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sexta-feira, 22 de julho de 2011

CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES A AYUTHAYA, SEGUNDA CAPITAL DO REINO DO SIÃO (TAILÂNDIA NOS DIAS DE HOJE)

Friday, 22 July 2011

2ª Parte

Faz precisamen, no ano decorrente, 500 anos da chegada (1511) dos  portugueses ao Reino do Sião (Tailândia) e os primeiros europeus a conhecerem-no.
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Aconteceu depois de o Grande Afonso de Albuquerque ter conquistado Malaca,  cujo este empório comercial, de toda a Ásia e Oriente, .estava sob a soberania do Reino do Sião de que o Sultão, muçulmano, insubordinou-se negando-se a prestar vassalagem ao Rei e pagar a tenção, anual, em Ayuthaya. 
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Albuquerque, além de um magnífico guerreiro é senhor de perfil diplomático brilhante e seria de primordial importância criar boas relações  com Ayuthaya.
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Como enviado especial, com credenciais de embaixador, envia Duarte Fernandes, em 1511 a Ayuthaya, sendo-lhe concedida uma audiência pelo Rei Rama Tibodi II. Desde essa longínquoa data, cinco séculos passados, Portugal  e Tailândia têm gozado de relacionamento impar, na história, secular de duas nações, amigas, se tenha registado conflito social entre a comunidade portuguese e luso tailandesa, residente, ou diplomatico. 
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Entre vários eventos, levados a efeito das celebrações, de colaboração conjunta, entre Portugal e a Tailândia, no passado dia 20 de Julho de 2011, quatro autocarros, com convidados, sairam de Banguecoque com destino a velha capital carregada de história, não só da Tailândia como de Portugal.
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A minha presença no evento pedagógico, foi voluntário e a minha expensas, aliás como sempre nas inúmeras visitas que tenho efectuado à região, com o propósito de servir Portugal e a Tailândia.
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Porém a história de Portugal na Ásia e Oriente regista,  grandes obras dos portugueses e outras de maldade de "bestas quadradas; a escória lusa que pelo Sião passou e os corvos do oportunismo, que atingiram a minha honra e dignidade.
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Ainda seguem a pairar, mesmo distantes, como gaviões, a voar o céu deste maravilhoso Reino, que me acolhe há mais de três décadas na melhor harmonia, para em vôo picado atingirem vítimas. Porque eles são apátridas e a sua pátria é o vigarismo, a maldade e a ruindade desde a nascença de quando  paridos.
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Em várias partes serão relatadas as actividades e apostas legendas nas imagens abaixo inseridas.  

