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segunda-feira, 11 de julho de 2011

TAILÂNDIA - EVENTO,CULTURAL, INTEGRADO NAS CELEBRAÇÕES DOS 500 ANOS DA CHEGADA DOS PORTUGUESES À TAILÂNDIA


No passado dia 7 de Julho, teve lugar no Museu Nacional da Tailândia (Banguecoque) um evento cultural com o título genérico "The Art Legacy", integrado no programa das celebrações dos 500 anos da chegada (1511) dos Portugueses ao Reino do Sião, em Ayuthaya.  
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Presentes à importante cerimónia Sua Excelências: Mom Rajawongse Thepkamol Devakula, Conselheiro Privado de Sua Majestade o Rei da Tailândia, sua esposa Khunyng Kwanta Devakula; Anek Sihamat, Director-Geral Adjunto do Fine Arts Department da Tailândia (Belas Artes); M.R. Chakrarot Chitrabongs, Patrono do "National Museum Volunteers" e ex-Secretário Permanente do Ministério da Cultura, da Tailândia e os Embaixadores de Portugal, acreditados no Reino da Tailândia Maria e Jorge Torres Pereira; personalidades ligadas à cultura, às letras, diplomacia e a comunidade portuguesa e luso descendente residente na Tailândia.
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"The Art Legacy", uma exposição onde foram colocados objectos de arte da colecção particular de Álvaro Sequeira Pinto, graciosamente cedidos e trazidos de Portugal para figurarem com outras obras de arte, antiga, da Biblioteca Nacional da Tailândia na exposição. Obras executadas por artesões tailandeses e portugueses, séculos atrás, na segunda capital do Reino Sião, Ayuthaya. 
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S.E. Anek Sihamat, Director-Geral Adjunto do Fine Arts Department no uso da palavra.
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Embaixador de Portugal, Jorge Torres Pereira usando da palavra na sessão solene de abertura do evento "The Art Legacy".
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Texto, em língua inglesa com as palavras do discurso, de abertura, da Exposição "The Art Legacy", do Embaixador Torres Pereira
Corte da fita para a entrada da exposição "The Art Legacy".  Da esquerda para a direita:  Mom Rajawongse Thepkamol Devakul, Embaixatriz Maria Torres Pereira, Anek Sihamat. M.R. Chakrarot Chitrabongs, Embaixador Torres Pereira e Khunyng Kwanta Devakul.
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Embaixador Torres Pereira e a Conselheira Luisa Dutra, acompanham os convidados, depois do corte da fita e dão explicações, em cima das obras, da colecção particular, de Álvaro Sequeira Pinto.
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Embaixatriz Maria Torres Pereira (lado direito) assiste à sessão solene de abertura, junto e a seu lado esquerdo a Senadora Mom Rajavonse Prydiana Rangsit

O número dois da Embaixada de Portugal, diplomata José Serafino junto à Conselheira Cultural da Embaixada Luisa Dutra.
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A comunidade Portuguesa e luso descendente.  Da esquerda para a direita: Nuno Caldeira da Silva (atrás) Conselheiro Diplomata da Delegação da Comissão da União Europeia em Banguecoque; Manuel Campos, Maria Martins, esposa de Manuel Campos, Pornpana e Kanda Martins.
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Maria e Kanda Martins trocam impressões, durante o copo de água, com a Embaixatriz Maria Torres Pereira.
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A Curadora, arqueológa, do Museu Nacional de Banguecoque, Riem Pompongpat,esposa do arqueólogo e Director do Fines Department, em Ayuthaya de quando as escavações do Campo de São Domingos (Ban Portuguet), que já não nos encontravamos há vários anos trocamos "dois dedos" de conversa e recordamos os 27 anos já passados desde 1984.
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Minha mulher Kanda Martins e Riem Pompongpat, velhas conhecidas, trocam impressões durante o beberete.
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Como decoração, surge a fazer pano  lateral, a Torre de Belém, no salão, onde foi proferida a conferência e servido o beberete.
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Junto ao palco, da sala de conferências, ao  lado esquerdo, um painel a dar conta da grandeza do Grand Palace e antiga residência de Reis da Tailândia, era de Banguecoque.  
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Obra em marfim da colecção particular de Álvaro Sequeira Pinto. Jesus Cristo, o Bom Pastor, posa reclinado, como outras imagens, semelhantes, do Lorde Buda. Sec. XVII. Colecção de Álvaro Sequeira Pinto
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Marfim. Jesus Cristo o Bom Pastor, deitado numa cama, apoiando a cabeça com a mão direita. Obra fina, confeccionado em madeiras nobres, de marcenaria e torneados de suporte e decorativos, no topo, que se pode considerar uma obra   rara. De destaque os floreados, de cobertura da cama, lacados e uma aplicação, decorativa, milenária, entre a população dos tais.  Vamos encontrar, pinturas laqueadas, semelhantes, nos templos da Tailândia, nos dias que correm. Sec. XVII. Colecção de Álvaro Sequeira Pinto
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Marfim: Jesus Cristo, o Bom Pastor, reclinado, com a mão direita apoiada no lombo de um cordeiro. XVII Colecção de Álvaro Sequeira Pinto.

