rainha Sirikit , era uma jovem senhora de 45 anos e considerada a mulher mais bela do Mundo. O seu sorriso cativava todos que a observavam no televisor, durante as funções que diariamente levava a cabo junto aos tailandeses. Sempre elegantemente vestida, com tecido de seda tailandesa (que nunca abdicaria) e na cabeça o inseparável chapéu inspirado nos modelos usados pelas mulheres, campesinas, tailandesas.
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Olhava atentamente a Rainha no televisor e, minha mulher Kanda, traduzia as palavras de Sua Majestade transmitidas ao povo que a ouviam com todo respeito que uma Rainha merece.
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Umas das muitas palavras de Sua Majestade a Rainha, dirigidas à multidão, sentada sobre as pernas no solo, umas que me chegaram ao coração foi de quando aconselhou os campesinos para que não vendessem as leiras, onde cultivavam o arroz, aos especuladores e se as vendessem que não usassem o dinheiro da venda na compra de televisões, frigoríficos e outras tentações de mercadoria que a modernidade no seguimento da vida oferece.
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Sua Majestade a Rainha vivia em constante preocupação, dado à crise do desenvolvimento urbanístico a crescer de rompante, na década de oitenta, do século passado, em Banguecoque. O dia 12 de Agosto, de cada ano, além de ser o aniversário de Sua Majestade foi lhe dado o Dia da Mãe.
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Ontem destinei que hoje eu minha mulher e filha Maria iríamos visitar O "Centro de Formação de Artes e Ofícios de Sua Majestade a Rainha Sirikit”, na província de Ayuthaya, com a finalidade de lhe prestarmos homenagem. Saímos de casa pelas 7 horas da manhã e passado uma hora estávamos a passar o portão de um dos três centros.
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A primeira vez que o visitei, foi há 14 anos e de quando a RTP enviou a realizadora Cristina Antunes para rodar um filme, relativo à história de Portugal e a Tailândia, que lhe viria a dar-lhe o genérico “À Beira do Canal”.
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Desde então nunca mais deixei de o visitar e a último vez foi em 2005, no mesmo dia de hoje que viria a escrever duas peças onde descrevia a visita de Suas Majestades os Reis da Tailândia, a Portugal em 1960 e outra sobre a vida e obra de Sua Majestade a Rainha www.aquimaria.com/html/aboutth.html .
É difícil descrever todo o conteúdo que existe no “Centro de Formação de Artes e Ofícios em Bangsai”, dado que tudo que os nossos olhos vislumbram é de tal magnificência que não pode ficar despercebido a quem o visita. Ora ali vai se encontrar uma extensão enorme de terreno, entre lameiros onde o arroz cresce ou já amarelecido à espera da ceifa e o mundo de verdura que o envolve.
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Mas junto aos três centros está a margem do rio Chao Pray, com o leito espraiado onde a corrente corre preguiçosamente em direcção ao Golfo do Sião. O Bangsai Artes e Ofícios “O Centro de Formação de Artes e Ofícios” foi fundado por Sua Majestade a Rainha em 3 de Junho de 1980.
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Seu objectivo foi o de proporcionar uma formação, complementar, aos agricultores (depois da colheita do arroz e a espera para nova sementeira) ou de pessoas de baixos rendimentos, ensinando-lhe várias artes e onde, entre várias, se inclui o artesanato. Com isto o artesanato na Tailândia continua vivo e manter a história de suas raízes seculares.
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O centro de formação para os agricultores e outras pessoas interessadas, está dividido em 23 secções distintas, tais como: corte e costura e bordado à máquina, artigos de couro, pintura, escultura em vidro fundido, tecelagem de seda e sua confecção.
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Depois dos cursos, os instruendos, recebem um diploma e o privilégio, se assim o desejarem, de continuar a exercer sua nova profissão no centro. Porém estão preparados para a vida e com colocação certa, no exterior ou fundarem a sua empresa de família.

Todos que frequentem os cursos de formação o alojamento é gratuito e uma “bolsa” para despesas pessoais. A produção de artesanato de alta qualidade é enviada para a loja do Palácio Real que fará a distribuição para outras sucursais, estabelecidas, no país.
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Todas as construções (excepto as oficinas de formação) são do estilo arquitectónico, ancestral, tailandês, onde o visitante vai encontrar a beleza e harmonia na posição. Em várias visitas de Suas Majestades o Rei Bhumibol Adulyadej, a Rainha Sirikit e membros da Família Real optaram por ficar hospedados no centro por uns dias.

