Translator

sábado, 2 de agosto de 2008

EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BRASÍLIA - UM SENHOR BLOGUE

RECOMENDAMOS A VISITA AOS NOSSOS DOIS BLOGUES E WEBSITE AQUIMARIA




EMBAIXADA DE PORTUGAL EM BRASÍLIA - UM SENHOR BLOGUE

De quando em quando visitamos o blogue da Embaixada de Portugal em Brasília http://www.embaixada-portugal-brasil.blogspot.com elaborado pelo brilhante jornalista Carlos Fino. Recomendamos aos nossos leitores "passarem por lá" e apreciarem a qualidade dos tópicos inseridos. Há mais de 10 anos e de quando lançamos um dos primeiros websites, direccionado para o mundo lusófono, na internet www.aquimaria.com , tivemos a intenção de lançarmos um semelhante e que se referisse (só passado anos surgiu o blogue da Embaixada do Brasil), às actividades da Embaixada de Portugal em Banguecoque, comerciais, culturais e tantas outras que haveria muito para descrever. Apresentamos o nosso projecto ao então chefe de missão o embaixador Gabriel Mesquita de Brito, aprovou-o e deu-nos alento e luz verde para que seguissemos em frente. Entretanto, e sem contar, o embaixador saiu de Banguecoque, antes de terminar a sua comissão e nunca mais, até se reformar, viria a gerir outra missão ou consulado. Outros dois chefes de missão que se seguiram, Tadeu Soares (que me afirmou que no "Ban Portuguete", "Aldeia dos Portugueses" em Ayutya, não houvera missionários Jesuitas, tal era a sua ignorância, sobre a presença histórica de Portugal na Tailândia...!) e Lima Pimentel, nunca lhe apresentamos a nossa pretensão porque saberíamos, de antemão, que não seria aprovada. Desde que chegou a Banguecoque o embaixador Faria e Maya, demos-lhe conta das nossas pretensões e até recebemos as suas sugestões, em cima dos títulos genéricos, que encabeçam os blogues (que emendamos conforme os seus desejos) http://aquitailandia.blogspot.com e http://portugalnatailandia.blogspot.com . Em verdade não lhe encontramos nenhum entusiasmo. Seguimos em frente com dois blogues que inserem, desde que os fundamos, mais de 200 artigos, comportando mais de 2500 páginas onde além de muitas histórias insirimos centenas de imagens. Sabemos que não é literatura "fina" porque a nossa escolaridade está reduzida a quatro anos do ensino primário. Porém sabemos que os nossos artigos têm servido de fonte de informação para académicos e historiadores. Temos perdido centenas de horas a elaborar o material e muitas vezes até altas horas da noite!
Tudo que fazemos é por gosto e quem segue por prazer não cansa!
Por último parabéns ao embaixador Seixas da Costa que sem o seu suporte o Carlos Fino não poderiam elaborar um óptimo serviço para Portugal e o Brasil.
José Martins

sexta-feira, 25 de julho de 2008

UMA EXPLICAÇÃO.

A continuação da peça abaixo descrita, quedar-se-á parada, possivelmente até principio do mês de Outubro. A razão é que em Portugal, de momento, parte da população encontra-se de férias e não ter a oportunidade ler a continuação da história, "Meandros da Diplomacia", que fora abruptamente interrompida na décima terceira parte, em 11 de Março do ano corrente. A razão dessa paragem foi porque fui ameaçado de "medos" e as consequências que poderiam cair em cima da minha cabeça se continuasse a história. Ora essas ameaças, muito bem engendradas só poderiam ter partido de alguém que via as suas ambições, interceiras, goradas e os seus projectos irem pela corrente do rio das ilusões de seus interesses. Numa noite e no meu dormir de homem justo, junto à margem do Rio Kwai, fui acordado e, aconselhado para que parasse de escrever os "Meandros da Diplomacia" http://aquitailandia.blogspot.com/2008/03/meandros-da-diplomacia-na-embaixada-de_11.html porque poderia vir a sofrer as consequências. As informações chegadas de um amigo meu, jovem e inocente, foi aproveitado para me transmitir os "medos" e as ameaças. Não vou por ora nomear nomes daqueles que suspeito estarem envolvidos . Os "Meandros da Diplomacia" é um relato de história e de vida de um homem, que sou eu, que conheceu sete embaixadores e serviu seis. Evidentemente que vou apontar os erros a uns e enaltecer outros que construiram algo. Por último não vou levantar falsos testemunhos a ninguém, mas também não vou encobrir ou mandar "ramos de flores" aos que praticaram actos menos bons. Um homem com 73 anos e sete meses tem necessidade de atirar fora de si o bom, o mau e o feio e aquilo que se haja passado na Embaixada de Portugal em Banguecoque durante os 188 anos que na Tailândia se encontra acreditada, diplomaticamente. Portugal foi o primeiro país da Europa a conhecer, há 497 ano, este Reino.
José Martins

