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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

LONGA VIDA PARA SUA MAJESTADE A RAINHA SIRIKIT DA TAILÂNDIA


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Hoje é o dia do aniversário de Sua Majestade a Rainha Sirikit da Tailândia que completou 79 anos. Tudo aconteceu, como anos anteriores, minha filha Maria Martins, mulher Kanda e eu dedicamos este dia a Sua Majestade a Rainha Sirikit da Tailândia. Tudo aconteceu como o descrevi em outros anteriores. Para o  próximo ano, 12 de Agosto de 2012, o dia será, mais uma vez, dedicado a Sua Majestade.



Uma Rainha cuja figura me tem fascinado ao longo das três décadas que já levo vivendo na Tailândia, onde constituí família, investi os meus “ganhos”, fruto das minhas mãos e há pouco mais de um mês uma filha minha, luso tailandesa obteve a licenciatura, pela prestigiosa Universidade de Chulalongkorn, de Banguecoque, em “Novas Tecnologias de Comunicações”. Hoje o dia da celebração do aniversário de 77 anos de vida de Sua Majestade a Rainha Sirikit, sou um homem tranquilo.


Trinta anos num país, aqueles que acima escrevi, encerrei em mim um amor profundo que poderei afirmar com toda a convicção que não saberia responder, se me perguntassem se gostaria mais de Portugal ou da Tailândia.
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Quando cheguei, pela primeira vez, à Tailândia, em 1977, Sua Majestade a Rainha Sirikit , era uma jovem senhora de 45 anos e considerada a mulher mais bela do Mundo. O seu sorriso cativava todos que a observavam no televisor, durante as funções que diariamente levava a cabo junto aos tailandeses. Sempre elegantemente vestida, com tecido de seda tailandesa (que nunca abdicaria) e na cabeça o inseparável chapéu inspirado nos modelos usados pelas mulheres, campesinas, tailandesas.
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Olhava atentamente a Rainha no televisor e, minha mulher Kanda, traduzia as palavras de Sua Majestade transmitidas ao povo que a ouviam com todo respeito que uma Rainha merece.
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Umas das muitas palavras de Sua Majestade a Rainha, dirigidas à multidão, sentada sobre as pernas no solo, umas que me chegaram ao coração foi de quando aconselhou os campesinos para que não vendessem as leiras, onde cultivavam o arroz, aos especuladores e se as vendessem que não usassem o dinheiro da venda na compra de televisões, frigoríficos e outras tentações de mercadoria que a modernidade no seguimento da vida oferece.
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Sua Majestade a Rainha vivia em constante preocupação, dado à crise do desenvolvimento urbanístico a crescer de rompante, na década de oitenta, do século passado, em Banguecoque. O dia 12 de Agosto, de cada ano, além de ser o aniversário de Sua Majestade foi lhe dado o Dia da Mãe.
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Ontem destinei que hoje eu minha mulher e filha Maria iríamos visitar O "Centro de Formação de Artes e Ofícios de Sua Majestade a Rainha Sirikit”, na província de Ayuthaya, com a finalidade de lhe prestarmos homenagem. Saímos de casa pelas 7 horas da manhã e passado uma hora estávamos a passar o portão de um dos três centros.
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A primeira vez que o visitei, foi há 14 anos e de quando a RTP enviou a realizadora Cristina Antunes para rodar um filme, relativo à história de Portugal e a Tailândia, que lhe viria a dar-lhe o genérico “À Beira do Canal”.
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Desde então nunca mais deixei de o visitar e a último vez foi em 2005, no mesmo dia de hoje que viria a escrever duas peças onde descrevia a visita de Suas Majestades os Reis da Tailândia, a Portugal em 1960 e outra sobre a vida e obra de Sua Majestade a Rainha www.aquimaria.com/html/aboutth.html .
É difícil descrever todo o conteúdo que existe no “Centro de Formação de Artes e Ofícios em Bangsai”, dado que tudo que os nossos olhos vislumbram é de tal magnificência que não pode ficar despercebido a quem o visita. Ora ali vai se encontrar uma extensão enorme de terreno, entre lameiros onde o arroz cresce ou já amarelecido à espera da ceifa e o mundo de verdura que o envolve.
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Mas junto aos três centros está a margem do rio Chao Pray, com o leito espraiado onde a corrente corre preguiçosamente em direcção ao Golfo do Sião. O Bangsai Artes e Ofícios “O Centro de Formação de Artes e Ofícios” foi fundado por Sua Majestade a Rainha em 3 de Junho de 1980.
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Seu objectivo foi o de proporcionar uma formação, complementar, aos agricultores (depois da colheita do arroz e a espera para nova sementeira) ou de pessoas de baixos rendimentos, ensinando-lhe várias artes e onde, entre várias, se inclui o artesanato. Com isto o artesanato na Tailândia continua vivo e manter a história de suas raízes seculares.
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O centro de formação para os agricultores e outras pessoas interessadas, está dividido em 23 secções distintas, tais como: corte e costura e bordado à máquina, artigos de couro, pintura, escultura em vidro fundido, tecelagem de seda e sua confecção.
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Depois dos cursos, os instruendos, recebem um diploma e o privilégio, se assim o desejarem, de continuar a exercer sua nova profissão no centro. Porém estão preparados para a vida e com colocação certa, no exterior ou fundarem a sua empresa de família.

