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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

VANESSA FERNANDES SALVOU A HONRA!

Parabéns Vanessa!
Salvaste a honra, no Trialto, mesmo com a medalha de prata, em Beijing2008.
De facto, dentro das espectativas dos portuguesas, pensava-se que viriam para Portugal mais uma "medalhitas" mesmo que fossem de bronze.
Maquievalices felicitam-te e até às próximas olimpíadas.

domingo, 17 de agosto de 2008

SER UM VERDADEIRO PORTUGUÊS

SER PORTUGUÊS É:
- Levar arroz de frango para a praia.

- Guardar as cuecas velhas para polir o carro.

- Lavar o carro na rua ao domingo.

- Ter pelo menos duas camisas traficadas da Lacosta e uma da Tommy (de cor amarelo-canário e azul cueca)

- Passar o domingo de tarde no shopping center.

- Tirar a cera dos ouvidos com a chave do carro ou com a tampa da esferográfica.

- Ter bigode.

- Viajar ao cu do Judas e encontrar outro Tuga no restaurante.

- Receber visitas e ir logo mostrar a casa toda.

- Enfeitar as estantes da sala com as prendas do casamento.

- Exigir que lhe chamem doutor

- Axaxinar o Portuguez ao escrever.

- Gastar 50 mil euros no Mercedes C220 cdi, mas não comprara o kit mãos-livres, porque é ´caro´.

- Já ter ido à bruxa.

- Filhos baptizados e de catecismo na mão, mas nunca pôr os pés nas igreja.

- Não ser racista, mas abrir uma excepção com os ciganos.

- Ir de carro para todo o lado, aconteça o que acontecer, e pelo menos a quinhentos metros de casa.

- Conduzir sempre pela faixa da esquerda da auto-estrada (a da direita é para os camiões).

- Cometer 3 infracções ao código da estrada, por quilómetro percorrido!!!
- Ter três telemóveis.

- Gastar uma fortuna no telemóvel mas pensar duas vezes antes de ir ao dentista.

- Ir à bola, comprara ´prá geral` e saltar ´prá frente´.

- Viver em casa dos pais até aos 30 anos ou mais.

- Ser mal atendido num serviço, ficar lixado da vida, mas não reclamar por escrito ´porque não se quer aborrecer´.

- Falar mal do Governo eleito e esqueceu-se que votou nele.

Não há nada a fazer! Antigos hábitos são difícil de os cambiar como o são as manhas de burros.

"Enviado por H.Ferreira/Maquiavelices"

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O MUNDO "CÃO" ONDE VIVEMOS

Hoje sábado (16.08.08) ao dar uma vista de olhos pelos jornais de Portugal, fomos como sempre ler as opiniões, quotidianas, do meu amigo, jornalista do Diário de Notícias, de há 16 anos, Ferreira Fernandes. Conhecemos o Ferreira Fernandes durante a agitação política na Tailândia no princípio do ano de 1992 que resultou em dezenas de mortos e feridos. O Ferreira Fernandes, foi o enviado especial do Diário de Notícias para vir reportar o caso. Na altura estava activo no jornalismo como correspondente da "Tribuna de Macau" e o director, daquele semanário, Dr. José Rocha Dinis, telefonou-me de Macau, para que tomasse conta do Ferreira Fernandes, em Banguecoque durante a sua estadia. O jornalista chegou ao aeroporto de Banguecoque e telefonou-me para minha casa. Não o conhecia e respondi-lhe, jornalisticamente: "olhe está com azar a guerra terminou ontem!" E tinha de facto acontecido. Guerras, urbanas, não são nada fáceis para um jornalistas as reportar e sujeitar-se a levar um tiro disparado por atirador furtivo posicionado num telhado de uma casa. Em Banguecoque isso já tinha acontecido com a morte de um jornalista da Nova Zelândia. Ferreira Fernandes, já que estava em Banguecoque e depois da guerra chega a paz, levei-o a Ayuthaya (Aiutaá) e mostrei-lhe o "Ban Portuguete", o forte português "Pom Phet", preencheu duas páginas do DN sobre a sua visita aos locais por onde os portugueses passaram e viveram em Ayuthaya. E mimosou-me com um artigo a quatro colunas que me intitulou: "O Nosso Homem em Banguecoque", que era eu. Não sei se foi pelo facto de ter sido seu guia ou se para me agradecer a "ceia" que lhe ofereci em minha casa... Claro que não foi por isso. Encontrei no Ferreira Fernandes, um daqueles jornalistas, fino e sabedor. Durante a viagem de duas horas de Ayuthaya para Banguecoque, recebi a melhor lição de jornalismo que antes nunca tinha recebido de Ferreira Fernandes e ficou-me para sempre: "relatar-se com seriedade aquilo que os nossos olhos observaram". Tem sido, durante o meu amadorismo de "aspirante" a jornalista, que assim tenho procedido. Mas a razão porque estou aqui a relatar, coisas passadas, é pelo facto de peça que o jornalista escreveu e publicada no DN de 15 do corrente. É pequena concisa, mas transmite muito.
O genérico: "SALTANDO AO SABOR DAS GUERRAS"
" A foto dela, triste, chegando ao aeroporto de Barajas, Madrid: Salomé, georgiana, de 20 anos. Rerrefugiada - não corrijam, é a palavra certa. Fugia de uma guerra, porque a sua avó tinha fugido de uma guerra. Salomé vinha com ela, a avó: Primitiva Adelina Martinez, de 78 anos, espanhola. Faz-se contas contas. Ela foi uma das três três mil crianças espanholas que foram embarcadas pelos pais para a URSS (a Rússia comunista), quando a República espanhola começou a perder para as tropas de Franco. Esperava-se que fosse separação curta, mas a Espanha ficou mais franquista e a URSS era o lado de lá do outro mundo. Dois barcos soprados por ventos contrários da História - imagem talvez bonita não fosse a carga humana. Primitiva encalhou na Geórgia, então soviética, fez por lá família. Salomé já está avisada: pode ter perdido a pátria da sua infância. O mundo é feito assim, aos solavancos´".