segunda-feira, 21 de julho de 2008

AICEP: "NUNCA VI UMA CRISE ASSIM EM TRINTA ANOS"

"NUNCA VI UMA CRISE ASSIM EM TRINTA ANOS", são as palavras de Basílio Horta ao jornal "Correio da Manhã", na edição de Domingo (20.07.08). Ora o Dr. Basilio Horta, Presidente do AICEP, em várias passagens da sua entrevistas, que é longa, além de se referir à crise económica, à burocracia; aos poucos projectos de desevolvimento aprovados, à crise internacional estar afectar o investimento em Portugal e à "Diplomacia Económica". Nós, apenas, vamos referir a diplomacia económica, porque estamos dentro dela e de quando foi "inventada" pelo ex-ministro dos Estrangeiros o embaixador Martins da Cruz, em 2002. Mas nas declarações de Basílio Horta em cima da diplomacia económica afirma: "Poder ser vista de uma forma académica e eu acho respeitável. A diplomacia económica para mim é uma prática". Para os menos esclarecidos, a diplomacia económica foi o fruto de "raivinhas" que existiam entre o embaixador Martins da Cruz e o ICEP que desejou consumar, de quando Durão Barroso foi eleito Primeiro-Ministro de Portugal e o nomeou ministro dos Estrangeiros. Entre os dois havia uma amizade de quando o diplomata Martins da Cruz era o chefe de cerimónias; organizador das visitas ao estrangeiro do Primeiro-Ministro Cavaco Silva. Como foi sabido na altura Durão Barroso era o ministro dos Negócios Estrangeiros. Amizade com amizade se paga e Durão Barroso vendo no Martins da Cruz uma "estrela" nomeou-o seu ministro dos Estrangeiros. Sentado no cadeirão do poder e "big boss" no Palácio das Necessidades, as "raivinhas" começaram a produzir efeito. Uma delas foi o de embaixador Seixas da Costa ter saído de chefe da diplomacia portuguesa nas Nações Unidas e transferido para Viena de Austria. O embaixador Lima Pimentel o chefe da missão diplomática portuguesa naquela capital (conforme assim o noticiou as Notas Verbais, na altura) partiu para Banguecoque a toque de caixa, onde durante os quatro anos da sua comissão encontrou um paraiso. Depois da criação da "Diplomacia Económica" a que Martins da Cruz lhe chegou a vestir o "capote" do cônsul Eça de Queiroz de quando em comissão de serviço, em França (Fevereiro de 1881) enviava para Lisboa as estatísticas de importação e exportação daquele país. Depois de muitas anomalias que o ex-ministro dos estrangeiros praticou, que não vamos aqui referir, uma foi de quando viajou a Timor-Leste para assistir às celebrações da independência do território, acompanhado do Primeiro-Ministro Durão Barroso. Ordenou ao embaixador Tadeu Soares que de Banguecoque se deslocasse a Singapura, na altura do seu regresso de Timor-Leste a caminho de Portugal. Tadeu Soares volta a Banguecoque para assumir a gerência e está radiante dado que Martins da Cruz lhe ofereceu o lugar de director dos assuntos europeus em Lisboa. O encontro em Singapura aconteceu no final do mês de Maio, de 2002 e em 31 de Julho do mesmo ano, partiu definitivamente para Lisboa para assumir a gerência do cargo que lhe tivera sido oferecido. Desde Março de 1997, eu era o representante do ICEP, nomeado oficialmente, depois de um protocolo assinado pelo ICEP e o falecido embaixador Quintela Paixão. Isto aconteceu no consulado do embaixador Mesquita de Brito que em boa hora desejou que o comércio entre Portugal e a Tailândia deveria ser incrementado. Há provas com dezenas de fotos (em meu poder) que dão conta de vários eventos realizados, onde se incluem provas de vinhos, em Banguecoque. A criação do AICEP contribuiu para que o gabinete comercial do ICEP na embaixada de Portugal em Banguecoque chegasse ao fim e as minhas funções de representante terminassem. Aquela obra que eu tinha iniciado com muito carinho, ficou pelo caminho! Ora eu não fui daqueles doutores delegados do ICEP, que se levantavam já cansados, junto ao meio dia, iam à delegação ver o que haveria por lá de novo, depois seguiam almoçar e de tarde polir os bancos de algum bar ou mesmo jogar golfe. O ordenado (incluindo outras, extras, alcavalas) deles seria, pelos meus cálculos, umas dez vezes mais que o meu. Sempre à mesma hora estava no gabinete (seis da manhã) e concentrado na divulgação do comércio de Portugal na Tailândia. Portugal não tem grandes produtos para exportar para a Tailândia, mas produz cortiça, azeite, azeitonas, sardinhas em lata, frutas secas, em compota e vinhos. Foram nestes produtos que nós apostamos e fizemos alguma coisa na sua divulgação. Mas por mais incrível que possa parecer, se antes era apoiado pelo embaixador Mesquita de Brito, logo após a chegada do embaixador Tadeu Soares, a minha actividade, de desenvolver o comércio, foi desde logo