Todos que frequentem os cursos de formação o alojamento é gratuito e uma “bolsa” para despesas pessoais. A produção de artesanato de alta qualidade é enviada para a loja do Palácio Real que fará a distribuição para outras sucursais, estabelecidas, no país.
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Todas as construções (excepto as oficinas de formação) são do estilo arquitectónico, ancestral, tailandês, onde o visitante vai encontrar a beleza e harmonia na posição. Em várias visitas de Suas Majestades o Rei Bhumibol Adulyadej, a Rainha Sirikit e membros da Família Real optaram por ficar hospedados no centro por uns dias.

O centro é um dos locais mais aprazível que tenho visto na Tailândia, o turista estrangeiro além de ter acesso às oficinas de formação e ver os artesões a produzir as peças de artesanato, intricadas, que se possam imaginar, poderá visitar um parque de aves raras, um aquário de várias espécies de peixes. Além do mais, por pouco dinheiro, despendido, pode levar para o seu país peças de artesanato raras e grande qualidade, assim como roupas de homem ou senhora.
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Para a visitar O “Centro de Formação de Artes e Ofícios de Bangsai” é acessível, quer por um carro através da Estrada 37, ao norte de Banguecoque ou de autocarro desde o terminal do Norte (Mohchit 2 junto ao “Weekend market).
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Os visitantes podem ainda tomar um barco para Chaiyuth Pier. Dista do centro de Banguecoque cerca de 60 quilómetros. Mas antes de se meter ao caminho informe-se na recepção do hotel onde se hospedou a melhor forma de lá chegar.
José Martins
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MEMÓRIAS DOS TEMPO IDOS - SUA MAJESTADE A RAÍNHA SIRIKIT NA RESIDÊNCIA DOS EMBAIXADORES DE PORTUGAL NA TAILÂNDIA
Não poderíamos deixar no rol do esquecimento e como homenagem a Sua Majestade a Rainha Sirikit, que hoje (12 de Agosto) faz 76 anos de vida. Uma Raínha que nunca nos cansamos de admirar e por diversas vezes já relatamos suas obras em prol dos humildes de seu país. Habituamo-nos a ver a Rainha Sirikit, desde os anos de 1977, juntando-se aos seus súbditos, em remotos lugares, da Taiândia. Na sua cabeça. abrigando-a do sol um chapéu, tradicional, da mulher camponesa, tailandesa. E na altura em que o desenvolvimento, galopa, na Tailândia, numa sua alocução, acautela os pobres para que não vendam as suas terras para adquiriem os bens de consumo, modernos: "as televisões, as motorizadas e outros tentações". A Raínha Sirikit da Tailândia tem sido, durante os quase trinta anos, que vivemos no seu Reino, uma figura que nos apaixona e até já contamos, por várias vezes, a sua vida e obra. Fizemos projectos, hoje o dia do seu aniversário, viajarmos a Bangsai (vidé www.aquimaria.com/html/aboutth-rainha-2005-2.html e a visita a Portugal em 1960 www.aquimaria.com/html/aboutth-rainha-2005-1.html mas em vez dessa deslocação, que já conhecemos bem e a divulgamos, nos pareceu, melhor, descrevermos o que aconteceu naquela maravilhosa noite. foi no dia 14 de Maio de 1994, um dia muito especial para nós e para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.
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No princípio da noite Sua Majestade a Raínha Sirikit a Real consorte de Sua Majestade o Rei da Tailândia, iria ser recebida pelos Embaixados de Portugal, Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco, na histórica residência a "Nobre Casa".

Foi no dia 14 de Maio de 1994 uma data muito especial, para mim e para a Embaixada de Portugal em Banguecoque.
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No princípio da noite a Rainha Sirikit a Real consorte de Sua Majestade o Rei da Taiândia, iria ser recebida pelos Embaixadores de Portugal, Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco na história residência, a "Nobre Casa", para o convite lhe fora feito, para um jantar, pelos Representantes de Portugal e, depois deste, assistir a um serão e sarau de arte que se prolongou até junto à meia-noite.

Estiverem presentes cerca de 70 convidados entre os quais: membros da Família Real, do Conselho Privado de S.M. o Rei e do Corpo Diplomático acreditado no Reino da Tailândia. Jamais imaginaria de quando, em 1960, vi através do "ecran" as imagens a preto e branco, difundidas pela recente fundada RTP, a visita a Portugal dos Reis da Tailândia e que passados 34 anos iria fotografar, a escassos metros de distância, a Raínha Sirikit que foi considerada uma das mulheres mais belas do Mundo daquela época.
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Preparei a minha Nikon F3. Apesar de estar bastante familiarizado com o seu funcionamento, programei na minha mente a abertura das lentes e intensidade da luz do "flash", para que nenhuma foto falhasse e se perdesse uma imagem daquele e único especial evento real.