Marfim: Menino Jesus. o Salvador do Mundo, segurando na mão esquerda o globo terrestre com uma cruz no topo. Sec.XVII  Colecção de Álvaro Sequeira Pinto

Marfim: Jesus Cristo o Bom Pastor, reclinado, com as vestes budistas e apoiando a cabeça com a mão esquerda. Sec.XVII Colecção de Álvaro Sequeira Pinto.

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Um rosário e medalhas religiosas encontradas nas escavações da Igreja do Campo de São Domingos, "Ban Portuguet", em 1984. Museu Nacional da Tailândia
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Dois cruxificos, um fundido em bronze e outro fundido em resinas de árvores, Objectos achados durante as escavações (1984) da igreja do Campo de São Domingos no "Ban Portuguet" (Aldeia dos Portugueses) em Ayuthaya. Museu Nacional da Tailândia

domingo, 10 de julho de 2011

ARTIGO DO JORNAL "THE NATION" RELATIVO À HISTÓRIA ENTRE PORTUGAL E A TAILÂNDIA

ARTIGO DO JORNAL "THE NATION" RELATIVO À HISTÓRIA ENTRE PORTUGAL E A TAILÂNDIA

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Ayutthaya ART
Arte para além das fronteiras
Por Manote Tripathi
The Nation
Publicado em 11 julho de 2011