paralizada e olhado pelo lado da vista "zarolha" do embaixador. Em vez de apoiar a missão que tinha empreendido, havia dois anos, sou aproveitado para recortar as notícias, políticas, publicadas, nos jornais, diários, "Bangkok Post" e "The Nation". dali iria, depois, escrever um rascunho, que me ocuparia a teclar telegramas até às 6,7,8,9 e, algumas vezes, por volta das 10 da noite. Depois emendada a prosa umas cincos vezes e mais, lá seguiam para as Necessidades. Além do desenvolvimento do comércio entre Portugal e a Tailândia, ter sido mandado colher "urtigas", deu-se o início do aventureirismo da penetração de gente, estranha, na embaixada pela mão de Tadeu Soares. Se ainda as pessoas (que ninguém sabia o seu passado) viessem fazer o meu serviço de expediente, e eu ocupar-me do comércio, vá que não vá, mas vieram ocupar posições, inventadas e desnecessárias. A missão diplomática de Banguecoque que tinha sido uma casa de paz e trabalho deixou de o ser e passou a um espaço de intriga e o pessoal novo (contratado) na escalada de procurar ocupar o lugar do pessoal antigo. Tadeu Soares era espécie de um embaixador das "arábias" que até me parecia pretender fazer da missão diplomática de Banguecoque umas "Nações Unidas" pequeninas, de onde tinha vindo de Nova Iorque. Admitiu um tal Nuno Mota Veiga que se dava como arquitecto, que tinha sido em Macau e que nunca apresentou o documento que o identificasse como tal. Desde logo, após ser admitido para a secção consular é dado pelo embaixador Tadeu Soares, hoje como vice-cônsul, no outro dia como meu secretário. O Veiga manda imprimir (sobre este senhor vidé: http://www.stcde.pt/sj/parecer5403.htm ) cartões de visita que o dão como vice-cônsul da embaixada de Portugal em Banguecoque. Distribuia aqueles "rectângulos de papel", nos círculos diplomáticos que se tinha envolvido, pela mão de Tadeu Soares. É acomodado na residência dos embaixadores de Portugal em Banguecoque e vive e alimenta-se, por lá, por cerca de um ano. Toma lugar na secção consular (o encarregado era o diplomata de carreira o Dr. João Brito Câmara), faz as entrevistas às pessoas que ali vão requerer vistos de entrada em Portugal, e assina e coloca o carimbo da secção consular em documentos. E de quando do casamento do comunicador Carlos Cruz com a Raquel Rocheta, em Agosto de 2001, cerimónia que teve lugar no salão nobre da residência dos embaixadores, a notícia foi publicada na revista "Caras", fotografados os nubentes juntos ao Tadeu Soares, ao Nuno Mota Veiga onde, ao fundo da fotografia, é designado o Veiga como vice-cônsul.
Mais ou menos na altura que entra o Veiga, há outra aquisição e protegido Alipio Monteiro (que ainda hoje se conserva na embaixada) que ninguém sabe a sua procedência a quem Tadeu Soares lhe oferece o cargo de contabilista (nunca se lhe viu o diploma); as obras da embaixada; o estatuto de diplomata; a compra de jeep "Pajero" a um diplomata da embaixada de Israel, em Banguecoque, e que viria estar na sua posse durante cinco anos a circular com a chapa de matrícula CD. O Monteiro, embora fale a língua de Camões, nunca se identificou com o bilhete de identidade ou passaporte português. No entanto o Monteiro sempre teve (creio que ainda hoje o tem) acesso aos locais de máxima segurança da missão. Um Monteiro que sofre de paludismo crónico e dezenas de faltas, durante o ano por doença, desde que entrou ao serviço da embaixada em Julho de 1999. Ora o Monteiro de tantas profissões que haja tido em sua vida, na TAP, agricultor, corretor da bolsa e uma das ocupações teria sido ( segundo disse ao número dois da embaixada, Dr. João Brito Câmara) a de viajar nos aviões da TAP, no tempo do regime de Salazar e ouvir aquilo que os passageiros poderiam dizer em relação ao governo do regime do ditador. O Monteiro nasceu em Santo Tomé e hoje ostenta a nacionalidade canadiana e é com esta que sempre se identificou na embaixada e nos contratos, a termo certo, que deverão estar arquivados no MNE em Lisboa. É um artista na manipulação de recibos, de contratos de obras da missão; de avenças da manutenção de material. Ele mesmo "tecla" os contratos de obras no computador da embaixada. Chega o embaixador Lima Pimentel junto ao final do ano de 2002 e substitui Tadeu Soares. O Mota Veiga tinha deixado de exercer funções ( vidé: http://www.stcde.pt/sj/parecer5403.htm ) na embaixada em 30 de Junho de 2002, isto porque o MNE cancelou-lhe o contrato com um excelente salário (na altura) de uns 2.200 USD. Está agora o Monteiro, senhor da execução da contratação de obras; da "manipulação" de fundos que embora não assinasse cheques, todos os recibos que fossem apresentados ao embaixador Lima Pimentel lhes era aposta a sua assinatura. Mas agora e como já tinha sido dantes no consulado de Tadeu Soares a embaixada de Portugal continua a ser uma casa de "oportunidades" e de infiltrações de gente estranha ao serviço em procura das influências do chefe de missão para penetrar nos meios diplomáticos. Em nome da embaixada de Portugal, claro está, pedem-se vistos de residência (para estranhos) ao Ministério dos Negócios Estrangeiros da Tailândia. Lisboa não tem conhecimento daquilo que se está a passar em Banguecoque e, para mim, visto como actos, conspiratórios, que não eram próprios de um representante de Portugal e acreditado pelo Presidente da República.
