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domingo, 10 de julho de 2011

ARTIGO DO JORNAL "THE NATION" RELATIVO À HISTÓRIA ENTRE PORTUGAL E A TAILÂNDIA

ARTIGO DO JORNAL "THE NATION" RELATIVO À HISTÓRIA ENTRE PORTUGAL E A TAILÂNDIA

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Ayutthaya ART
Arte para além das fronteiras
Por Manote Tripathi
The Nation
Publicado em 11 julho de 2011

Uma exposição no Museu Nacional apresenta trabalhos criados por artesãos de Siamese emissários Português há 500 anos
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Quando oos portugueses desembarcaram em Ayutthaya, 500 anos atrás, eles trouxeram consigo não apenas o armamento, igrejas , conventos, mas também a arte.
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Uma interação estética ocorreu. Artesãos Siameses ajudaram a desenvolver sua arte e, finalmente, criou algo novo - um gênero de Ayutthaya-Portuguesa, que inspirou gerações de cronistas portugueses, exploradores e missionários.
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Estes objetos de arte, preciosos foram trazidos de Lisboa onde ainda expostos em museus e coleções particulares.
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Objectos de arte que regressarão às suas orígens depois de expostos no Museu Nacional da Tailândia, marcarem os cinco séculos da chegada dos portugueses ao Antigo Reino do Sião e inserido no programa das celebrações "Tailândia e Portugal 500 anos de um passado comum: "The Legacy" Arte no Museu Nacional, em Banguecoque.
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Entre a exposições estão limitados, objectos, estatuetas de marfim, de um Buda reclinado e o jovem Jesus Cristo, cedidos da coleção privada de Alvaro Pinto Sequeira, proprietário de uma das maiores colecções de arte asiática portuguesa. Ele também é dono de um baú de madeira, em exibição nesta amostra. Uma estante, lacada, também exposta, no conjunto, foi cedida pela Biblioteca Nacional, em Banguecoque.
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Criados por artesãos siameses, estes objectos oferecem um vislumbre da história das relações Siamesas-Portuguesas. Havia o mito que o Siam era governado por um rei cristão e a uma distância de viagem de 55 dias a partir Calicut. Foram os portugueses que ajudaram a corrigir essa imagem, na Europa.
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Afonso de Albuquerque, enviou Duarte Fernandes como embaixador ao encontro do rei Rama II Thibodi em 1511. Ele veio com uma carta propondo acordos comerciais, juntamente com alguns presentes valiosos. O rei recebeu o emissário Português muito apropriadamente e alegrou-se com o ataque a Malaca, quando ficou sob o domínio do português.
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Plenamente conscientes da presença de Portugal na Índia, o Rei de Ayutthaya manifestou interesse em procurar ajuda portuguesa de muitas maneiras. Ele desejava que os comerciantes portugueses expandissem o comércio para a Índia a partir do Sião e fortalecer o exército, na sequência das invasões birmanesas.
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Como resultado, os soldados portugueses voltaram uma visão comum em Ayutthaya. A figura de proeminentes portugueses foram retratados em murais de templos ", decorações a laca e objetos de arte, destacando sua importância para a soberania do Siam.
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Uma caixa de madeira da colecção Pinto Távora Sequeira é acreditado ter sido criada em Ayutthaya. Em sua superfície é um trabalho magnífico laca dourada com um lugar com vários edifícios alternando com amplos jardins com canteiros e tanques, casas de fresco e gazebos, balaustradas delimitando o espaço, guarda-sóis proteger grandes dignitários e outros caracteres.
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Estamos na presença de um grande número de edifícios onde sagrado, recreação, residencial, espaços sociais e de defesa são claramente definidas. Há oficiais militares, cortesãos, dignitários, religiosos, religiosas e servos.
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O rei é colocado sob um guarda-sol imenso. Outros turbantes modestos em torno de suas cabeças. Em uma extremidade instrumentos musicais estão sendo jogados. Outros homens seguram galos preparando-se para uma luta.
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Acredita-se que esta paisagem destaque é o Palácio Real de Ayutthaya antes de sua destruição em 1767 e o abandono subseqüente. Guardas e militares foram portugueses.
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Outro soldado Português aparece claramente na frente laca do caso livro da Biblioteca Nacional, em Bangkok. Alguns desses soldados eram suficientemente impressionado com artesãos siameses e portugueses em Ayutthaya que em conjunto com os nossos artesãos produziram estatuetas de marfim de Jesus Cristo para ser colocado em suas igrejas em Ayutthaya ou de volta para casa em Lisboa.
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Em exibição estão um número de figuras de marfim de pequenos de Cristo em diferentes poses. O mais impressionante são poses que lembram várias gigantescas esculturas de Buda reclinado encontradas em templos em Ayutthaya. Estas figuras são pensados ​​para ter sido criada por Siamese artesões em Ayutthaya.
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Uma figura é processada como um Buda reclinado sobre um manto de folhas de jasmim. A maneira pela qual Cristo reside é muito tailandês, com a mão direita apoiando a cabeça eo outro descansar livremente ao longo do comprimento do seu corpo.
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Outra figura característica é a da mão tocando o rosto, mas a cabeça apoiada em um travesseiro a mais tradicionais. O cabelo é longo.
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Mas a mais bonita é a figura de Cristo deitado em uma cama de madeira laqueada, com um dossel apoiado por colunas espiraladas e bases arredondadas cobertas com pináculos e urnas.
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O dossel é côncava em cima e totalmente decorado com motivos típicos tailandeses dourada. A cama de pequeno porte é um de um tipo e claramente do Sudeste da Ásia
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Outro está abraçando um cordeiro sobre o livro da fé. Cachos de seu cabelo em feixes, os olhos são amendoados, o umbigo saliente e há um tratamento cuidado das mãos e pés.
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Estes artefactos servem como um testemunho do intercâmbio artístico que teve lugar há cinco séculos entre Portugal e Ayutthaya. Dado o número limitado de objectos de arte, em exposição, há muito para explorar nas relações artísticas entre os dois reinos.