Uns dias antes e quando a Embaixatriz Maria Luisa de Castello-Branco me convidou para ser o fotógrafo oficial da Embaixada; recomendou-me para que não usasse, demasiadamente, o "flash" e que, compassadamente, premisse o disparador da máquina durante o percurso do serão e sarau de arte.
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Com todo rigor, protocolar, que a ocasião merecia cumpri à risca as ordens recebidas da dinâmica embaixatriz que durante por vários anos foi a presidente da Organização das Esposas dos Diplomatas, em Banguecoque, para os eventos de caridade em favor da cruz vermelha Internacional da Tailândia com o patronato de S.M. a Rainha Sirikit.

Ao fim da tarde, sem grandes aparatos de segurança, a Raínha Sirikit acompanhada dos membros da família real e do Conselho Privado de S.M. o Rei da Tailândia chegou à Embaixada de Portugal e esperada na arcada da "Nobre Casa", pelos Embaixadores de Portugal Maria Luisa e Sebastião de Castello-Branco.
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A soberana antes de receber as boas vindas dos anfitriões, caminhou por cima de uma cartete vermelha, estendida ao longo do centro da arcada, da "Nobre Casa" e nos lados, formando duas alas os embaixadores, e suas esposas, acreditados no reino da Tailândia.
Após um curto repouso, no Grande Salão do rés-do-chão da "Nobre Casa" e residência dos embaixadores de Portugal, S.M. a Raínha subiu ao primeiro andar para um jantar, cujo a este se associaram todos os convidados. Senti-me fascinado e como dentro de um sonho quando através do visor da Nikon F3 procurava colher o melhor ângulo de imagem e o sorriso de uma raínha que durante mais de 20 anos me foi familiar no televisor de minha casa e, por Sua majestade tenho uma enorme admiração pela sua Obra em prol da mulher tailandesa o que com isso voltou o símbolo das mesmas.
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Raínha de uma elegância incomparável, esmerada na sua forma de vestir, como que a dar o exemplo às mulheres tailandesas que a beleza feminina parte do saber e da arte do bem vestir.
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Uma dedicação, constante, às sedas tailandesas e desenvolvidos os padrões de desenhos sob a sua orientação, cuja divulgação as tornou, mundialmente famosas, que na alta sociedade ou nos meandros da moda internacional.

Sua Majestade gosta de usar chapéu, dentros das muitas digressões que efectua às mais remotas paragens da Tailândia em que os mesmos se caracterizam no estilo campesino do país. O serão e sarau de arte teve início junto às 8 da noite e prolongar-se-ia até próximo da meia-noite. Sua Majestade partiu e a seguir todos os convidades.
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A Noite Real tinha terminado e eu sentia-me feliz, apesar de ainda não saber, como teriam ficado as fotografias. A imagem digital, em 1994, ainda era uma miragem, para ser usada proficientemente (embora já houvessem máquinas no mercado), mas ainda a dúvida dado à fraca qualidade das fotografias que saiam com muito "grão".


Depois da meia noite saí da "Nobre Casa" e dirigi-me até junto do paredão do Jardim da Embaixada e olhei o meu Chao Praiá e o rio das minhas paixões. Umas poucas embarcações navegavam com luz frouxa rio abaixo/acima e para as margens de Banguecoque e Thomburi.
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O luar da noite espelhava na ondulação da corrente bonançosa do rio. Olhei os ponteiros do relógio e deram-me conta que outro dia estava a nascer e, lembrei-me, que teria ainda de escrever a peça para noticiar o evento e enviá-la, por fax, para a Agência Lusa.

O texto:
Lusa/Banguecoque 14.05.94
A Raínha da Tailândia na Embaixada de Portugal.
A histórica residência dos Embaixadores de Portugal na Tailândia abriu ontem dia 14, as suas portas de par em par, para receber sua Majestade a Raínha Sirikit, que veio jantar a convite de Sebastião e Luisa de Castello-Branco. Insigne distinçaõ Real esta, sem precedentes alguns em outras embaixadas na capital tailandesa.
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Entre os cerca de setenta convidados, contavam-se membros da Família Real e do Conselho Privado do Rei, e embaixadores, cujas mulheres presentearam a raínha com uma colecção de 29 bonecas em trajes regionais dos respectivos países.
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Depois do jantar, houve danças e cantares executados pelos anfitriões, pelos embaixadores e embaixatrizes da Argentina, Espanha, Israel, África do Sul e Peru, e pelos Conselheiros Privados do rei, com destaque do prestigioso Primeiro-Ministro na década passada, general Prem Tinsulanonda.
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Foi a segunda vez, este ano, que os Soberanos da Tailândia distinguiram Portugal e seus representantes. Em Fevereiro, a exposição do Azulejo Português fora inaugurado pela muito estimada Princesa Maha Chakri Sirindhorn, não em nome próprio, como mais habitualmente se vê e constitui já uma grande Honra, mas em representação do rei seu Pai e ao som do Hino Real.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