A missão já não é uma casa do Estado Português mas usada na medida dos desejos de Lima Pimentel que viria a partir para Oslo junto ao final do ano 2006 e toma-lhe o lugar o embaixador Faria e Maya. Tudo entretanto ficaria como dantes. Eu como funcionário, vinculado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros (embora reformado mas útil), se já antes era humilhado pelo diplomata de carreira e o número dois da embaixada Luis Cunha, continuei a receber as mesmas humilhações. Estou proibido de entrar no quarto de recepção (máxima segurança) dos telegramas chegados do MNE e em vez de mim (serviço que fiz desde o ano de 1988) é o estrangeiro Alipio Monteiro que retira essa documentação. Na máquina do faxe, de comunicações abertas e colocada na secção consular o mesmo diplomata Luis Cunha coloca lá uns dístico a designar as pessoas que deveriam recolher os faxes (onde se incluem duas pessoas estrangeiras) e o meu nome não figura lá!
Mas que funcionário, público, sou eu do Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde nos arquivos do Palácio das Necessidades, figura o meu processo; o registo criminal; o "juramento" de um documento assinado de "incompatibilidades" e sou, na Embaixada de Portugal um funcionário que está humilhado, dia por dia pelo número dois (diplomata)? O embaixador Faria e Maya sabe do que está acontecer, cruza os braços e não toma uma acção!
Que tristeza, que tristeza de gente!
Poderei morrer pobre mas a minha honra (esta que muita gente não sabe onde mora) a defenderei até que tenha forças e preparado, se for necessário, denunciar os "senhores deste ex-reino" que ainda é Portugal!
Dentro da Missão Diplomática de Banguecoque eu passo a ser espécie de um "emplastro" que além de não divulgar o comércio de Portugal (que já tinha entrado em queda livre), começo a sentir-me uma pessoa suspeita dentro da missão. Fui dando conta ao chefe de missão embaixador Faria e Maya das humilhações, vários meses antes, que estava a receber e nunca a minha voz foi ouvida. Tudo continuava como dantes, Vivia em constante angústia pelo facto da suspeição que recaía (qual? - haja coragem de me ser transmitida!) Queixei-me um dia, das humilhações recebida de Luis Cunha, ao meu mestre o Embaixador Mello Gouveia, por carta e respondeu-me se queria que falasse com o Secretário-Geral, o Embaixador Fernando Neves (tenho a carta) em relação ao diplomata Luis Cunha e respondi-lhe que não!
O inevitável viria acontecer no fim do dia de 14 de Janeiro, do corrente ano, disse umas verdades, nuas e cruas, (descontroladas é certo) e viria a sofrer as consequências e sujeitei-me à "pena de talião" do embaixador Faria e Maya. Nada disto nunca teria acontecido se tivesse colocado o assunto em ordem que seria ou me mandava abandonar o serviço por suspeição (de quê se nada me pesa na minha cabeça?) ou voltaria a fazer o serviço que já fazia há 20 anos...
Porém, desempoeiradamente o afirmo com toda a minha consciência tranqúila: servi Portugal no meu melhor e se não fiz mais foi porque os chefes de missão não quizeram ou estarem interessados que o comércio de Portugal fosse desenvolvido na Tailândia, oferecendo o que temos: cortiça, azeite, azeitonas, sardinhas em lata e frutas, como assim nos países do sudetes asiático, nos países onde Portugal está acreditado.
Por último. serviu-me de lição há uns dez anos, quando numa madrugado, eu carregava às costas cartões de garrafas de azeite para um bazar de caridade da Cruz Vermelha Internacional e cruzava-se comigo, carregando cartões, igualmente como eu, o embaixador de Itália Marquês Lazara (embaixador vários anos em Banguecoque) que se tinha "marimbado" para o estatuto de embaixador, naquela manhã a ocupar-se de transportar mercadoria produzida no seu país e para ser vendida e divulgada.
A diplomacia italiana não caiu na lama...
A Itália hoje, na Tailândia, deverá ter mais de meio milhar de empresas espalhadas pelo país.
Portugal, infelizmente, não tem uma que seja...!
José Martins

