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sexta-feira, 15 de agosto de 2008

TENHO PENA DA MEMÓRIA DO MEU AMIGO EÇA DE QUEIRÓS....


É o destino da memória dos Eças deste país.... A foto do lado direito foi retirada do blogue http://lisboasos.blogspot.com . O grito, lancinante, sobre a situação degradada de Lisboa

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

AMÉRICO AMORIM, O HOMEM MAIS RICO DE PORTUGAL, É MEU AMIGO!

Foi com muita satisfação que tive conhecimento, através da comunicação social, que o meu amigo Sr. Américo Amorim, é o homem mais rico de Portugal!
Posso aqui teclar: "O amigo Rico e o amigo pobre", o "teso" sou eu, está bem de entender. Ora eu estou ligado por simpatia e amizade ao "Grupo Amorim" há uns 24 anos. Quando tive as primeiras ligações com o "Grupo Amorim" foi através do seu diligente vendedor de cortiças em bruto e obra, Fernando Oliveira
O Fernando Oliveira, um jovem de uns 27 anos, em 1984, tinha crescido no viveiro do "Grupo Amorim" que já era grande, a empresa, mas não tanto como agora o é. Na Ásia, quando o Fernando Oliveira chegou a Banguecoque, o "Grupo Amorim" já vendia, há vários anos, cortiça em bruto para manufacturar bolas de "badmington" e algumas rolhas em estabelecimentos do "Sampeng" (China Town) para engarrafar "mezinhas". O embaixador Mello-Gouveia, um diplomata de visão, convidou várias empresas portuguesas para se instalarem na chancelaria da embaixada. Apenas o "Grupo Amorim" respondeu à chamada e baseou-se por cerca de 10 anos. O Fernando Oliveira quedava-se pela Ásia, durante um ano e deslocava-se de Banguecoque a outros países do Sudeste Asiático até ao Japão.
O jovem Oliveira, movimentava-se em Banguecoque nos autocarros de três bates, os percursos, para visitar os clientes... As vendas de cortiças atingiram números excepcionais. Hoje na Ásia e Oriente as vendas de cortiças portuguesas vão de vento em popa, graças ao embaixador Mello Gouveia. As máquinas de escrever da embaixada eram modelos comprados na década cinquenta do século XX, obsoletos e o Oliveira cada vez que ia a Portugal, com ele, de volta, trazia uma máquina MBA, eléctrica e mobilou parte dos quartos da chancelaria com apetrechos metálicos. Nas suas saídas para fora de Banguecoque era eu quem lhe recolhia todas as comunicações do exterior. Criei uma amizade sólida, com o "Grupo Amorim" e, mais tarde, com o Sr. Américo, um homem simples, conversador e até me contou de quando jovem seguia de comboio para França com uma saca de rolhas, as amostras, do produto que ia vender. De quando o ICEP encerrou a Representação em Banguecoque o Sr. Américo Amorim interferiu para que continuasse a funcionar e eu como representante. Não foi atendido... foi pena ter-se perdido uma Secção Comercial na Embaixada de Portugal que eu tinha desenvolvido por 5 anos e três mêses. Mas o Presidente do ICEP não poderia atender o meu amigo Sr. Américo Amorim... Quando me chegou a comunicação, em Agosto de 2001, que a Representação do ICEP iria encerrar na Embaixada de Portugal em Banguecoque fui, de imediato, dar conhecimento ao embaixador Tadeu Soares, para que fizesse algo... Quando lhe comuniquei encolheu os ombros... Tanto lhe dava como lhe deu que a representação encerrasse e que o desenvolvimento do comércio na Tailândia fosse colher urtigas... Fora de mim e revoltado pelo aquele encolher de ombros respondi-lhe: "Bem Senhor Embaixador, encerraram a Secção Cultural, agora encerram a Secção Comercial, bem melhor fecharmos a loja e irmos para casa..."
Não me respondeu.
Nem teria sido necessário!
José Martins