Uma exposição no Museu Nacional apresenta trabalhos criados por artesãos de Siamese emissários Português há 500 anos
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Quando oos portugueses desembarcaram em Ayutthaya, 500 anos atrás, eles trouxeram consigo não apenas o armamento, igrejas , conventos, mas também a arte.
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Uma interação estética ocorreu. Artesãos Siameses ajudaram a desenvolver sua arte e, finalmente, criou algo novo - um gênero de Ayutthaya-Portuguesa, que inspirou gerações de cronistas portugueses, exploradores e missionários.
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Estes objetos de arte, preciosos foram trazidos de Lisboa onde ainda expostos em museus e coleções particulares.
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Objectos de arte que regressarão às suas orígens depois de expostos no Museu Nacional da Tailândia, marcarem os cinco séculos da chegada dos portugueses ao Antigo Reino do Sião e inserido no programa das celebrações "Tailândia e Portugal 500 anos de um passado comum: "The Legacy" Arte no Museu Nacional, em Banguecoque.
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Entre a exposições estão limitados, objectos, estatuetas de marfim, de um Buda reclinado e o jovem Jesus Cristo, cedidos da coleção privada de Alvaro Pinto Sequeira, proprietário de uma das maiores colecções de arte asiática portuguesa. Ele também é dono de um baú de madeira, em exibição nesta amostra. Uma estante, lacada, também exposta, no conjunto, foi cedida pela Biblioteca Nacional, em Banguecoque.
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Criados por artesãos siameses, estes objectos oferecem um vislumbre da história das relações Siamesas-Portuguesas. Havia o mito que o Siam era governado por um rei cristão e a uma distância de viagem de 55 dias a partir Calicut. Foram os portugueses que ajudaram a corrigir essa imagem, na Europa.
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Afonso de Albuquerque, enviou Duarte Fernandes como embaixador ao encontro do rei Rama II Thibodi em 1511. Ele veio com uma carta propondo acordos comerciais, juntamente com alguns presentes valiosos. O rei recebeu o emissário Português muito apropriadamente e alegrou-se com o ataque a Malaca, quando ficou sob o domínio do português.
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Plenamente conscientes da presença de Portugal na Índia, o Rei de Ayutthaya manifestou interesse em procurar ajuda portuguesa de muitas maneiras. Ele desejava que os comerciantes portugueses expandissem o comércio para a Índia a partir do Sião e fortalecer o exército, na sequência das invasões birmanesas.
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Como resultado, os soldados portugueses voltaram uma visão comum em Ayutthaya. A figura de proeminentes portugueses foram retratados em murais de templos ", decorações a laca e objetos de arte, destacando sua importância para a soberania do Siam.
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Uma caixa de madeira da colecção Pinto Távora Sequeira é acreditado ter sido criada em Ayutthaya. Em sua superfície é um trabalho magnífico laca dourada com um lugar com vários edifícios alternando com amplos jardins com canteiros e tanques, casas de fresco e gazebos, balaustradas delimitando o espaço, guarda-sóis proteger grandes dignitários e outros caracteres.
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Estamos na presença de um grande número de edifícios onde sagrado, recreação, residencial, espaços sociais e de defesa são claramente definidas. Há oficiais militares, cortesãos, dignitários, religiosos, religiosas e servos.
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O rei é colocado sob um guarda-sol imenso. Outros turbantes modestos em torno de suas cabeças. Em uma extremidade instrumentos musicais estão sendo jogados. Outros homens seguram galos preparando-se para uma luta.
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Acredita-se que esta paisagem destaque é o Palácio Real de Ayutthaya antes de sua destruição em 1767 e o abandono subseqüente. Guardas e militares foram portugueses.
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Outro soldado Português aparece claramente na frente laca do caso livro da Biblioteca Nacional, em Bangkok. Alguns desses soldados eram suficientemente impressionado com artesãos siameses e portugueses em Ayutthaya que em conjunto com os nossos artesãos produziram estatuetas de marfim de Jesus Cristo para ser colocado em suas igrejas em Ayutthaya ou de volta para casa em Lisboa.
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Em exibição estão um número de figuras de marfim de pequenos de Cristo em diferentes poses. O mais impressionante são poses que lembram várias gigantescas esculturas de Buda reclinado encontradas em templos em Ayutthaya. Estas figuras são pensados ​​para ter sido criada por Siamese artesões em Ayutthaya.
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Uma figura é processada como um Buda reclinado sobre um manto de folhas de jasmim. A maneira pela qual Cristo reside é muito tailandês, com a mão direita apoiando a cabeça eo outro descansar livremente ao longo do comprimento do seu corpo.
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Outra figura característica é a da mão tocando o rosto, mas a cabeça apoiada em um travesseiro a mais tradicionais. O cabelo é longo.
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Mas a mais bonita é a figura de Cristo deitado em uma cama de madeira laqueada, com um dossel apoiado por colunas espiraladas e bases arredondadas cobertas com pináculos e urnas.
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O dossel é côncava em cima e totalmente decorado com motivos típicos tailandeses dourada. A cama de pequeno porte é um de um tipo e claramente do Sudeste da Ásia
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Outro está abraçando um cordeiro sobre o livro da fé. Cachos de seu cabelo em feixes, os olhos são amendoados, o umbigo saliente e há um tratamento cuidado das mãos e pés.
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Estes artefactos servem como um testemunho do intercâmbio artístico que teve lugar há cinco séculos entre Portugal e Ayutthaya. Dado o número limitado de objectos de arte, em exposição, há muito para explorar nas relações artísticas entre os dois reinos.

Tradução livre e evidentemente com alguns erros técnicos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

HISTÓRIA DE PORTUGAL NA TAILÂNDIA: "WEBSITE RECOMENDÁVEL A HISTORIADORES E ACDÉMICOS"