Embaixador Torres Pereira não esteve presente, em companhia dos convidados nas visitas de parte de manhã ao Forte Pom Phet, ao Centro de Estudos Históricos de Ayuthaya e ao Museu Nacional de Ayuthaya, cuja esta, visita, não relatei na primeira parte, por não me autorizarem, assim como a outros fotógrafos que reportavam o grupo de convidados, colher imagens no interior do museu. Parti do hotel onde foi oferecido um opíparo lanche e rodei em direcção ao Campo de São Domingos, no Ban Portuguet para recolher imagens da chegada do grupo ao local. Precisamente quando ali cheguei e ao mesmo tempo o carro da embaixada com o embaixador Torres Pereira entrava no espaço onde os eventos da tarde e os mais importantes seriam levados a cabo. Esperavam, por ele, o Director-Geral do Fine Arts Department e outras individualidades ligadas ao organismo e outras públicas de Ayuthaya e suas esposas. Houve gosto pela parte do Fine Arts Department de Ayuthaya alindar o espaço.
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No Campo de São Domingos os Correios da Tailândia iriam apresentar, selos comemorativos da chegada dos portugueses, há 500 anos ao Reino do Sião, cuja primeira emissão teria lugar no Ban Portuguet e em lugar  que por 256 anos viveu e morreu uma comunidade portuguesa e luso tailandesa.
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Fotografia oficial do embaixador Jorge Torres Pereira entre duas naus, quinhentistas, portuguesas., Embarcações que viriam a abrir um novo caminho ao Mundo ligando, os portugueses, a cultura ocidental à oriental depois de Vasco da Gama ligar a Europa, pelo caminho marítimo à Índia no ano de 1498. O mundo depois de 1498 seria diferente com uma nova era... Foi de primordial importância a movimentação de sementes e plantas de uns continentes para outros. Esta primeira troca deve-se ao portugueses que transformaria a dieta, alimentar, das populações. E mais ainda, os portugueses, além  de serem os primeiros a conhecer o Sião, neste Reino estiveram por mais de um século sem outro país da Europa o conhecer. Só a partir de 1650, os franceses, chegaram ao Sião, através dos missonários da Missões Estrangeiras de Paris, que muitos problemas viriam a dar aos missionários do Padroado Português do Oriente, que há 100 anos tinham introduzido o cristianismo em Ayuthaya e construído três Igrejas: São Domingos, São Paulo e a de São Francisco.
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Várias personalidades da vida pública de Ayuthaya e do Fine Arts Department desejaram, uma foto histórica,  ao lado do Embaixador de Portugal, Pereira Torres.
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"Acrescento: o primeiro embaixador de Portugal a sugerir ao Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal para as comemorações, conjuntas, dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Reino do Sião, foi o embaixador José Tadeu Soares em 1999 e de quando acreditado, representante de Portugal em Banguecoque. No longo período e na organização das celebrações houve muitos nomes apontados de personalidades portuguesas que foram ficando pelo caminho. Houve interesse de alguém, alheios à Secretaria de Estado dos Estrangeiros (não vou nomear seus nomes) que se armariam em arautos, para organizar as celebrações e "sabichões" da história de Portugal na Tailândia que viriam a criar, apenas, a intriga e a prejudicar o bom andamento de uma causa nobre e que esta, apenas, deveria ter pertencido, a organização, a instituições de cultura, portuguesas do Governo. Isto só foi possível devido à inércia de dois embaixadores, em Banguecoque, Lima Pimentel e Faria e Maya que permitiram o avanço de individualidades, estranhas, a penetraram na Embaixada de Portugal em Banguecoque que foram prejudicando pessoas e afastando-as, até de convites, de colaboração,  que lhes tinham sido feitos pelo Governo da Tailândia.  Davam-se eles como os únicos e senhores da organização, pela parte portuguesa. Entre essas pessoas  eu fui um dos atingidos  e arrumado para o lado. Outra personalidade, um historiador, tailandês igual a mim, ficou pelo caminho. Mas a verdade é como o azeite vem sempre à tona da água e tarde ou cedo se vai  conhecer a muita maldade que, tradicionalmente, alguns homens portugueses encerram."
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Embaixador Pereira Torres não teve mãos a medir, de solicitações que lhe foram feitas, para autografar  envelopes com as estampas, por pessoas que compraram colecções da primeira emissão de selos comemorativos dos 500 anos da chegada dos portugueses ao Sião. Selos, absolutamente, históricos e raros e não só um investimento, futuro, para quem os adquiriu.
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No Campo de São Domingos tudo funcionou, perfeitamente, graças à organização do Fine Arts Department. Uma mesa de imprensa foi montada no local onde vários jornalistas, fotógrafos e operadores de câmera se registaram e entre eles, na lista, figura o meu nome. A todos além de um folheto informatvo foram obsequiados com uma coleção de selos.
José Martins
Continua
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P.S. - Certamente só na próxima semana damos a continuação de outras partes. Razão: "encontra-se em Banguecoque o treinador de futebol Vila Boas com a equipa de futebol que treina o Chelsea, que irá disputar um encontro com a selecção Nacional da Tailândia. Na sua equipa estão intregados jogadores portugueses e vamos fazer tudo para chegar até eles."

Thursday, 21 July 2011

CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES A AYUTHAYA, SEGUNDA CAPITAL DO REINO DO SIÃO (TAILÂNDIA NOS DIAS DE HOJE)

