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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

MEMÓRIAS DOS TEMPOS IDOS - MEDALHA DE OURO PARA JESSICA AUGUSTO NA TAILÂNDIA

A bandeira das quinas subiu ao topo do pau de bandeira, no Estádio da Universidade de Rangsit, em honra da Jessica Augusta e de Portugal

A doce "mordidela" da Jessica na medalha de ouro. Um português entregou-lhe uma bandeira e com ela deu volta à pista.
Poucos portugueses tiveram conhecimento que no dia 12 de Agosto de 2007 , na Tailândia, uma estudante, universitária, portuguesa, ganhou uma medalha de ouro, nos "Jogos Universitários 2007" que tiveram lugar na cidade de Banguecoque. Jessica Augusto venceu a prova de atletismo de 5000 metros. Bem se pode comparar a vitória da atleta, portuguesa, Jessica Augusto à da Vanessa Fernandes em Beijing, hoje, dia 18 de Agosto de 2008. Depois dos jogos olimpícos, os jogos universitários, seguem-se-lhe como o evento, desportivo, de maior relevo, no mundo. Lamentamos que nenhum canal de televisão ou jornal português tenha estado presente, em Banguecoque, para relatar o evento. Nós fizemos a cobertura completa que poderá ser
vista, neste blogue, em vários artigos, inseridos, no mês de agosto de 2007
Subiu ao pódio, mostrou orgulhosa a medalha e recebeu, também as flores da vitória.
José Martins

VANESSA FERNANDES SALVOU A HONRA!

Parabéns Vanessa!
Salvaste a honra, no Trialto, mesmo com a medalha de prata, em Beijing2008.
De facto, dentro das espectativas dos portuguesas, pensava-se que viriam para Portugal mais uma "medalhitas" mesmo que fossem de bronze.
Maquievalices felicitam-te e até às próximas olimpíadas.

domingo, 17 de agosto de 2008

SER UM VERDADEIRO PORTUGUÊS

SER PORTUGUÊS É:
- Levar arroz de frango para a praia.

- Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

- Lavar o carro na rua ao domingo.

- Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacosta e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul cueca)

- Passar o domingo de tarde no shopping center.

- Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.

- Ter bigode.

- Viajar ao cu do Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

- Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

- Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.

- Exigir que lhe chamem doutor

- Axaxinar o Portuguez ao escrever.

- Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprara o kit mãos-livres, porque é ´caro´.

- Já ter ido à bruxa.

- Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés nas igreja.

- Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

- Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos a quinhentos metros de casa.

- Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

- Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!
- Ter três telemóveis.

- Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

- Ir à bola, comprara ´prá geral` e saltar ´prá frente´.

- Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

- Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito ´porque não se quer aborrecer´.

- Falar mal do Governo eleito e esqueceu-se que votou nele.

Não há nada a fazer! Antigos hábitos são difícil de os cambiar como o são as manhas de burros.

"Enviado por H.Ferreira/Maquiavelices"