Tradução livre e evidentemente com alguns erros técnicos.

terça-feira, 14 de junho de 2011

HISTÓRIA DE PORTUGAL NA TAILÂNDIA: "WEBSITE RECOMENDÁVEL A HISTORIADORES E ACDÉMICOS"

Nas minhas vasculhagens, diárias, na internet vou encontrar um website interessante,
com imagens e embora lhe falte muito conteúdo é de utilidade para os interessados na História de Portugal na Tailândia. Trabalho, absolutamente, honesto de Tricky Vandenberg (não conheço) que dá uma panorâmica real e menciona nomes (pessoas com quem lidei) de quando as escavações no Campo de São Domingos. Entre estas destaco: Patipat Pumpongpaet; Pirak Javanakriang, arqueológos do Fine Arts Department (Belas Artes) da Tailândia; arquitecto Eduardo Kol de Carvalho (bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian) e Rita Bernardes de Carvalho.
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Falta ainda mencionar outros nomes que contribuiram para o projecto das escavações. Mais tarde as revelarei.
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Destaco porém a arqueóloga, portuguesa, Rita de Carvalho uma jovem que me contactou, em 2005, e a dar-me a conhecer  seu interesse na investigação da História de Portugal na Tailândia. A Rita chegou a Banguecoque em Abril, acolhi-a em minha casa, durante 10 dias, onde na minha biblioteca particular procurou o que necessitava.
Mais tarde voltou à Banguecoque, leveia ao Ban Portuguet e esteve em Ayuthaya, hospedada (a suas expensas) numa guest house, durante uma semana, alugou uma bicicleta e pedalava desde a cidade ao Ban Portuguet.
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Na terceira vez na Tailândia, voltei acolhê-la em minha casa e presenteou-me com uma magnífica obra que depois de analisar o valor do seu trabalho, fui levá-lo ao embaixador Faria e Maya para o ler (não sei se o valioso trabalho está na missão ou se foi para Portugal no contentor).
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Faria e Maya desde logo desejou conhecer a Rita  e recomendou-a à Fundação Gulbenkian que a viria a convidar para supervisionar as escavações da Igreja de São Paulo dos Jesuítas no Ban Portuguet que seriam financiadas pela referida Fundação.
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A Rita, acompanhada de uma senhora representante da Gulbenkian, de Lisboa viajou a Banguecoque para verem o local das ruínas da igreja dos Jesuítas,  juntamente com o embaixador Faria e Maya.
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Estive presente e obti numerosas imagens que conservo nos meus arquivos.  
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Entretanto, forças ocultas que se movimentavam por Banguecoque logo se apressaram a divulgar que a igreja de São Paulo não era ali e em vez dela um templo budista.
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Pouco, depois, um jornalista português foi ao Ban Portuguet e viria a escrever no seu jornal que não houveram três igrejas católicas no Ban Portuguet, mas sim duas.
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O trabalho que a jovem Rita de Carvalho iria fazer foi na corrente de águas turvas. Quem ficou a perder foi a história de Portugal na Tailândia!
Actualmente é bolseira da Fundação Oriente, em Paris, a concluir Mestrado.
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De quando no início das escavações na paróquia de S.Domingos - Ban Portuguet - Bairro Português em Ayuthaya.
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Nesta página da internet encontram-se fotos com uma legendas de alguns dos objetos escavados no Bairro Português.
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Escavação começou em 02 março de 1984 pela  1ª da Divisão de Arqueologia do Departamento de Belas Artes, sob a responsabilidade do Sr. Patipat Pumpongpaet e em colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, de Portugal.
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A descrição dos objectos é baseado no folheto apresentado pelo "Museu Nacional do Rei Narai", em Lopburi, que exibiu um número de objetos a partir de 2 abril - 31 maio 1987.
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O documento é intitulado "A escavação do Bairro Português de Ayutthaya" e foi escrito pelo Sr. Patipat Pumpongpaet e Pirak  Javanakriangkrai. O folheto foi-me gentilmente cedido por eles.