1ª Parte

Faz precisamen, no ano decorrente, 500 anos da chegada (1511) dos  portugueses ao Reino do Sião (Tailândia) e os primeiros europeus a conhecerem-no.
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Aconteceu depois de o Grande Afonso de Albuquerque ter conquistado Malaca,  cujo este empório comercial, de toda a Ásia e Oriente, .estava sob a soberania do Reino do Sião de que o Sultão, muçulmano, insubordinou-se negando-se a prestar vassalagem ao Rei e pagar a tenção, anual, em Ayuthaya. 
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Albuquerque, além de um magnífico guerreiro é senhor de perfil diplomático brilhante e seria de primordial importância criar boas relações  com Ayuthaya.
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Como enviado especial, com credenciais de embaixador, envia Duarte Fernandes, em 1511 a Ayuthaya, sendo-lhe concedida uma audiência pelo Rei Rama Tibodi II. Desde essa longínquoa data, cinco séculos passados, Portugal  e Tailândia têm gozado de relacionamento impar, na história, secular de duas nações, amigas, se tenha registado conflito social entre a comunidade portuguese e luso tailandesa, residente, ou diplomatico. 
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Entre vários eventos, levados a efeito das celebrações, de colaboração conjunta, entre Portugal e a Tailândia, no passado dia 20 de Julho de 2011, quatro autocarros, com convidados, sairam de Banguecoque com destino a velha capital carregada de história, não só da Tailândia como de Portugal.
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A minha presença no evento pedagógico, foi voluntário e a minha expensas, aliás como sempre nas inúmeras visitas que tenho efectuado à região, com o propósito de servir Portugal e a Tailândia.
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Porém a história de Portugal na Ásia e Oriente regista,  grandes obras dos portugueses e outras de maldade de "bestas quadradas; a escória lusa que pelo Sião passou e os corvos do oportunismo, que atingiram a minha honra e dignidade.
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Ainda seguem a pairar, mesmo distantes, como gaviões, a voar o céu deste maravilhoso Reino, que me acolhe há mais de três décadas na melhor harmonia, para em vôo picado atingirem vítimas. Porque eles são apátridas e a sua pátria é o vigarismo, a maldade e a ruindade desde a nascença de quando  paridos.
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Em várias partes serão relatadas as actividades e apostas legendas nas imagens abaixo inseridas.  
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A visita começa pelo Porto Internacional de Pom Phet, situado na embocadura do Rio Pasak que despeja as águas no grande rio Chao Prya, vindas da região do nordeste da Tailândia e também conhecido pelo Isarn e antigo império dos Khmer. Ponto estratégico de defesa do Reino do Sião e controlo das navegações, no rio Chao Praya, nas idas e vindas do Golfo do Sião. Quando os siameses se mudaram, em 1350, de Sukhothai para Ayuthaya, no local foi construído uma paliçada, rudimentar, de defesa. Seria então pelo conselho do missionário Jesuita, do Padroado Português do Oriente, Tomaz Valguanera, que aconselhou o Rei Narai, na década sessenta do século XVII, que para que Ayuthaya fosse defendida contra as investidas, constantes, do Reino do Pegú, deveriam ser construídos fortins, nos pontos estratégicos, na margem do rio Chao Prya e estes, nos moldes arquitectónicos dos contruídos em Portugal e as ameias, semelhantes, às existentes, ainda hoje, nos numerosos baluartes que se topam por todo o território português.
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Ruinas da praça de armas do interior do Forte Pom Phet. Alí, como soldados do Reino do Sião, artilheiros portugueses, mestres na arte do disparo do tiro de canhões de boca larga. Ora os portugueses, residentes Ban Portuguet (Aldeia dos Portugueses) a mais ou menos dois quilómetros, a jusante, na margem esquerda do Rio Chao Praya, ocuparam-se, nas artes e ofícios e evidentemente, já nascidos em Ayuthaya, como praças e oficiais militares ao serviço do Rei. Os portugueses, sendo os primeiros ocidentais a conhecerem o Sião (onde o homem ocidental de nariz, bicudo e de barbas longas nunca, antes, visto), introduziram as novas tecnologias europeias onde se incluem a fundição de ferro, alfaias agrícolas, a culinária e a arte do manejo de armas de fogo. As espingardas, desconhecidas, no Sião, são os portugueses que as viriam a introduzir e a ministrar o manejo aos siameses. São os portugueses de grande importância para a conservação e defesa da soberania do Sião.
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O Forte de Pom Phet, desde a queda de Ayuthaya, em 1767, pela invasão das tropas peguanas ficou à mercê do abandono, dado que nova capital é fundada mais ao sul e a 90 quilõmetros de distância, a que lhe é dado o nome de Banguecoque. A falta de materiais num zona pantanosa e onde crescia o mangal, parte dos materiais foram transportados em juncos chineses e bargues, pelo Rio Chao Praya, para construir a cidade que hoje umas das grandes urbes, modernas, de toda a Ásia. Mas algo ainda ficou e os anos fizeram envolver o Pom Phet em denso matagal (como ainda o conheci na década 70 do século passado). O que restava do forte, foi sujeito a duas reconstruções. Escavações iniciadas em 1992, pelo Fine Arts Department da Tailândia (Belas Artes) e  a segunda, recentemente, onde  as ameias surgem com a imponência da época de sua construção e voltou num  espaço agradável para ser visitado ou passar ali umas horas, sob a sombra de árvores tamarindeiras.
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O Rio Chao Prya, ainda hoje, é de grande importância para o desenvolvimento da Tailândia. Compridos comboios de barcaças, navegam, carregados com matéria prima para a construção de edificios na cidade de Banguecoque e arredores. Hoje a cidade, quase não despega, de casas e de fábricas até Ayuthaya. Todo o material para a totalidade das obras da capital, chegam a navegando, do norte, pelo rio. Areia, lavada, extraída do fundo do rio mais ao norte de Ayuthaya, enquanto a brita, das montanhas, escarposas de Lopburi, a 145 quilómetros de Banguecoque.Mas o Rio Chao Prya continua a ser uma fonte de vida e de movimento. Milhares de pessoas se deslocam, dia.a.dia, para as suas ocupações atravessando a partir das margens de um lado e outro da cidade de Banguecoque. Mas ao longo até à sua navegalidade, mais ao norte, o rio está cheio de vida e não só uma importante reserva de alimentação, para as populações onde cresce, abundantemente, peixe.