BAIRRO PORTUGUÊS DE SANTA CRUZ EM BANGUECOQUE - TRABALHO, HONESTO, JORNALÍSTICO

LUSO-DESCENDENTES DO BAIRRO DE SANTA CRUZ, EM BANGUECOQUE, SÃO CATÓLICOS DEVOTOS HÁ VÁRIAS GERAÇÕES
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Tailandeses de passaporte, portugueses de coração
São cidadãos tailandeses que nunca estiveram na pátria de Luís Vaz de Camões. Mas é com orgulho que dizem ser portugueses de alma e coração. Quinhentos anos após o estabelecimento das relações diplomáticas entre Portugal e a Tailândia, O CLARIM esteve no Bairro de Santa Cruz, em Banguecoque, tendo verificado que há tradições que não se apagam com o tempo: uma delas é a profunda devoção que sentem pela religião católica; a outra é a confecção de queques de origem portuguesa.
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NA tarde de um destes Domingos fui visitar um carismático bairro de luso-descendentes, na Tailândia. Ali por perto, sentada num banco de cimento, estava uma senhora idosa que, juntamente com a sua filha, contemplava a fachada principal da igreja de Santa Cruz, no distrito de Thonburi, em Banguecoque.
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A poucos metros atrás delas corre o rio Chao Phraya. Do outro lado da margem, está o «Flower Market» (Mercado de Flores). Na quina deste pequeno largo, do meu lado direito, há um bonito jardim com a imagem de Nossa Senhora. Detenho agora o olhar uns metros mais à direita para observar a Escola de Santa Cruz.
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Oiço ainda palavras, em tailandês, que se espalham pela vizinhança, provenientes das colunas de som que estão afixadas no interior e no exterior da igreja. Não sei o que querem dizer, contudo, estou consciente quanto ao seu significado.
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Dou meia volta e sigo para o interior desta casa do Senhor. Acto contínuo, respiro o ar de paz e tranquilidade, ao mesmo tempo que olho com atenção para o tecto, para o altar e para as imagens religiosas da igreja. Vêem-se sentados nos bancos alguns fiéis.
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Sai, entretanto, do confessionário o padre Chalongrat Sangkaratt. Decido ir em sua direcção, apresentando-me como jornalista português de Macau, que muito gostaria de falar com alguns luso-descendentes do bairro. «Espere um pouco, vou chamar alguém», responde-me, em língua inglesa.
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Minutos depois tenho à minha frente o senhor Santi Suwannasri, de 50 anos. «Olá», acena-me. «Olá, também fala “portuket”? Sou o Daniel. E você, como se chama?», pergunto-lhe efusivamente.
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Fico logo a perceber que Santi apenas sabe algumas palavras em Português. Nada, contudo, que atrapalhe a nossa conversa, que prossegue em inglês. «Você é mesmo descendente de portugueses?», questiono-lhe. «Olhe para os meus olhos e para o nariz. Pensa que não sou português?», responde-me convictamente. «Tem parecenças, sim senhor», digo-lhe.
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Santi pede-me que o siga, em direcção a uma arrecadação, nas traseiras da igreja de Santa Cruz. O portão aberto é convidativo à entrada. Sento-me numa cadeira, próxima de uma pequena mesa. «Deve ser no piso superior deste edifício que está o escritório da igreja», interiorizo. À medida que Santi desdobra uns papéis e um mapa, vou ouvindo as suas explicações sobre as origens e a história do Bairro de Santa Cruz.
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Pergunto-lhe pelo líder religioso da comunidade católica, à medida que vou observando as traseiras da igreja, que está a poucos metros de mim, ali do outro lado da pequena rua. «O abade Wittaya Kooviratana deve estar nos seus aposentos a descansar. Daqui a pouco vai celebrar a missa», explica. Fico ainda a saber que há no bairro cerca de mil crentes católicos, a que se juntam mais 350 pessoas que professam o budismo.