Nas minhas vasculhagens, diárias, na internet vou encontrar um website interessante,
com imagens e embora lhe falte muito conteúdo é de utilidade para os interessados na História de Portugal na Tailândia. Trabalho, absolutamente, honesto de Tricky Vandenberg (não conheço) que dá uma panorâmica real e menciona nomes (pessoas com quem lidei) de quando as escavações no Campo de São Domingos. Entre estas destaco: Patipat Pumpongpaet; Pirak Javanakriang, arqueológos do Fine Arts Department (Belas Artes) da Tailândia; arquitecto Eduardo Kol de Carvalho (bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian) e Rita Bernardes de Carvalho.
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Falta ainda mencionar outros nomes que contribuiram para o projecto das escavações. Mais tarde as revelarei.
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Destaco porém a arqueóloga, portuguesa, Rita de Carvalho uma jovem que me contactou, em 2005, e a dar-me a conhecer  seu interesse na investigação da História de Portugal na Tailândia. A Rita chegou a Banguecoque em Abril, acolhi-a em minha casa, durante 10 dias, onde na minha biblioteca particular procurou o que necessitava.
Mais tarde voltou à Banguecoque, leveia ao Ban Portuguet e esteve em Ayuthaya, hospedada (a suas expensas) numa guest house, durante uma semana, alugou uma bicicleta e pedalava desde a cidade ao Ban Portuguet.
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Na terceira vez na Tailândia, voltei acolhê-la em minha casa e presenteou-me com uma magnífica obra que depois de analisar o valor do seu trabalho, fui levá-lo ao embaixador Faria e Maya para o ler (não sei se o valioso trabalho está na missão ou se foi para Portugal no contentor).
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Faria e Maya desde logo desejou conhecer a Rita  e recomendou-a à Fundação Gulbenkian que a viria a convidar para supervisionar as escavações da Igreja de São Paulo dos Jesuítas no Ban Portuguet que seriam financiadas pela referida Fundação.
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A Rita, acompanhada de uma senhora representante da Gulbenkian, de Lisboa viajou a Banguecoque para verem o local das ruínas da igreja dos Jesuítas,  juntamente com o embaixador Faria e Maya.
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Estive presente e obti numerosas imagens que conservo nos meus arquivos.  
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Entretanto, forças ocultas que se movimentavam por Banguecoque logo se apressaram a divulgar que a igreja de São Paulo não era ali e em vez dela um templo budista.
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Pouco, depois, um jornalista português foi ao Ban Portuguet e viria a escrever no seu jornal que não houveram três igrejas católicas no Ban Portuguet, mas sim duas.
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O trabalho que a jovem Rita de Carvalho iria fazer foi na corrente de águas turvas. Quem ficou a perder foi a história de Portugal na Tailândia!
Actualmente é bolseira da Fundação Oriente, em Paris, a concluir Mestrado.
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De quando no início das escavações na paróquia de S.Domingos - Ban Portuguet - Bairro Português em Ayuthaya.
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Nesta página da internet encontram-se fotos com uma legendas de alguns dos objetos escavados no Bairro Português.
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Escavação começou em 02 março de 1984 pela  1ª da Divisão de Arqueologia do Departamento de Belas Artes, sob a responsabilidade do Sr. Patipat Pumpongpaet e em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, de Portugal.
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A descrição dos objectos é baseado no folheto apresentado pelo "Museu Nacional do Rei Narai", em Lopburi, que exibiu um número de objetos a partir de 2 abril - 31 maio 1987.
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O documento é intitulado "A escavação do Bairro Português de Ayutthaya" e foi escrito pelo Sr. Patipat Pumpongpaet e Pirak  Javanakriangkrai. O folheto foi-me gentilmente cedido por eles.

O plano foi elaborado pelo arquitecto. Eduardo Kol de Carvalho, em Agosto de 1984. No catálogo de exposição "Os Portugueses em Ayutthaya" da Embaixada de Portugal em Banguecoque publicado por ocasião do Dia Nacional de Portugal, em 10 de junho de 1985.

[1] Presença La Portugaise um Ayutthaya (Siam) XVIe siècles et aux do século XVII - Rita Bernardes de Carvalho (Paris, 2006).

Text by Tricky Vandenberg - March 2011 e tradução livre de José Martins

terça-feira, 31 de maio de 2011

A PRESENÇA PORTUGUESA NO SUDESTE ASIÁTICO


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Há quase 27 anos (30.11.84), entre várias reuniões, culturais, na Chancelaria da Embaixada de Banguecoque, o Prof. John Villiers, proferiu uma conferência cujo tema foi " A presença portuguesa no Sudeste Asiático".
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O Prof. Villiers é uma proeminente figura em cima da história da expansão portuguesa na Ásia e Oriente depois de 1498 e de quando Vasco da Gama descobriu o Caminho Marítimo para a Índia. 
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Mas não foi só o Prof. Villiers que proferiu conferências na Embaixada de Portugal em Portugal, outras figuras ali estiveram  que em tempo as divulgarei, na gerência do Embaixador Mello Gouveia (1981-1988).
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É pena (até mesmo de lamentar) que material, histórico semelhante a este e outro, arquivado, que ainda não  tenha sido  imprimido uma reedição, num livro e dado a ser conhecido. 
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Acontece que a história de Portugal na Tailândia, na ocasião que o Embaixador Mello Gouveia chegou a Banguecoque, estava adormecida havia anos e foi avivada a continuação que lhe deu o Dr. Joaquim Campos, na década quarenta do século passado e depois o Embaixador Helder Mendonça e Cunha na década sessenta.  
José Martins
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