Junto às nove da manhã, chegam os primeiros convidados e iniciar a visita, do dia 20, pelo Forte de Pom Phet. Os visitantes são recebidos por quatro estudantes, futuros guias turisticos, de uma universidade de Ayuthaya. A Tailândia, desde que vivo neste país, o Governo prepara jovens e vocacionados para o turismo. Existem pelo reino várias escolas, de educação secundária, denominadas " Vocational Colleges", onde ali os jovens vão ao encontro de sua verdadeira vocação. O turismo na Tailândia, pode considerar-se, ainda, em embrião, o seu início tem lugar principio da década 70 do século, último e acontece com o desenvolvimento da construção de grandes aviões de transporte de passageiros. Ainda me recordo que em 1977 e na minha primeira visita a Banguecoque, o avião que me transportou da Arábia Saudita, era um "ronceirão" DC8, cujo o capitão da aeronave era um "farangue" (estrangeiro na Tailândia).
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Quatro estudantes, com quem conversei quando esperava pelos visitantes, convidados. A gente tailandesa, é afável e comunicatica. Os jovens curiosos, querem saber coisas de outros países. Alí estão quatro, dois rapazes e duas raparigas, à entrada do Forte Pom Phet, com mapas na mão,  para distribuirem, Quatro estudantes, recrutados de sua escola vocacional para, graciosamente e de boa vontade, prestar um excelente serviço ao turismo de Ayuthaya. Gente ambiciosa e se  avalia pela chegada, constante, de turistas estrangeiros, que não param de chegar à Tailândia. O grande quinhão, de momento, vem dos países da Àsia.
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Entre o grupo dos primeiros visitantes, chega o meu velho amigo (de óculos) de 28 anos, o arqueólogo Patipat Pongpongpaet. Patipat, reformado, é uma legenda em Ayuthaya. Foi ele o autor das escavações das ruínas do Campo da Paróquia de São Domingos. Tantos anos já se foram e amizade que perdura... Quando eu visitava Ayuthaya e apaixonado pela vida e história dos portugueses em Ayuthya, juntos beberricavamos uns goles de cerveja Singha, junto à margem do Chao Prya Prya. Patipat, foi o Director do Fine Arts Department em Ayuthaya. Simples e um bom homem e pertence ao grupo de minhas amizades tailandesas.
A segunda leva de convidados, desce as escadas que os levarão ao espaço do Forte Pom Phet. À frente (de óculos escuros) Luisa Dutra, adida cultural junto À Embiaxada de Portugal em Banguecoque.
Os primeiros visitantes, junto a mapas de Ayuthaya, escutam a lição do historiador. Outra gente chegaria depois.
Depois da visita ao Forte Pom Phet, agora os convidados da parte da Tailândia e da Embaixada de Portugal, estão no grande salão do Centro de Estudos Históricos de Ayuthaya. Recomenda-se aos estudioso o visitarem, alí está toda a história da fundação de Ayuthaya, a segunda capital do Sião, fundada em 1350 pelo Rei Utong.
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Enchem-se as escadas de pessoas e sobem para o primeiro andar do Centro de Estudos Históricos de Ayuthaya.
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A cópia, em miniatura, de um barco que navegava desde o Mares do Sul da China, do Golfo do Sião ao Porto de Pom Phet, exposto no primeiro andar do C.E.H. de Ayuthaya. Dado à pouca profundidade do leito do rio Chao Prya, são estas embarcações e os juncos, milenários, chineses que chegam ao Porto de Pom Phet. As naus portuguesas, de tonelagem, razoável, não navegacam a Ayuthaya, lançavam o ferro na embocadura do Chao Prya, e alugavam os juncos chineses, para o transbordo e carregamento de mercadorias. As lorchas, construídas em Macau, e de proprietários portugueses, navegavam a Ayuthaya, Há registos, históricos, desses pequenos barcos, ter navegado a Ayuthaya.
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A legenda está na designada na fotografia...!!! Agora as opiniões são dos leitores.
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Jorge Morbey, professor universitário em Macau, foi convidado pelo Fine Arts Department, para proferir uma palestra no dia 19 sob o tema: Thailand and Portugal: the Image of Each Other over Five Centuries of Bilateral Relations”. Dr. Morbey tem sido um estudioso em cima das relações, históricas, de cinco séculos, entre Portugal e a Tailândia, juntou-se aos convidados para a visita a Ayuthaya e evento que viria a ter lugar no "Ban Portuguet".
Um excelente lanche "buffet" foi servido e oferecido aos convidados num hotel de 5 estrelas, junto à margem do rio Chao Prya, em Ayuthaya. Não foi notada a falta de apetite a nenhum dos convidados...!!!
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Numa mesa sentam-se duas senhora (lado esquerdo que não conheço pelo nome) a seguir a Drª Luisa Dutra, adida cultural e o Dr. Jorge Morbey. Pelo sorriso, simultâneo, dos quatro, nos salta à vista a felicidade que segue dentro deles.
José Martins
Continua