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Queques famosos
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Santi fala-me agora sobre a famosa «ka nom farang Ku Dee Jeen» (sobremesa estrangeira do Bairro de Santa Cruz). Trata-se de um queque de origem portuguesa, que se confecciona há várias gerações numa «fábrica» – assim lhe chama – que se ergue no local oposto à arrecadação onde me encontro.
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O seu exterior aparenta ser uma simples moradia de cor verde, com piso térreo e primeiro andar. Contudo, é de lá de dentro que saem os «cupcakes» (queques) que foram aqui introduzidos há mais de duzentos anos, por uma portuguesa, conforme me disse Santi, de apelido «Benedic».
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A confecção sofreu algumas alterações com o passar dos tempos, pois os queques levam agora passas, para ir ao encontro do paladar dos tailandeses. A «fábrica» – prossegue – dividiu-se em duas a partir da quarta geração, passando desde então a ser gerida por distintos proprietários, também eles tailandeses.
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«Na mais antiga fazem-se os queques com passas; na mais recente, a este doce junta-se a elaboração de um outro queque com cobertura e com uma pequena amêndoa no meio. A confecção não é feita da mesma maneira pelas duas empresas», sublinha Santi.
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«No bairro fazia-se também um doce com fios de ovos, tipicamente português. Acabou há cerca de duas décadas», explica-me, alguns dias depois, o ex-funcionário da embaixada de Portugal em Banguecoque, José Martins.
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A missa das 19 horas está, entretanto, prestes a começar. No céu já se avistam os últimos raios de sol. Num impulso, presto-me a ler o horário que está num folheto da igreja. Fico a saber que a missa é aqui celebrada, de segunda-feira a sábado, às 6 e às 19 horas. Na primeira sexta-feira de cada mês celebra-se às 8 e às 19 horas. Nos Domingos, às 6, 8 e 30 e 19 horas.
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Passam, entretanto, alguns moradores pela pequena rua que dá acesso ao pátio. Vão assistir à missa da noite. É então que surge um senhor com feições de «macaense chapado». Não fala a língua de Camões, mas tratam-no por Anthony ou por António. Diz-me que o seu filho sabe de cor a letra de duas canções portuguesas. António não fica muito tempo à conversa, pois quer ver o seu filho a tocar órgão na missa.
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Fico à conversa com Santi. Olho atentamente para o mapa que me põe à frente. Anoto as suas explicações, ao mesmo tempo que vou contemplando as suas expressões faciais.
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Dias depois de ter regressado a Macau, decidi falar com José Martins sobre as comunidades luso-descendentes dos bairros da Senhora do Rosário, de Santa Cruz e da Imaculada Conceição, em Banguecoque. «São bairros onde já não existe comunidade portuguesa. Se há sangue luso, está muito diluído. Ninguém fala a língua de Camões, a não ser umas palavras que ficaram e são pronunciadas correctamente. No entanto, são tailandeses que se identificam com a Igreja Católica», explica-me o também ex-correspondente da LUSA na capital tailandesa.
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Aniversário na imprensa
O jornal de tiragem nacional Khao Sod deu grande destaque ao 500º aniversário das relações diplomáticas entre Portugal e a Tailândia, na edição do passado dia 24 de Julho.
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Na secção «Hansa Column» (sai aos Domingos), entre doze fotos que ilustravam o artigo, de salientar uma com oito crianças trajadas à antiga portuguesa; a que se juntam outras das ruínas da igreja portuguesa dominicana de Ayutthaya, da Igreja e da Escola de Santa Cruz e, ainda, do embaixador português acreditado em Banguecoque, Jorge Torres Pereira.