terça-feira, 12 de agosto de 2008

EU E OS AZULEJOS PORTUGUESES

Desde a idade dos 10 anos habituei-me a gostar dos azulejos. Na minha aldeia não os havia, mas pedras brutas, graníticas, que depois de trabalhadas terminavam em obra fina de cantaria. Mas na vila de Gouveia (hoje cidade) de quando miúdo, caminhava por carreiros e atalhos, acompanhando o meu pai que à vila ia para pagar a "décima" na Câmara Municipal pelas leiras e cabeços, herdados e já vindos de várias gerações de família. O eu caminhar, desde o sopé da Serra da Estrela, até aos 10 quilómetros onde situava Gouveia era uma festa para um miúdo da minha idade. No regresso o meu pai comprava um "pão trigo" de quatro quartos, que não era mais nem menos que uma gulozeima, para quem estava acostumado a comer pão de centeio, cereal produzido nos cabeços de nossa casa. A igreja paroquial de Gouveia, a sua frontaria, estava revestida de azulejaria e capelas, com motivos religiosos e os fontanários públicos. A festa dos azulejos desenhados, com motivos da vida serrana. Aos 10 anos parti para a cidade do Porto e começar a profissão de "forcado", para mais tarde, tentar segurar o "mundo pelos cornos". Os dos homens não porque os "cornos" destes são invisíveis e não se lhe pode pegar, apesar dos "coices" que apanhei, deles, no correr da minha vida. Quando saí do comboio, fumarento, a esfregar os olhos, devido às faulhas que entravam nas carruagens e saídas da chaminé da máquina e de faces enfarruscado pelas mesmas, isto porque durante a viagem vim sempre à janela, daquele ronceiro "traste" a olhar as novas terras e sua gentes que trabalhavam nos campos. Logo na entrada da gare da estação de S.Bento deparo com as paredes azulejadas: D.Nuno Álvares Pereira a combater os castelhanos na Batalha de Aljubarrota e o Egas Moniz, com a sua família, a pedir desculpa ao rei de Castela pela falta de cumprimento da palavra que lhe tinha dado. No "Porto da Minha Infância" havia azulejos por toda a cidade, quer a decorar as fachadas de igrejas como nas dezenas de casas. Cedo comecei a entender que os azulejos são eternos. Não havia mal que lhes viesse e ninguém mesmo se fossem, vândalos de "baixo estofo" os selvajaria. Bem é que no meu tempo de jovem, já pouco restava da etnia Vândala que passou por Portugal e a história assim nos diz que por onde passava tudo destruia pelo gosto de fazer mal. Nem todos os vândalos se extinguiram em Portugal, só que eram, na altura, vândalos que bem sabiam que não poderiam vandalizar (mesmo que o instinto lhes pedisse) obras de arte, expostas por Portugal no seu todo. No meu tempo as cadeias comarcãs, a maior parte delas, as celas, eram ocupadas por meia dúzia de pilhas galinhas ou de algum, de maus figados, à cacetada, tinha mandado, acompanhado de padre e de caldeirinha água benta para o outro mundo um seu rival. Todas as tretas acima descritas é pelo gosto que tenho e relacionado com a azulejaria portuguesa e vem a propósito de um blogue http://lisboasos.blogspot.com que em boa altura veio a revelar o descalabro que existe na roubalheira e a selvajaria dos azulejos que decoram as paredes de edifícios, jardins e fontanários da cidade de Lisboa. Esta opulenta e vaidosa que foi de outras eras, das especiarias e da pedraria, está em completa ruína, desgraçada e degradada. Se eu fosse governante envergonhar-me-ia do estado em que Lisboa se encontra: lixeirenta, fedorenta e como uma "Pompeia" que não foi o vulcão Vesúvio que a destruiu com a lava, mas a miserável mão do Homem. O mais incrível que possa parecer é como os "pacotilhas" engravatados e vestidos de bom pano não olham para as misérias que seguem por Lisboa. Assim não vale meus senhores, usarem a gravata e os fatos de boa fazenda e não fazerem por preservar a história, a arte e a cultura de um país.
Olhai senhores para essa Lisboa, penicada e toda borrada.


Maquiavelices

LISBOA É LINDA!



Maquiavelices "pilharam" as fotos ao blogue http://lisboasos.blogspot.com . Recomendamos visitá-lo e apreciar: "A Lisboa Desgraçada", uma velha a morrer aos bocados!

sábado, 9 de agosto de 2008

"HÁ UM LIMITE PARA TUDO"

Com a devida vénia transcrevemos um peça do jornalista Carlos Fino e publicada no blogue http://mentedespenteada3.blogspot.com , relativa ao despedimento dos jornalistas, ficando estes no desemprego e sem satisfação que haja do proprietário do centenário diário "Primero de Janeiro" da cidade "Tripeira".
" Como jornalista que sou, pese embora estar hoje a exercer outras funções, acompanho naturalmente com preocupação a situação no Primeiro de Janeiro, um título emblemático da imprensa portuguesa. Aparentemente, trata-se de mais um caso revelador da crescente precaridade em que se encontram os profissionais da media, em termos de emprego e estatuto. A permanente evolução tecnológica e os legítimos objectivos da gestão privada dos orgãos de comunicação social têm imposto aos jornalistas, nos últimos anos, um enorme esforço de adaptação o que êles têm, com sacrifício, consentido. Mas há um limite para tudo. E ele passa, certamente, pelo respeito da dignidade de quem trabalha, como aliás as leis consagram.
De há muito que defendo que sem um reforço do estatuto do jornalista, a par de medidas de auto-regulação que garantam a observância dos critéiros básicos de rigor, qualidade e comportamento ético por parte dos profissionais, a liberdade do exercício da profissão tenderá a ficar cada vez mais condicionada. Nesse sentido, gostaria naturalmente que este caso fosse resolvido de forma consensual e desse ensejo a um debate na sociedade portuguesa sobre a profissão de jornalista, seus objectivos e condicionantes. Um jornalismo independente, vibrante e equilibrado do interesse geral e até condição do próprio desenvolvimento. Mas isso pressupõe a existência de direitos e o seu respeito por todos. espero sinceramente que ainda seja possível, pelo diálogo entre as partes, chegar a uma solução para o problema"
Carlos Fino