Wednesday, 20 July 2011

CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILANDIA - HOJE HOUVE PORTUGALIDADE NO BAN PORTUGUET EM AYUTHAYA

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GRANDE REPORTAGEM A SAIR PRÓXIMO SÁBADO
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Um sorriso de vitória de uma jovem, funcionária, do Fine Arts Department da Tailândia
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Não é meu costume  elogiar pessoas ou eventos que digam respeito a Portugal se não tiverem o meu merecimento, mas hoje houve portugalidade no "Ban Portuguet" (aldeia dos portugueses em Ayuthaya) e de parabéns o Embaixador de Portugal Jorge Torres Pereira (que mal conheço e apenas trocamos uma meia dúzia de palavras desde que fixado em Banguecoque) pela postura, diplomática, durante o evento e o discurso proferido.
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De enaltecer o empenho do Fine Arts Department da Tailândia (Belas Artes) que sem a sua colaboração e patrocínio não seria possível atingir o brilhantismo  de uma festa entre dois países amigos, Portugal e a Tailândia, unidos há 500 anos.
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Porém é de estranhar que a RTP não tenha enviado um jornalista e operador de câmera para reportar o que hoje aconteceu no "Ban Portuguet" onde  várias gerações, de portugueses, por 256 anos viveram, na maior harmonia e honraram o nome de Portugal na Tailândia
José Martins
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Duas minhotas, vaidosas, do bairro português de Santa Cruz em Banguecoque.
Como o rancho de crianças do Bairro de Santa Cruz dança as modinhas portuguesas...!!!
O cantor Petch Charoenssook, que se afirma luso-descendetnde, depois de cantar a Tia Nica de Loulé, muito bem, posa com duas admiradoras  com cachecol luso
Petch Charoensook junto ao Dr. Jorge Morbey, convidado,ao evento, pelo Fine Arts Department, da Tailândia.
O Embaixador de Portugal na Tailândia no seu discurso (a publicar, o texto, na grande reportagem a sair próximo sábado)
Na paróquia de São Domingos, onde se celebrou o evento, houve a emissão de selos, dos correios, comemorativos dos 500 anos da chegada dos portugueses à Tailândia, cujos estes a pedido de coleccionadores o Embaixador Torres Pereira autografou

segunda-feira, 11 de julho de 2011

TAILÂNDIA - EVENTO,CULTURAL, INTEGRADO NAS CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILÂNDIA


No passado dia 7 de Julho, teve lugar no Museu Nacional da Tailândia (Banguecoque) um evento cultural com o título genérico "The Art Legacy", integrado no programa das celebrações dos 500 anos da chegada (1511) dos Portugueses ao Reino do Sião, em Ayuthaya.  
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Presentes à importante cerimónia Sua Excelências: Mom Rajawongse Thepkamol Devakula, Conselheiro Privado de Sua Majestade o Rei da Tailândia, sua esposa Khunyng Kwanta Devakula; Anek Sihamat, Director-Geral Adjunto do Fine Arts Department da Tailândia (Belas Artes); M.R. Chakrarot Chitrabongs, Patrono do "National Museum Volunteers" e ex-Secretário Permanente do Ministério da Cultura, da Tailândia e os Embaixadores de Portugal, acreditados no Reino da Tailândia Maria e Jorge Torres Pereira; personalidades ligadas à cultura, às letras, diplomacia e a comunidade portuguesa e luso descendente residente na Tailândia.
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"The Art Legacy", uma exposição onde foram colocados objectos de arte da colecção particular de Álvaro Sequeira Pinto, graciosamente cedidos e trazidos de Portugal para figurarem com outras obras de arte, antiga, da Biblioteca Nacional da Tailândia na exposição. Obras executadas por artesões tailandeses e portugueses, séculos atrás, na segunda capital do Reino Sião, Ayuthaya. 
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S.E. Anek Sihamat, Director-Geral Adjunto do Fine Arts Department no uso da palavra.
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Embaixador de Portugal, Jorge Torres Pereira usando da palavra na sessão solene de abertura do evento "The Art Legacy".
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Texto, em língua inglesa com as palavras do discurso, de abertura, da Exposição "The Art Legacy", do Embaixador Torres Pereira
Corte da fita para a entrada da exposição "The Art Legacy".  Da esquerda para a direita:  Mom Rajawongse Thepkamol Devakul, Embaixatriz Maria Torres Pereira, Anek Sihamat. M.R. Chakrarot Chitrabongs, Embaixador Torres Pereira e Khunyng Kwanta Devakul.
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Embaixador Torres Pereira e a Conselheira Luisa Dutra, acompanham os convidados, depois do corte da fita e dão explicações, em cima das obras, da colecção particular, de Álvaro Sequeira Pinto.
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Embaixatriz Maria Torres Pereira (lado direito) assiste à sessão solene de abertura, junto e a seu lado esquerdo a Senadora Mom Rajavonse Prydiana Rangsit