O centro é um dos locais mais aprazível que tenho visto na Tailândia, o turista estrangeiro além de ter acesso às oficinas de formação e ver os artesões a produzir as peças de artesanato, intricadas, que se possam imaginar, poderá visitar um parque de aves raras, um aquário de várias espécies de peixes. Além do mais, por pouco dinheiro, despendido, pode levar para o seu país peças de artesanato raras e grande qualidade, assim como roupas de homem ou senhora.
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Para a visitar O “Centro de Formação de Artes e Ofícios de Bangsai” é acessível, quer por um carro através da Estrada 37, ao norte de Banguecoque ou de autocarro desde o terminal do Norte (Mohchit 2 junto ao “Weekend market).
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Os visitantes podem ainda tomar um barco para Chaiyuth Pier. Dista do centro de Banguecoque cerca de 60 quilómetros. Mas antes de se meter ao caminho informe-se na recepção do hotel onde se hospedou a melhor forma de lá chegar.
José Martins
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MEMÓRIAS DOS TEMPO IDOS - SUA MAJESTADE A RAÍNHA SIRIKIT NA RESIDÊNCIA DOS EMBAIXADORES DE PORTUGAL NA TAILÂNDIA
Não poderíamos deixar no rol do esquecimento e como homenagem a Sua Majestade a Rainha Sirikit, que hoje (12 de Agosto) faz 76 anos de vida. Uma Raínha que nunca nos cansamos de admirar e por diversas vezes já relatamos suas obras em prol dos humildes de seu país. Habituamo-nos a ver a Rainha Sirikit, desde os anos de 1977, juntando-se aos seus súbditos, em remotos lugares, da Taiândia. Na sua cabeça. abrigando-a do sol um chapéu, tradicional, da mulher camponesa, tailandesa. E na altura em que o desenvolvimento, galopa, na Tailândia, numa sua alocução, acautela os pobres para que não vendam as suas terras para adquiriem os bens de consumo, modernos: "as televisões, as motorizadas e outros tentações". A Raínha Sirikit da Tailândia tem sido, durante os quase trinta anos, que vivemos no seu Reino, uma figura que nos apaixona e até já contamos, por várias vezes, a sua vida e obra. Fizemos projectos, hoje o dia do seu aniversário, viajarmos a Bangsai (vidé www.aquimaria.com/html/aboutth-rainha-2005-2.html e a visita a Portugal em 1960 www.aquimaria.com/html/aboutth-rainha-2005-1.html mas em vez dessa deslocação, que já conhecemos bem e a divulgamos, nos pareceu, melhor, descrevermos o que aconteceu naquela maravilhosa noite. foi no dia 14 de Maio de 1994, um dia muito especial para nós e para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.
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No princípio da noite Sua Majestade a Raínha Sirikit a Real consorte de Sua Majestade o Rei da Tailândia, iria ser recebida pelos Embaixados de Portugal, Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco, na histórica residência a "Nobre Casa".

Foi no dia 14 de Maio de 1994 uma data muito especial, para mim e para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.
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No princípio da noite a Rainha Sirikit a Real consorte de Sua Majestade o Rei da Taiândia, iria ser recebida pelos Embaixadores de Portugal, Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco na história residência, a "Nobre Casa", para o convite lhe fora feito, para um jantar, pelos Representantes de Portugal e, depois deste, assistir a um serão e sarau de arte que se prolongou até junto à meia-noite.

Estiverem presentes cerca de 70 convidados entre os quais: membros da Família Real, do Conselho Privado de S.M. o Rei e do Corpo Diplomático acreditado no Reino da Tailândia. Jamais imaginaria de quando, em 1960, vi através do "ecran" as imagens a preto e branco, difundidas pela recente fundada RTP, a visita a Portugal dos Reis da Tailândia e que passados 34 anos iria fotografar, a escassos metros de distância, a Raínha Sirikit que foi considerada uma das mulheres mais belas do Mundo daquela época.
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Preparei a minha Nikon F3. Apesar de estar bastante familiarizado com o seu funcionamento, programei na minha mente a abertura das lentes e intensidade da luz do "flash", para que nenhuma foto falhasse e se perdesse uma imagem daquele e único especial evento real.

Uns dias antes e quando a Embaixatriz Maria Luisa de Castello-Branco me convidou para ser o fotógrafo oficial da Embaixada; recomendou-me para que não usasse, demasiadamente, o "flash" e que, compassadamente, premisse o disparador da máquina durante o percurso do serão e sarau de arte.
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Com todo rigor, protocolar, que a ocasião merecia cumpri à risca as ordens recebidas da dinâmica embaixatriz que durante por vários anos foi a presidente da Organização das Esposas dos Diplomatas, em Banguecoque, para os eventos de caridade em favor da cruz vermelha Internacional da Tailândia com o patronato de S.M. a Rainha Sirikit.