O plano foi elaborado pelo arquitecto. Eduardo Kol de Carvalho, em Agosto de 1984. No catálogo de exposição "Os Portugueses em Ayutthaya" da Embaixada de Portugal em Banguecoque publicado por ocasião do Dia Nacional de Portugal, em 10 de junho de 1985.

[1] Presença La Portugaise um Ayutthaya (Siam) XVIe siècles et aux do século XVII - Rita Bernardes de Carvalho (Paris, 2006).

Text by Tricky Vandenberg - March 2011 e tradução livre de José Martins

terça-feira, 31 de maio de 2011

A PRESENÇA PORTUGUESA NO SUDESTE ASIÁTICO


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Há quase 27 anos (30.11.84), entre várias reuniões, culturais, na Chancelaria da Embaixada de Banguecoque, o Prof. John Villiers, proferiu uma conferência cujo tema foi " A presença portuguesa no Sudeste Asiático".
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O Prof. Villiers é uma proeminente figura em cima da história da expansão portuguesa na Ásia e Oriente depois de 1498 e de quando Vasco da Gama descobriu o Caminho Marítimo para a Índia. 
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Mas não foi só o Prof. Villiers que proferiu conferências na Embaixada de Portugal em Portugal, outras figuras ali estiveram  que em tempo as divulgarei, na gerência do Embaixador Mello Gouveia (1981-1988).
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É pena (até mesmo de lamentar) que material, histórico semelhante a este e outro, arquivado, que ainda não  tenha sido  imprimido uma reedição, num livro e dado a ser conhecido. 
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Acontece que a história de Portugal na Tailândia, na ocasião que o Embaixador Mello Gouveia chegou a Banguecoque, estava adormecida havia anos e foi avivada a continuação que lhe deu o Dr. Joaquim Campos, na década quarenta do século passado e depois o Embaixador Helder Mendonça e Cunha na década sessenta.  
José Martins
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sexta-feira, 27 de maio de 2011