O número dois da Embaixada de Portugal, diplomata José Serafino junto à Conselheira Cultural da Embaixada Luisa Dutra.
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A comunidade Portuguesa e luso descendente.  Da esquerda para a direita: Nuno Caldeira da Silva (atrás) Conselheiro Diplomata da Delegação da Comissão da União Europeia em Banguecoque; Manuel Campos, Maria Martins, esposa de Manuel Campos, Pornpana e Kanda Martins.
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Maria e Kanda Martins trocam impressões, durante o copo de água, com a Embaixatriz Maria Torres Pereira.
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A Curadora, arqueológa, do Museu Nacional de Banguecoque, Riem Pompongpat,esposa do arqueólogo e Director do Fines Department, em Ayuthaya de quando as escavações do Campo de São Domingos (Ban Portuguet), que já não nos encontravamos há vários anos trocamos "dois dedos" de conversa e recordamos os 27 anos já passados desde 1984.
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Minha mulher Kanda Martins e Riem Pompongpat, velhas conhecidas, trocam impressões durante o beberete.
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Como decoração, surge a fazer pano  lateral, a Torre de Belém, no salão, onde foi proferida a conferência e servido o beberete.
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Junto ao palco, da sala de conferências, ao  lado esquerdo, um painel a dar conta da grandeza do Grand Palace e antiga residência de Reis da Tailândia, era de Banguecoque.  
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Obra em marfim da colecção particular de Álvaro Sequeira Pinto. Jesus Cristo, o Bom Pastor, posa reclinado, como outras imagens, semelhantes, do Lorde Buda. Sec. XVII. Colecção de Álvaro Sequeira Pinto
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Marfim. Jesus Cristo o Bom Pastor, deitado numa cama, apoiando a cabeça com a mão direita. Obra fina, confeccionado em madeiras nobres, de marcenaria e torneados de suporte e decorativos, no topo, que se pode considerar uma obra   rara. De destaque os floreados, de cobertura da cama, lacados e uma aplicação, decorativa, milenária, entre a população dos tais.  Vamos encontrar, pinturas laqueadas, semelhantes, nos templos da Tailândia, nos dias que correm. Sec. XVII. Colecção de Álvaro Sequeira Pinto
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Marfim: Jesus Cristo, o Bom Pastor, reclinado, com a mão direita apoiada no lombo de um cordeiro. XVII Colecção de Álvaro Sequeira Pinto.

Marfim: Menino Jesus. o Salvador do Mundo, segurando na mão esquerda o globo terrestre com uma cruz no topo. Sec.XVII  Colecção de Álvaro Sequeira Pinto

Marfim: Jesus Cristo o Bom Pastor, reclinado, com as vestes budistas e apoiando a cabeça com a mão esquerda. Sec.XVII Colecção de Álvaro Sequeira Pinto.

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Um rosário e medalhas religiosas encontradas nas escavações da Igreja do Campo de São Domingos, "Ban Portuguet", em 1984. Museu Nacional da Tailândia
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Dois cruxificos, um fundido em bronze e outro fundido em resinas de árvores, Objectos achados durante as escavações (1984) da igreja do Campo de São Domingos no "Ban Portuguet" (Aldeia dos Portugueses) em Ayuthaya. Museu Nacional da Tailândia

domingo, 10 de julho de 2011

ARTIGO DO JORNAL "THE NATION" RELATIVO À HISTÓRIA ENTRE PORTUGAL E A TAILÂNDIA

ARTIGO DO JORNAL "THE NATION" RELATIVO À HISTÓRIA ENTRE PORTUGAL E A TAILÂNDIA

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Ayutthaya ART
Arte para além das fronteiras
Por Manote Tripathi
The Nation
Publicado em 11 julho de 2011