Na edição de 9 Maio, também a secção «Hansa Column» deu grande destaque à efeméride, com um artigo de uma página, ilustrado com fotos do diplomata Torres Pereira, bem como da embaixada de Portugal e da Igreja de Santa Cruz, entre outras.
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Nas livrarias estão, entretanto, à venda duas obras, escritas em tailandês, que assinalam a presença portuguesa no Sião. «500 anos de relações entre a Tailândia e Portugal» e «História Dourada de Duas Terras» podem também ser adquiridas através do endereço electrónico http://www.matichonbook.com/  e, ainda, em qualquer posto de correios do País.
Igreja secular
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A igreja de Santa Cruz, construída durante o reinado de Taksin (1768 -1782), é um legado das relações entre Portugal e a Tailândia, que datam desde o século XVI.
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Ayutthaya recebeu, em 1511, uma missão diplomática lusitana, enviada por Afonso de Albuquerque, na sequência da conquista portuguesa de Malaca, em virtude da influência que era então atribuída ao Sião sobre a península malaqueira.
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Cinco anos depois, em 1516, Portugal assinou com o Sião um tratado para o abastecimento de armas de fogo e de munições. Em troca, foi concedido aos portugueses o direito de residência e de comércio, bem como a prática da sua religião. Os primeiros frades lusitanos chegaram em 1567, tendo sido eles que estabeleceram a Igreja Católica na então capital do Reino de Ayutthaya.
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Após a segunda queda da cidade de Ayutthaya, em 1767, o padre francês Jacques Corré levou os católicos para a nova capital, no Reino de Thonburi, não muito longe do Phra Racha Wang Derm, ou seja, do Palácio do Rei Taksin.
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O fornecimento de mercenários, de canhões e de mosquetes, por parte dos portugueses, contribuiu de forma significativa para a vitória do exército comandando por Taksin «O Grande» contra os birmaneses. Reconhecido pelos serviços prestados, foi-lhes concedido um lote de terra para a construção de uma igreja, durante uma visita real ao local, a 14 de Setembro de 1769.
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Este dia tem grande significado para as Igrejas Católica e Ortodoxa, pois foi no ano 336 AD, durante uma peregrinação a Jerusalém que Santa Helena, mãe do imperador romano Constantino, terá descoberto a santa cruz em que Cristo foi crucificado.
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A nova igreja de Santa Cruz, construída em madeira, numa das margens do rio Chao Phraya, ficou concluída a 25 de Maio de 1770. No entanto, foi caindo em estado de abandono ao longo dos próximos 65 anos.
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Em 1835, o cardeal Pallegoix construiu uma segunda igreja para substituir a de madeira, aparentando, porém, ter uma aspecto vincadamente chinês, razão pela qual começou a ser conhecida por igreja «Ku Dee Jeen», ou seja, igreja chinesa. A comunidade que foi crescendo ao seu redor passou também a chamar-se «Ku Dee Jeen».
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Em 1916, durante o reinado do rei Rama VI (1910-1925), foi construída a terceira e a actual versão da igreja de Santa Cruz, sob a supervisão dos renomeados arquitectos italianos, Annibale Rigotti e Mario Tamagno.
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De referir que Taksin «O Grande» libertou o Sião da ocupação birmanesa, após a segunda queda de Ayutthaya, em 1767. Foi ainda responsável pela posterior unificação do Reino do Sião.