PORTUGAL E ATAILÂNDIA – 5 SÉCULOS DE RELACIONAMENTO AMISTOSO

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Inserido no programa da Celebração de 5 Séculos de Amistoso relacionamento entre Portugal e a Tailândia, encontra-se aberta ao público, na Sala 4, do Museu Nacional da Tailândia (Banguecoque) uma exposição, patrocinada pela Fundação Calouste Gulbenkian, “Fine Arts Department” (Belas Artes) da Tailândia, Embaixada de Portugal, Instituto Camões, onde em painéis e maquetes são mostradas ao público tailandês e estrangeiro a herança lusa espalhada pelas 5 continentes do globo.
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O exposição foi inaugurada em 10 de Maio, (corrente mês) e encerra ao público em 2 de Junho próximo. É de louvar tal iniciativa e a contribuição da Fundação Calouste Gulbenkian estar presente em tão importante efeméride que marcam 500 anos da chegada, dos portugueses, ao ex-antigo Reino do Sião, em Ayuthaya em 1511, pouco depois de o Grande Afonso de Albuquerque conquistar o maior empório comercial, de toda a Ásia e Oriente, Malaca.
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Sala 4 do Museu Nacional com a disposição dos paineis
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Apesar do evento ter sido inaugurado a 10 de Maio, com a presença de individualidades, de Banguecoque, do Governo da Tailândia, Embaixador de Portugal, acreditado no Reino da Tailândia, Torres-Pereira, outras ligadas à cultura, artes e letras, ainda não o tínhamos visitado e aconteceu, precisamente, ontem numa manhã, cinzenta, sem sol e bátegas de água próprias da estação da monção.
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De facto não conhecíamos o conteúdo exibido dentro da Sala 4 do Museu Nacional de Banguecoque, construído segundo o estilo, arquitectónico, tailandês com quatro magníficas portas de entrada com desenhos lacados e embora não haja muito que refira a presença de Portugal na Tailândia é gratificante apreciar o empenho da Fundação Calouste Gulbenkian, vai fazendo em prol da conservação da Património Cultural espalhado pelo Mundo.
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Será de referir aqui que a Gulbenkian desde a década oitenta, do século passado, se empenhou para que as ruínas da Igreja de São Domingos, no “Ban Portuguet” (Aldeia dos Portugueses) na velha capital do Reino do Sião Ayuthaya, fossem trazida à luz do dia e hoje um marco histórico da presença Lusa na Tailândia.
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Livros expostos relacionados com a expansão portuguesa no mundo. Portugal na Tailândia: 500 Years of Thai-Portuguese Relations: A Festschrift; de Michael Smithies; The Embassy of Pero Vaz de Siqueira to Siam (1644-1686) de Leonor Seabra e The Portuguese-Siamese Treaty of 1820 de Miguel Castelo Branco.
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Seria uma ingratidão de nossa parte, ignorar as figuras do Embaixador Portugal José Eduardo Gouveia e o Dr. José Blanco, Administrador da Gulbenkian, o “Fine Arts da Thailand” que suportou, o projecto com material humano com estudantes de arqueologia da Universidade de Chulalongkorn que sem esta preciosa ajuda teria sido impossível alcançar-se o sucesso.
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A Gulbenkian, também, financiou um bolseiro, por um ano, o Arquitecto Eduardo Kol de Carvalho que na prancha foi desenhando (segundo o que ia sendo escavado na ruínas da Igreja de S.Domingos), como teria sido a templo católico, antes de Ayuthaya ter caído em 1767.
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Mas como ainda faltam seis meses para o encerramento das comemorações dos 500 anos da chegada dos portugueses à Tailândia, sugiro ao Embaixador Torres- Pereira, uma exposição de fotografia (há material que baste) num dos "lobbys" de muitos shopings centres de Banguecoque, frequentados por jovens, tailandeses, onde a história de Portugal na Tailândia fosse mais conhecida.
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A história de Portugal (apesar de tantos infortúnios políticos, presentemente, lhe têm acontecido) deve ser levada às camadas jovens tailandesas. Não é num salão onde se sentam umas dúzias de pessoas e sob as luzes de candeeiros que a história de um país de divulga, mas em espaços, alargados, frequentados por milhares de pessoas.
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Vem à memória que nos finais do ano de 1995, foi levada a cabo uma exposição em Korat (Nakhon Ratchasima) a 300 quilómetros a nordeste de Banguecoque, durante 45 dias, onde várias embaixadas foram convidadas. Portugal esteve presente com o evento “A Viagem das Plantas no Mundo”, patrocinada pelo Governo e Macau e integrada na “Comemorações dos 500 anos dos Descobrimentos Portugueses”.
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Foi um total sucesso de visitantes, contados à porta por dois jovens tailandeses, que se exprimiam em português brasileirado. Em pouco mais de uma semana 111.000 pessoas da região do Isarn visitaram o Pavilhão de Portugal,ficando a saber, em painéis bilingue, que foram os portugueses que introduziram na Tailândia a fruta goiaba e o piri-piri (miúdo) de Moçambique.
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Fomos nós, que tomamos a nosso cargo, a supervisão desse pavilhão, que em tempo me irei referir (se tiver tempo de escrever minhas memórias) durante os 45 dias exposto ao público da Tailândia na região do Nordeste da Tailândia , o Isarn.
José Martins

quarta-feira, 25 de maio de 2011

500 YEARS OF THE THAI-PORTUGUESE RELATIONS: A FESTSCHRIT

Amigo meu de há uns 20 anos e conceituado empresário português na Tailândia, convidou-me, ontem (25.01.11) para almoçar e ofereceu-me a obra "500 Years of Thai-Portuguese Relations: A Festschrit", editado por Michael Smithies e "The Siam Society.