PORTUGAL E ATAILÂNDIA – 5 SÉCULOS DE RELACIONAMENTO AMISTOSO

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Inserido no programa da Celebração de 5 Séculos de Amistoso relacionamento entre Portugal e a Tailândia, encontra-se aberta ao público, na Sala 4, do Museu Nacional da Tailândia (Banguecoque) uma exposição, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian, “Fine Arts Department” (Belas Artes) da Tailândia, Embaixada de Portugal, Instituto Camões, onde em painéis e maquetes são mostradas ao público tailandês e estrangeiro a herança lusa espalhada pelas 5 continentes do globo.
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O exposição foi inaugurada em 10 de Maio, (corrente mês) e encerra ao público em 2 de Junho próximo. É de louvar tal iniciativa e a contribuição da Fundação Calouste Gulbenkian estar presente em tão importante efeméride que marcam 500 anos da chegada, dos portugueses, ao ex-antigo Reino do Sião, em Ayuthaya em 1511, pouco depois de o Grande Afonso de Albuquerque conquistar o maior empório comercial, de toda a Ásia e Oriente, Malaca.
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Sala 4 do Museu Nacional com a disposição dos paineis
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Apesar do evento ter sido inaugurado a 10 de Maio, com a presença de individualidades, de Banguecoque, do Governo da Tailândia, Embaixador de Portugal, acreditado no Reino da Tailândia, Torres-Pereira, outras ligadas à cultura, artes e letras, ainda não o tínhamos visitado e aconteceu, precisamente, ontem numa manhã, cinzenta, sem sol e bátegas de água próprias da estação da monção.
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De facto não conhecíamos o conteúdo exibido dentro da Sala 4 do Museu Nacional de Banguecoque, construído segundo o estilo, arquitectónico, tailandês com quatro magníficas portas de entrada com desenhos lacados e embora não haja muito que refira a presença de Portugal na Tailândia é gratificante apreciar o empenho da Fundação Calouste Gulbenkian, vai fazendo em prol da conservação da Património Cultural espalhado pelo Mundo.
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Será de referir aqui que a Gulbenkian desde a década oitenta, do século passado, se empenhou para que as ruínas da Igreja de São Domingos, no “Ban Portuguet” (Aldeia dos Portugueses) na velha capital do Reino do Sião Ayuthaya, fossem trazida à luz do dia e hoje um marco histórico da presença Lusa na Tailândia.
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Livros expostos relacionados com a expansão portuguesa no mundo. Portugal na Tailândia: 500 Years of Thai-Portuguese Relations: A Festschrift; de Michael Smithies; The Embassy of Pero Vaz de Siqueira to Siam (1644-1686) de Leonor Seabra e The Portuguese-Siamese Treaty of 1820 de Miguel Castelo Branco.
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Seria uma ingratidão de nossa parte, ignorar as figuras do Embaixador Portugal José Eduardo Gouveia e o Dr. José Blanco, Administrador da Gulbenkian, o “Fine Arts da Thailand” que suportou, o projecto com material humano com estudantes de arqueologia da Universidade de Chulalongkorn que sem esta preciosa ajuda teria sido impossível alcançar-se o sucesso.
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A Gulbenkian, também, financiou um bolseiro, por um ano, o Arquitecto Eduardo Kol de Carvalho que na prancha foi desenhando (segundo o que ia sendo escavado na ruínas da Igreja de S.Domingos), como teria sido a templo católico, antes de Ayuthaya ter caído em 1767.
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Mas como ainda faltam seis meses para o encerramento das comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses à Tailândia, sugiro ao Embaixador Torres- Pereira, uma exposição de fotografia (há material que baste) num dos "lobbys" de muitos shopings centres de Banguecoque, frequentados por jovens, tailandeses, onde a história de Portugal na Tailândia fosse mais conhecida.
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A história de Portugal (apesar de tantos infortúnios políticos, presentemente, lhe têm acontecido) deve ser levada às camadas jovens tailandesas. Não é num salão onde se sentam umas dúzias de pessoas e sob as luzes de candeeiros que a história de um país de divulga, mas em espaços, alargados, frequentados por milhares de pessoas.
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Vem à memória que nos finais do ano de 1995, foi levada a cabo uma exposição em Korat (Nakhon Ratchasima) a 300 quilómetros a nordeste de Banguecoque, durante 45 dias, onde várias embaixadas foram convidadas. Portugal esteve presente com o evento “A Viagem das Plantas no Mundo”, patrocinada pelo Governo e Macau e integrada na “Comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos Portugueses”.
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Foi um total sucesso de visitantes, contados à porta por dois jovens tailandeses, que se exprimiam em português brasileirado. Em pouco mais de uma semana 111.000 pessoas da região do Isarn visitaram o Pavilhão de Portugal,ficando a saber, em painéis bilingue, que foram os portugueses que introduziram na Tailândia a fruta goiaba e o piri-piri (miúdo) de Moçambique.
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Fomos nós, que tomamos a nosso cargo, a supervisão desse pavilhão, que em tempo me irei referir (se tiver tempo de escrever minhas memórias) durante os 45 dias exposto ao público da Tailândia na região do Nordeste da Tailândia , o Isarn.
José Martins