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O MUNDO "CÃO" ONDE VIVEMOS

Hoje sábado (16.08.08) ao dar uma vista de olhos pelos jornais de Portugal, fomos como sempre ler as opiniões, quotidianas, do meu amigo, jornalista do Diário de Notícias, de há 16 anos, Ferreira Fernandes. Conhecemos o Ferreira Fernandes durante a agitação política na Tailândia no princípio do ano de 1992 que resultou em dezenas de mortos e feridos. O Ferreira Fernandes, foi o enviado especial do Diário de Notícias para vir reportar o caso. Na altura estava activo no jornalismo como correspondente da "Tribuna de Macau" e o director, daquele semanário, Dr. José Rocha Dinis, telefonou-me de Macau, para que tomasse conta do Ferreira Fernandes, em Banguecoque durante a sua estadia. O jornalista chegou ao aeroporto de Banguecoque e telefonou-me para minha casa. Não o conhecia e respondi-lhe, jornalisticamente: "olhe está com azar a guerra terminou ontem!" E tinha de facto acontecido. Guerras, urbanas, não são nada fáceis para um jornalistas as reportar e sujeitar-se a levar um tiro disparado por atirador furtivo posicionado num telhado de uma casa. Em Banguecoque isso já tinha acontecido com a morte de um jornalista da Nova Zelândia. Ferreira Fernandes, já que estava em Banguecoque e depois da guerra chega a paz, levei-o a Ayuthaya (Aiutaá) e mostrei-lhe o "Ban Portuguete", o forte português "Pom Phet", preencheu duas páginas do DN sobre a sua visita aos locais por onde os portugueses passaram e viveram em Ayuthaya. E mimosou-me com um artigo a quatro colunas que me intitulou: "O Nosso Homem em Banguecoque", que era eu. Não sei se foi pelo facto de ter sido seu guia ou se para me agradecer a "ceia" que lhe ofereci em minha casa... Claro que não foi por isso. Encontrei no Ferreira Fernandes, um daqueles jornalistas, fino e sabedor. Durante a viagem de duas horas de Ayuthaya para Banguecoque, recebi a melhor lição de jornalismo que antes nunca tinha recebido de Ferreira Fernandes e ficou-me para sempre: "relatar-se com seriedade aquilo que os nossos olhos observaram". Tem sido, durante o meu amadorismo de "aspirante" a jornalista, que assim tenho procedido. Mas a razão porque estou aqui a relatar, coisas passadas, é pelo facto de peça que o jornalista escreveu e publicada no DN de 15 do corrente. É pequena concisa, mas transmite muito.
O genérico: "SALTANDO AO SABOR DAS GUERRAS"
" A foto dela, triste, chegando ao aeroporto de Barajas, Madrid: Salomé, georgiana, de 20 anos. Rerrefugiada - não corrijam, é a palavra certa. Fugia de uma guerra, porque a sua avó tinha fugido de uma guerra. Salomé vinha com ela, a avó: Primitiva Adelina Martinez, de 78 anos, espanhola. Faz-se contas contas. Ela foi uma das três três mil crianças espanholas que foram embarcadas pelos pais para a URSS (a Rússia comunista), quando a República espanhola começou a perder para as tropas de Franco. Esperava-se que fosse separação curta, mas a Espanha ficou mais franquista e a URSS era o lado de lá do outro mundo. Dois barcos soprados por ventos contrários da História - imagem talvez bonita não fosse a carga humana. Primitiva encalhou na Geórgia, então soviética, fez por lá família. Salomé já está avisada: pode ter perdido a pátria da sua infância. O mundo é feito assim, aos solavancos´".

Passado cinco anos Ferreira Fernandes voltou a Banguecoque, acompanhado da esposa, mas agora, não vinha em serviço. De férias por países da Ásia. Com ele não vinha o número do meu telefone. No hotel onde se hospedou consegui-o. Levei o casal, no meu carro, para uma volta à circunvalação de Banguecoque para que admirasse o desenvolvimento da capital tailandesa. Almoçamos juntos à margem do rio Chao Prya (Praiá). Precisava de telefonar para Portugal e saber do estado de saúde de seu Pai doente. Passei-lhe o meu móvel e de Portugal foi informado que o seu velho Pai estava a despedir-se do Mundo e dúvidas se ainda o encontraria vivo. Partiu essa noite de Banguecoque para Lisboa na esperança de ainda ver o "velho senhor" seu Pai, vivo que a estava a deixar: "O Mundo cão" onde fomos paridos.
José Martins

TENHO PENA DA MEMÓRIA DO MEU AMIGO EÇA DE QUEIRÓS....


É o destino da memória dos Eças deste país.... A foto do lado direito foi retirada do blogue http://lisboasos.blogspot.com . O grito, lancinante, sobre a situação degradada de Lisboa