A obra, bem elaborada e com excelente apresentação, trata-se de uma compilação de artigos de proeminentes figuras ligadas à cultura e investigação histórica da expansão, quinhentista, portuguesa.

De louvar que o conhecido editor Michael Smthies, nos meios académicos de Banguecoque, com várias obras publicadas tenha inserido (dos que vi até agora) artigos do médico/investigador/Cônsul de Portugal Dr. Joaquim Campos e Drª. Leonor Seabra de quem sou amigo há uma vintena de anos.

Não deixo de transcrever uma peça que inseri em Julho do ano passado onde durante um almoço fui convidado para colaborar com um dos mais conceituados académicos da Tailândia o Prof. Phuthorn Bhumadhorn. O tema, em conjunto, seria a edição de um livro sobre a antiga comunidade lusa tailandesa na Tailândia.

Porém o Homem põe e Deus dispõe... Alguém se movimentou, pela parte portuguesa, depois de ler a peça abaixo publicada que eu fosse colocado de fora.

Tudo se vem a saber neste mundo... Mas eu não vou revelar a fonte de que vim a saber e de onde.

São estes (os alguns) portugueses que até são capazes de perseguir os seus compatriotas no estrangeiro, porque lhes fazem afronta ou receio que lhes desviem dos sonhos de seus objectivos.

Evidentemente que eu não faço concorrência a académicos e sábios porque no meu curriculum apenas existe a licenciatura do exame da 4ª classe da instrução primária com merendas de pão de centeio da Serra da Estrela e uma mão cheia de azeitonas curtidas.

Não me vou adiantar mais sobre as "raivinhas/maldade" que fizeram com que a minha colaboração e a do Prof. Phutorn ficassem pelo caminho, por que o académico de prestígio, como eu, foi silenciado.

José Martins

Friday, July 23, 2010

OBRIGADO TAILÂNDIA - O MEU TRABALHO FOI RECONHECIDO

Em realidade não estava nos meus planos que viesse a estar inserido nas celebrações dos 500 anos da chegada dos portugueses à Tailândia.
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Depois de ser afastado (já reformado), em Janeiro de 2008, da Embaixada de Portugal em Banguecoque, que servir por 24 anos e viria a ser vítima de um "complot", muito bem engendrado, por forças ocultas e alheias ao serviço da Missão Diplomática, recolhi-me em minha casa e nunca estagnei a minha humilde actividade de servir dois países: Portugal e a Tailândia.
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Continuo a trabalhar cerca de 17 horas por dia e raramente me desloco à baixa de Banguecoque. Ou em casa ou nos meus "safáris" (alguém lhe deu este nome) viajando pelos meios rurais da Tailândia.
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Há quatro dias minha mulher atendeu uma chamada telefónica da organização para as celebrações pela parte do Governo, para estar presente num almoço de trabalho num restaurante de culinária tailandesa que viria a ter lugar, ontem, 22 de Julho.
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No almoço de trabalho estiverem presentes individualidades ligadas ao "Fine Arts Department" da Tailândia, onde se incluia a Senhora Busaya Mathlin, Directora-Geral do Department of European Affairs, do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
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Aceitei o convite, com a humildade, característica, que sempre viveu em mim, para colaborar, pela parte da Tailândia, com o proeminente historiador Prof. Phuthorn Bhumadhorn, que já somos amigos há 22 anos.
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A partir do mês de Agosto, juntamente com o Prof. Puthorn, vou dar a minha colaboração a um evento que a Tailândia pretende lhe dar todo o realce.
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Para mim servir a Tailândia ou Portugal é o mesmo, estou a colaborar para uma causa comum, que irei dar o meu melhor para o êxito e o grato prémio que poderia ter recebido de que alguém, da Tailândia, reconheceu os meus 25 anos a servir dois países.
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Trabalho que nunca me foi reconhecido pelos diplomatas que eu servi. Hierarquia, em Portugal a quanto obrigas, onde alguns humildes que fazem algo, pelo país, são ignorados.
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Esta Ásia e o Oriente está cheia de vítimas, desde séculos, da hierarquia portuguesa.
José Martins
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