Uma exposição no Museu Nacional apresenta trabalhos criados por artesãos de Siamese emissários Português há 500 anos
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Quando oos portugueses desembarcaram em Ayutthaya, 500 anos atrás, eles trouxeram consigo não apenas o armamento, igrejas , conventos, mas também a arte.
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Uma interação estética ocorreu. Artesãos Siameses ajudaram a desenvolver sua arte e, finalmente, criou algo novo - um gênero de Ayutthaya-Portuguesa, que inspirou gerações de cronistas portugueses, exploradores e missionários.
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Estes objetos de arte, preciosos foram trazidos de Lisboa onde ainda expostos em museus e coleções particulares.
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Objectos de arte que regressarão às suas orígens depois de expostos no Museu Nacional da Tailândia, marcarem os cinco séculos da chegada dos portugueses ao Antigo Reino do Sião e inserido no programa das celebrações "Tailândia e Portugal 500 anos de um passado comum: "The Legacy" Arte no Museu Nacional, em Banguecoque.
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Entre a exposições estão limitados, objectos, estatuetas de marfim, de um Buda reclinado e o jovem Jesus Cristo, cedidos da coleção privada de Alvaro Pinto Sequeira, proprietário de uma das maiores colecções de arte asiática portuguesa. Ele também é dono de um baú de madeira, em exibição nesta amostra. Uma estante, lacada, também exposta, no conjunto, foi cedida pela Biblioteca Nacional, em Banguecoque.
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Criados por artesãos siameses, estes objectos oferecem um vislumbre da história das relações Siamesas-Portuguesas. Havia o mito que o Siam era governado por um rei cristão e a uma distância de viagem de 55 dias a partir Calicut. Foram os portugueses que ajudaram a corrigir essa imagem, na Europa.
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Afonso de Albuquerque, enviou Duarte Fernandes como embaixador ao encontro do rei Rama II Thibodi em 1511. Ele veio com uma carta propondo acordos comerciais, juntamente com alguns presentes valiosos. O rei recebeu o emissário Português muito apropriadamente e alegrou-se com o ataque a Malaca, quando ficou sob o domínio do português.
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Plenamente conscientes da presença de Portugal na Índia, o Rei de Ayutthaya manifestou interesse em procurar ajuda portuguesa de muitas maneiras. Ele desejava que os comerciantes portugueses expandissem o comércio para a Índia a partir do Sião e fortalecer o exército, na sequência das invasões birmanesas.
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Como resultado, os soldados portugueses voltaram uma visão comum em Ayutthaya. A figura de proeminentes portugueses foram retratados em murais de templos ", decorações a laca e objetos de arte, destacando sua importância para a soberania do Siam.
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Uma caixa de madeira da colecção Pinto Távora Sequeira é acreditado ter sido criada em Ayutthaya. Em sua superfície é um trabalho magnífico laca dourada com um lugar com vários edifícios alternando com amplos jardins com canteiros e tanques, casas de fresco e gazebos, balaustradas delimitando o espaço, guarda-sóis proteger grandes dignitários e outros caracteres.
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Estamos na presença de um grande número de edifícios onde sagrado, recreação, residencial, espaços sociais e de defesa são claramente definidas. Há oficiais militares, cortesãos, dignitários, religiosos, religiosas e servos.
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O rei é colocado sob um guarda-sol imenso. Outros turbantes modestos em torno de suas cabeças. Em uma extremidade instrumentos musicais estão sendo jogados. Outros homens seguram galos preparando-se para uma luta.
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Acredita-se que esta paisagem destaque é o Palácio Real de Ayutthaya antes de sua destruição em 1767 e o abandono subseqüente. Guardas e militares foram portugueses.
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Outro soldado Português aparece claramente na frente laca do caso livro da Biblioteca Nacional, em Bangkok. Alguns desses soldados eram suficientemente impressionado com artesãos siameses e portugueses em Ayutthaya que em conjunto com os nossos artesãos produziram estatuetas de marfim de Jesus Cristo para ser colocado em suas igrejas em Ayutthaya ou de volta para casa em Lisboa.
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Em exibição estão um número de figuras de marfim de pequenos de Cristo em diferentes poses. O mais impressionante são poses que lembram várias gigantescas esculturas de Buda reclinado encontradas em templos em Ayutthaya. Estas figuras são pensados ​​para ter sido criada por Siamese artesões em Ayutthaya.
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Uma figura é processada como um Buda reclinado sobre um manto de folhas de jasmim. A maneira pela qual Cristo reside é muito tailandês, com a mão direita apoiando a cabeça eo outro descansar livremente ao longo do comprimento do seu corpo.
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Outra figura característica é a da mão tocando o rosto, mas a cabeça apoiada em um travesseiro a mais tradicionais. O cabelo é longo.
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Mas a mais bonita é a figura de Cristo deitado em uma cama de madeira laqueada, com um dossel apoiado por colunas espiraladas e bases arredondadas cobertas com pináculos e urnas.
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O dossel é côncava em cima e totalmente decorado com motivos típicos tailandeses dourada. A cama de pequeno porte é um de um tipo e claramente do Sudeste da Ásia
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Outro está abraçando um cordeiro sobre o livro da fé. Cachos de seu cabelo em feixes, os olhos são amendoados, o umbigo saliente e há um tratamento cuidado das mãos e pés.
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Estes artefactos servem como um testemunho do intercâmbio artístico que teve lugar há cinco séculos entre Portugal e Ayutthaya. Dado o número limitado de objectos de arte, em exposição, há muito para explorar nas relações artísticas entre os dois reinos.

Tradução livre e evidentemente com alguns erros técnicos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

HISTÓRIA DE PORTUGAL NA TAILÂNDIA: "WEBSITE RECOMENDÁVEL A HISTORIADORES E ACDÉMICOS"