Ao fim da tarde, sem grandes aparatos de segurança, a Raínha Sirikit acompanhada dos membros da família real e do Conselho Privado de S.M. o Rei da Tailândia chegou à Embaixada de Portugal e esperada na arcada da "Nobre Casa", pelos Embaixadores de Portugal Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco.
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A soberana antes de receber as boas vindas dos anfitriões, caminhou por cima de uma cartete vermelha, estendida ao longo do centro da arcada, da "Nobre Casa" e nos lados, formando duas alas os embaixadores, e suas esposas, acreditados no reino da Tailândia.
Após um curto repouso, no Grande Salão do rés-do-chão da "Nobre Casa" e residência dos embaixadores de Portugal, S.M. a Raínha subiu ao primeiro andar para um jantar, cujo a este se associaram todos os convidados. Senti-me fascinado e como dentro de um sonho quando através do visor da Nikon F3 procurava colher o melhor ângulo de imagem e o sorriso de uma raínha que durante mais de 20 anos me foi familiar no televisor de minha casa e, por Sua majestade tenho uma enorme admiração pela sua Obra em prol da mulher tailandesa o que com isso voltou o símbolo das mesmas.
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Raínha de uma elegância incomparável, esmerada na sua forma de vestir, como que a dar o exemplo às mulheres tailandesas que a beleza feminina parte do saber e da arte do bem vestir.
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Uma dedicação, constante, às sedas tailandesas e desenvolvidos os padrões de desenhos sob a sua orientação, cuja divulgação as tornou, mundialmente famosas, que na alta sociedade ou nos meandros da moda internacional.

Sua Majestade gosta de usar chapéu, dentros das muitas digressões que efectua às mais remotas paragens da Tailândia em que os mesmos se caracterizam no estilo campesino do país. O serão e sarau de arte teve início junto às 8 da noite e prolongar-se-ia até próximo da meia-noite. Sua Majestade partiu e a seguir todos os convidades.
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A Noite Real tinha terminado e eu sentia-me feliz, apesar de ainda não saber, como teriam ficado as fotografias. A imagem digital, em 1994, ainda era uma miragem, para ser usada proficientemente (embora já houvessem máquinas no mercado), mas ainda a dúvida dado à fraca qualidade das fotografias que saiam com muito "grão".


Depois da meia noite saí da "Nobre Casa" e dirigi-me até junto do paredão do Jardim da Embaixada e olhei o meu Chao Praiá e o rio das minhas paixões. Umas poucas embarcações navegavam com luz frouxa rio abaixo/acima e para as margens de Banguecoque e Thomburi.
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O luar da noite espelhava na ondulação da corrente bonançosa do rio. Olhei os ponteiros do relógio e deram-me conta que outro dia estava a nascer e, lembrei-me, que teria ainda de escrever a peça para noticiar o evento e enviá-la, por fax, para a Agência Lusa.

O texto:
Lusa/Banguecoque 14.05.94
A Raínha da Tailândia na Embaixada de Portugal.
A histórica residência dos Embaixadores de Portugal na Tailândia abriu ontem dia 14, as suas portas de par em par, para receber sua Majestade a Raínha Sirikit, que veio jantar a convite de Sebastião e Luisa de Castello-Branco. Insigne distinçaõ Real esta, sem precedentes alguns em outras embaixadas na capital tailandesa.
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Entre os cerca de setenta convidados, contavam-se membros da Família Real e do Conselho Privado do Rei, e embaixadores, cujas mulheres presentearam a raínha com uma colecção de 29 bonecas em trajes regionais dos respectivos países.
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Depois do jantar, houve danças e cantares executados pelos anfitriões, pelos embaixadores e embaixatrizes da Argentina, Espanha, Israel, África do Sul e Peru, e pelos Conselheiros Privados do rei, com destaque do prestigioso Primeiro-Ministro na década passada, general Prem Tinsulanonda.
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Foi a segunda vez, este ano, que os Soberanos da Tailândia distinguiram Portugal e seus representantes. Em Fevereiro, a exposição do Azulejo Português fora inaugurado pela muito estimada Princesa Maha Chakri Sirindhorn, não em nome próprio, como mais habitualmente se vê e constitui já uma grande Honra, mas em representação do rei seu Pai e ao som do Hino Real.