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PEDRO DANIEL OLIVEIRA, em Banguecoque (Tailândia) - Peça publicada no jornal Clarim de Macau 

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILANDIA - JORNAL "THE NATION" REFERE-SE AO HISTORIADOR JORGE MORBEY



Artigo publicado pelo jornal de Banguecoque, "The Nation" em 25.07.2011, referindo-se a uma palestra, proferida, em 19.07.2011, pelo historiador Jorge Morbey, das coisas históricas entre Portugal na Tailândia
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Contos de 'Xarnauz'
Por MANOTE Tripathi
The Nation
Publicado em 25 julho de 2011

Quando as velas portuguesas, chegaram ao Siam em busca de especiarias, significava simplesmente "mais um novo Reino a conhecer"
Os portugueses foram os primeiros europeus a entrar Ayutthaya em 1511. Hoje, cinco séculos passados, Tailândia e Portugal são os mais próximos amigos, tanto que um pavilhão tailandês está prestes a ser construído no coração de Lisboa para celebrar os cinco séculos de relações diplomáticas.
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Ainda hoje muitos portugueses, mantêm-se, ignorantes sobre a Tailândia. Generalidade, abunda, em muitos acreditando que a cidade de Banguecoque, capital do Reino da Tailândia, é na Indochina, onde o bambu está em toda parte e uma cidade, cruzada por rios e canais, e o filme divulgador "Tears of the Black Tiger" .
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As coisas foram piores no século 15, pouco antes dos portugueses chegados por terra a Ayutthaya. Eles tinham conhecido o nome do reino por comerciantes árabes que os informaram de que Siam era de fato chamado Xarnauz (da palavra persa Shahr-i-nao significa "nova cidade").
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Nossa capital Odia foi governado por um rei cristão. Sua distância Calicut foi de 50 dias, com um bom vento. O rei poderia reunir 20 mil homens de combate e 4.000 cavalos e possuía 400 elefantes de guerra. Xarnauz tinha muitas especiarias e benjoim, no valor de três cruzados a frazila, como também muito aloe, no valor de 25 cruzados o frazila.
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Historiador português e ex-conselheiro cultural da embaixada ex-Português, em Banguecoque, Jorge Morbey deparou com estes fatos ao pesquisar a história das relações do Sião com Portugal..
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Em conjunto com historiadores tailandeses, Morbey revelou suas descobertas na conferência recente sobre "500 Anos das relações portuguesas com o Reino do Sião, organizado pela Embaixada Portugal e o Departamento de Belas Artes, no Hotel Trang em Bangkok. "The em Siam e outros reinos do leste era parte do grande esquema de Portugal de encontrar rotas comerciais marítimas para o Oriente."
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Não foi fácil tomar as rotas terrestres, que eram controladas pelos otomanos. Em 1497, D. Manuel enviou quatro navios para o Oriente em busca de especiarias. Os capitães foram Vasco da Gama, seu irmão Paulo e Nicolao Coelho.
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Vasco da Gama não navegou para além dos mares da Índia, mas sua expedição (1497-1499) foi gravado em um roteiro de viagem escrito por Álvaro Velho, um membro da tripulação da frota de Vasco da Gama, que se refere o Siam como "Xarnauz".
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Uma imagem mais clara da Siam estava por vir a partir do século XVI, Tomé Pires, cronista (1.465-1.524), um boticário do príncipe D. Afonso, filho do rei João II de Portugal. Ele mencionou Siam longamente a história de sua viagem pela Malásia-Indonésia intitulada "Suma Oriental" ("Summa do Oriente, desde o Mar Vermelho até à China"), que foi escrito enquanto ele estava em Malaca e na Índia entre 1512 e 1515.
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Ele foi para a Índia em 1511 investiu como "fator de drogas", os produtos orientais que eram um elemento importante do que é geralmente chamado de "o comércio de especiarias". Em Malaca e Cochim ele avidamente recolheu documentos e informações da área Malaia-Indonésia, e visitou pessoalmente Java, Sumatra e Maluku.
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A descrição detalhado do primeiro europeu, português do Oriente e Malásia, o livro cobre um lote de terreno: histórico, geográfico, etnográfico, botânico, económico e comercial.
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"O reino de Siam é pagão. As pessoas, e quase a língua, são como os de Pegu. Elas são consideradas como prudentes e popular o bom conselho. Os comerciantes sabem muito sobre a mercadoria. Eles são altos e os homens morenos, pequenos . como os de Pegu O reino é justamente governado O rei é sempre a residência na cidade de Odia Ele é um caçador e muito cerimonioso com estranhos;... ele é fácil e tolerante com os nativos ".
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Pires escreveu que havia muito poucos mouros em Siam. Os siameses não gostava deles. Houve, no entanto, os árabes, persas, bengaleses, Kling muitos, chineses e outras nacionalidades. E todo o comércio Siamese estava do lado da China, e em Pase, Pedir e Bengala.
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Os mouros foram nos portos, obedientes aos seus senhores próprio, e constantemente batalhavam contra o Siamese.
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Morbey afirma que de todos os estrangeiros em Ayutthaya, os portugueses eram muito queridos pelos Reis do Sião incluindo King Mongkut (Rama IV) no período de Banguecoque. O historiador observa satisfação Rama IV, com a presença portuguesa no seu Reino.
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"Quando as grandes guerras aconteceram, que arruinaram Ayuthayaa, a antiga capital deste reino, todos os residentes europeus em Siam abandonaram o país, com excepção do portugueses," King Mongkut escreveu em um de seus discursos.
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Morbey observa que, em geral, os moradores portugueses no Siam foram Eurasianos cristãos cujo as raizes culturais foram fortemente baseadas na linguagem portuguesas e a religião da Igreja Católica Romana em 1729, 38 anos antes da queda de Ayutthaya, 12 famílias portuguesas viviam em Banguecoque, no Bandel (Bairro) Rosário, diz Morbey.
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Siam viu os portugueses como seus aliados próximos, porque eles eram mercenários no exército Siamese e em guerras importante.
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É difícil saber quantos soldados portugueses estavam, alistados, no exército em Ayutthaya, quando a cidade caiu. Mas Morbey notas que havia 79 nomes de portugueses no exército do rei Taksin em Thonburi.
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Outros foram construtores, comerciantes e tradutores, nas áreas úteis para Relações Exteriores do Sião. O primeiro rei do período de Banguecoque, Rama I, em carta à rainha de Portugal D Maria I em 1786, expressou sua gratidão ao apoio Português em batalhas do Sião com Burma. Nessa carta, o rei pediu para comprar 3.000 fuzis do Governador de Goa.
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O governador de Goa não enviou apenas armas para Banguecoque, mas carpinteiros para trabalhar nos estaleiros com os descendentes e um cônsule. Muitos ainda permanecem em Banguecoque.
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Estes dias são conhecidas as suas criações de doces de sobremesa portuguesas-tailandesas.
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P.S. Tradução livre com algumas, como óbvio, incorrecções. Porém segue o endereço do "The Nation" na língua inglesa: http://www.nationmultimedia.com/2011/07/25/life/Tales-from-Xarnauz-30160987.html

CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILANDIA

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3ª e última parte
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Teria mais a acrescentar, porque não ficou tudo relatado sobre a visita a Ayuthaya e integrada nas Comemorações dos 500 Anos da Chegada dos Portugueses (1511)ao Reino do Sião, segundo os meus cálculos a presença de 250 pessoas, ao Campo de São Domingos.
Como já antes o escrevi, estão de parabéns o Embaixador de Portugal Jorge Torres Pereira e o "Fine Arts Department" (Belas Artes da Tailândia), pelo brilhantismo que foi dada à cerimónia nas ruínas, escavadas, na paróquia de São Domingos, a partir dos anos de 1983, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e a indispensável colaboração do Fine Arts Department da Tailândia.
Eu estive em Ayuthaya no passado 20 de Julho, não por convite, oficial, mas por minha conta, dado que tenho corrido a Tailândia em procura dos pedacinhos que falem de Portugal  neste Reino e ser útil aos entendidos nas letras e na história.
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Sigo anónimo, humilde, perante as pessoas e só me conhecem os velhos amigos, tailandeses, de quando todos seguiamos engajados nas escavações da Igreja de São Domingos.
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Mas não deixo de passar aqui a mensagem (aliás disse-lho pessoalmente, quando terminou a cerimónia da tarde 20) ao Embaixador Torres Pereira pela a falta da comunidade portuguesa nas festividades na Paróquia de São Domingos.
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Portugueses, presentes, ali era eu (como reporter particular e não oficial) o Embaixador de Portugal, o número 2 da missão diplomática José Serafino; a adida cultural Luisa Dutra e o convidado especial do Fine Arts Department, Jorge Morbey, vindo propositadamente de Macau, para proferir uma conferência.
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Eu tive conhecimento (não revelo nomes) de  dois portugueses, me informarem, de não saberem de tal evento a realizar em Ayuthaya, que certamente estariam lá juntamente com os convidados tailandeses e estrangeiros.
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Acredito que a falta não pertence ao Embaixador Torres Pereira mas a quem tomou a seu cuidado o convite de pessoas que teria ignorado (não muita em Banguecoque) a comunidade portuguesa.
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De realçar o interesse e o cuidado do Fine Arts Department" da Tailândia que suportou todas as despesas inerentes ao evento e, apenas (de louvar a feliz ideia de Torres Pereira) a parte de Portugal  se ficou por oferecer umas garrafas de Vinho do Porto, para o "Porto de Honra" servido às individualidades presentes de Portugal e Tailândia e aos convidados.
José Martins
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Mensage de boas vindas aos convidados ao Campo de São Domingos  pelos Vice-Director Geral  do Fine Arts Department.
Embaixador Torres Pereira no seu discurso, agradecendo os esforços do Fine Arts Department para que as celebrações dos 500 anos da chegada do Portugueses ao Reino do Sião atingissem brilhantismo.
O Arqueológo Patipat Pumpongpaet, supervisionou as escavações das ruinas da Igreja de São Domingos, dá a conhecer, parte da obra, no edifício Museu onde estão depositadas as ossadas da comunidade lusa e descendentes que viveram no Ban Portuguet, por 256 anos.
Embaixador Torres Pereira, posa junto às ossadas de um residente, no Ban Portuguet (possivelmente português, dado a estatura do esquelete), exposto no edifício museu.

O "Porto de Honra" a dar conta do evento do dia no Ban Portuguet com as individualidades gradas presentes
O prior da Igreja do Bairro Português de Santa Cruz, em Banguecoque, esteve presente na cerimónia

O cantor (que se afirma luso-descendente) . Petch Charoensook cantou e muito bem a "Tia Nica de Loulé", foi muito aplaudido e solicitado para pose de fotografia.


Uma fotografia de convidados junto ao cantor Petch Charoensook

A cantora tailandesa  Durandao Thaohiran, acompanhada de orquestra cantou, lindamente a canção portuguesa, de intervenção: "que traga um amigo também"


Mas a honra das exibições vão para este grupo de crianças do Bairros Português de Santa Cruz que dançaram excelentente modinhas do folclore luso.
Uma foto junto às crianças de Santa Cruz

Embaixador Torres Pereira, o número 2 da Embaixada José Serafino e a funcionária Mariana.

Embaixador Torres Pereira, junto a individualidades e figura públicas batendo palmas e aplaudindo uma exibição no palco.
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O progama a seguir:
Wednesday 20th July 2011 in Ayutthaya Province
06:30 Preparation at the Fine Arts Department, Thewet
07:00 Departure by coach.
Lecture by the guest speakers
08:30 Fortress Pombejara Historic Site, the meeting point of Ayutthaya as the international port (The guest speakers introduce history, historic sites and landscape of Ayutthaya to the audience)
09:00 Ayutthaya Historical Study Center (sightseeing and lecture)
10:00 Sightseeing and lecture on the important historic remains of Ayutthaya
11:00 Visit the art legacies at Chao Sam Phraya National Museum, Ayutthaya
12:00 – 13:00 Lunch
13:30 Participants at the Portuguese Settlement
13:30 – 13:45 Welcome message from the Deputy Director General of Fine Arts Department
13:45 – 14:15 Special remarks by H.E. Dr. Jorge Torres – Pereira, Ambassador of Portugal
14:15 – 14:45 Exhibition at the premises “History of the Portuguese Settlement: features of improvement and display area in the pavilion”
14:45 – 15:15 Presentation of the commemorative stamps in the occasion of 500 years of diplomatic relations between Thailand and Portugal
15:15 – 16:00 Activities, talk, discussion with the Portuguese descendants from Santa Cruz and Conception communities
(traditional drinks, sweets – snacks from 500 year-old recipes)
Concert of western strings by the Office of the Performing Arts, Fine Arts Department
16:00 – 16:30 Entertainment by the Portuguese descendants
Portuguese folk dance by the young pupils of Santa Cruz Suksa School
16:30 – 17:00 Portuguese song by Mr. Petch Charoensook, Portuguese descendant, popular vote winner of 20th KPN Award
End of the Program / Departure to Bangkok