Passado cinco anos Ferreira Fernandes voltou a Banguecoque, acompanhado da esposa, mas agora, não vinha em serviço. De férias por países da Ásia. Com ele não vinha o número do meu telefone. No hotel onde se hospedou consegui-o. Levei o casal, no meu carro, para uma volta à circunvalação de Banguecoque para que admirasse o desenvolvimento da capital tailandesa. Almoçamos juntos à margem do rio Chao Prya (Praiá). Precisava de telefonar para Portugal e saber do estado de saúde de seu Pai doente. Passei-lhe o meu móvel e de Portugal foi informado que o seu velho Pai estava a despedir-se do Mundo e dúvidas se ainda o encontraria vivo. Partiu essa noite de Banguecoque para Lisboa na esperança de ainda ver o "velho senhor" seu Pai, vivo que a estava a deixar: "O Mundo cão" onde fomos paridos.
José Martins

TENHO PENA DA MEMÓRIA DO MEU AMIGO EÇA DE QUEIRÓS....


É o destino da memória dos Eças deste país.... A foto do lado direito foi retirada do blogue http://lisboasos.blogspot.com . O grito, lancinante, sobre a situação degradada de Lisboa

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

AMÉRICO AMORIM, O HOMEM MAIS RICO DE PORTUGAL, É MEU AMIGO!

Foi com muita satisfação que tive conhecimento, através da comunicação social, que o meu amigo Sr. Américo Amorim, é o homem mais rico de Portugal!
Posso aqui teclar: "O amigo Rico e o amigo pobre", o "teso" sou eu, está bem de entender. Ora eu estou ligado por simpatia e amizade ao "Grupo Amorim" há uns 24 anos. Quando tive as primeiras ligações com o "Grupo Amorim" foi através do seu diligente vendedor de cortiças em bruto e obra, Fernando Oliveira
O Fernando Oliveira, um jovem de uns 27 anos, em 1984, tinha crescido no viveiro do "Grupo Amorim" que já era grande, a empresa, mas não tanto como agora o é. Na Ásia, quando o Fernando Oliveira chegou a Banguecoque, o "Grupo Amorim" já vendia, há vários anos, cortiça em bruto para manufacturar bolas de "badmington" e algumas rolhas em estabelecimentos do "Sampeng" (China Town) para engarrafar "mezinhas". O embaixador Mello-Gouveia, um diplomata de visão, convidou várias empresas portuguesas para se instalarem na chancelaria da embaixada. Apenas o "Grupo Amorim" respondeu à chamada e baseou-se por cerca de 10 anos. O Fernando Oliveira quedava-se pela Ásia, durante um ano e deslocava-se de Banguecoque a outros países do Sudeste Asiático até ao Japão.
O jovem Oliveira, movimentava-se em Banguecoque nos autocarros de três bates, os percursos, para visitar os clientes... As vendas de cortiças atingiram números excepcionais. Hoje na Ásia e Oriente as vendas de cortiças portuguesas vão de vento em popa, graças ao embaixador Mello Gouveia. As máquinas de escrever da embaixada eram modelos comprados na década cinquenta do século XX, obsoletos e o Oliveira cada vez que ia a Portugal, com ele, de volta, trazia uma máquina MBA, eléctrica e mobilou parte dos quartos da chancelaria com apetrechos metálicos. Nas suas saídas para fora de Banguecoque era eu quem lhe recolhia todas as comunicações do exterior. Criei uma amizade sólida, com o "Grupo Amorim" e, mais tarde, com o Sr. Américo, um homem simples, conversador e até me contou de quando jovem seguia de comboio para França com uma saca de rolhas, as amostras, do produto que ia vender. De quando o ICEP encerrou a Representação em Banguecoque o Sr. Américo Amorim interferiu para que continuasse a funcionar e eu como representante. Não foi atendido... foi pena ter-se perdido uma Secção Comercial na Embaixada de Portugal que eu tinha desenvolvido por 5 anos e três mêses. Mas o Presidente do ICEP não poderia atender o meu amigo Sr. Américo Amorim... Quando me chegou a comunicação, em Agosto de 2001, que a Representação do ICEP iria encerrar na Embaixada de Portugal em Banguecoque fui, de imediato, dar conhecimento ao embaixador Tadeu Soares, para que fizesse algo... Quando lhe comuniquei encolheu os ombros... Tanto lhe dava como lhe deu que a representação encerrasse e que o desenvolvimento do comércio na Tailândia fosse colher urtigas... Fora de mim e revoltado pelo aquele encolher de ombros respondi-lhe: "Bem Senhor Embaixador, encerraram a Secção Cultural, agora encerram a Secção Comercial, bem melhor fecharmos a loja e irmos para casa..."
Não me respondeu.
Nem teria sido necessário!
José Martins