Nas minhas vasculhagens, diárias, na internet vou encontrar um website interessante,
com imagens e embora lhe falte muito conteúdo é de utilidade para os interessados na História de Portugal na Tailândia. Trabalho, absolutamente, honesto de Tricky Vandenberg (não conheço) que dá uma panorâmica real e menciona nomes (pessoas com quem lidei) de quando as escavações no Campo de São Domingos. Entre estas destaco: Patipat Pumpongpaet; Pirak Javanakriang, arqueológos do Fine Arts Department (Belas Artes) da Tailândia; arquitecto Eduardo Kol de Carvalho (bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian) e Rita Bernardes de Carvalho.
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Falta ainda mencionar outros nomes que contribuiram para o projecto das escavações. Mais tarde as revelarei.
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Destaco porém a arqueóloga, portuguesa, Rita de Carvalho uma jovem que me contactou, em 2005, e a dar-me a conhecer  seu interesse na investigação da História de Portugal na Tailândia. A Rita chegou a Banguecoque em Abril, acolhi-a em minha casa, durante 10 dias, onde na minha biblioteca particular procurou o que necessitava.
Mais tarde voltou à Banguecoque, leveia ao Ban Portuguet e esteve em Ayuthaya, hospedada (a suas expensas) numa guest house, durante uma semana, alugou uma bicicleta e pedalava desde a cidade ao Ban Portuguet.
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Na terceira vez na Tailândia, voltei acolhê-la em minha casa e presenteou-me com uma magnífica obra que depois de analisar o valor do seu trabalho, fui levá-lo ao embaixador Faria e Maya para o ler (não sei se o valioso trabalho está na missão ou se foi para Portugal no contentor).
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Faria e Maya desde logo desejou conhecer a Rita  e recomendou-a à Fundação Gulbenkian que a viria a convidar para supervisionar as escavações da Igreja de São Paulo dos Jesuítas no Ban Portuguet que seriam financiadas pela referida Fundação.
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A Rita, acompanhada de uma senhora representante da Gulbenkian, de Lisboa viajou a Banguecoque para verem o local das ruínas da igreja dos Jesuítas,  juntamente com o embaixador Faria e Maya.
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Estive presente e obti numerosas imagens que conservo nos meus arquivos.  
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Entretanto, forças ocultas que se movimentavam por Banguecoque logo se apressaram a divulgar que a igreja de São Paulo não era ali e em vez dela um templo budista.
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Pouco, depois, um jornalista português foi ao Ban Portuguet e viria a escrever no seu jornal que não houveram três igrejas católicas no Ban Portuguet, mas sim duas.
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O trabalho que a jovem Rita de Carvalho iria fazer foi na corrente de águas turvas. Quem ficou a perder foi a história de Portugal na Tailândia!
Actualmente é bolseira da Fundação Oriente, em Paris, a concluir Mestrado.
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De quando no início das escavações na paróquia de S.Domingos - Ban Portuguet - Bairro Português em Ayuthaya.
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Nesta página da internet encontram-se fotos com uma legendas de alguns dos objetos escavados no Bairro Português.
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Escavação começou em 02 março de 1984 pela  1ª da Divisão de Arqueologia do Departamento de Belas Artes, sob a responsabilidade do Sr. Patipat Pumpongpaet e em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, de Portugal.
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A descrição dos objectos é baseado no folheto apresentado pelo "Museu Nacional do Rei Narai", em Lopburi, que exibiu um número de objetos a partir de 2 abril - 31 maio 1987.
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O documento é intitulado "A escavação do Bairro Português de Ayutthaya" e foi escrito pelo Sr. Patipat Pumpongpaet e Pirak  Javanakriangkrai. O folheto foi-me gentilmente cedido por eles.

O plano foi elaborado pelo arquitecto. Eduardo Kol de Carvalho, em Agosto de 1984. No catálogo de exposição "Os Portugueses em Ayutthaya" da Embaixada de Portugal em Banguecoque publicado por ocasião do Dia Nacional de Portugal, em 10 de junho de 1985.

[1] Presença La Portugaise um Ayutthaya (Siam) XVIe siècles et aux do século XVII - Rita Bernardes de Carvalho (Paris, 2006).

Text by Tricky Vandenberg - March 2011 e tradução livre de José Martins

terça-feira, 31 de maio de 2011

A PRESENÇA PORTUGUESA NO SUDESTE ASIÁTICO


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Há quase 27 anos (30.11.84), entre várias reuniões, culturais, na Chancelaria da Embaixada de Banguecoque, o Prof. John Villiers, proferiu uma conferência cujo tema foi " A presença portuguesa no Sudeste Asiático".
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O Prof. Villiers é uma proeminente figura em cima da história da expansão portuguesa na Ásia e Oriente depois de 1498 e de quando Vasco da Gama descobriu o Caminho Marítimo para a Índia. 
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Mas não foi só o Prof. Villiers que proferiu conferências na Embaixada de Portugal em Portugal, outras figuras ali estiveram  que em tempo as divulgarei, na gerência do Embaixador Mello Gouveia (1981-1988).
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É pena (até mesmo de lamentar) que material, histórico semelhante a este e outro, arquivado, que ainda não  tenha sido  imprimido uma reedição, num livro e dado a ser conhecido. 
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Acontece que a história de Portugal na Tailândia, na ocasião que o Embaixador Mello Gouveia chegou a Banguecoque, estava adormecida havia anos e foi avivada a continuação que lhe deu o Dr. Joaquim Campos, na década quarenta do século passado e depois o Embaixador Helder Mendonça e Cunha na década sessenta.  
José Martins
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