sábado, 19 de julho de 2008

UM DOMINGO SEM SOL...

Domingo de 20 de Julho de 2008. Choveu toda a noite, estamos na estação da monção da Ásia e de quando os nossos navegadores quinhentistas ancoravam as naus em porto seguro e por ali se quedavam a reparar os rombos, no casco e outras mazelas sofridas, durante o navegar nas águas do Atlântico e do Índico que nem sempre teriam sido bonançosas. Levantei-me e dei uma vista de olhos ao cenário, verde, que envolve a minha casa. Uma manhã triste e sem sol. Faço uma chávena de café e sento-me à mesa onde, todos os dias vou "escrevinhando" aquilo que me chega ao pensamento. Liguei o computador e clico nos "icones" dos jornais diários de Portugal. Os de hoje, Domingo, tinham sido colocados a circular havia pouco. O tempo na Tailândia vai à frente seis horas do horário de Portugal. As notícias que leio, algumas, não são nada animadoras... Deparo com uma no Diário de Notícias com o genérico: "Classe média está a pedir comida por e-mail às misericórdias".
Vale mais pedir que roubar, um ditado muito antigo. Só que o ter ser sido rico ou remediado (que o tenha sido) não é por aí além confortável estender a mão à caridade.
Uma humilhação terrivel!
A peça pelas teclas da jornalista Rita de Carvalho, está muito bem desenvolvida e daquelas que se podem considerar na giría jornalísitca: "bom trabalho".
Ora o pedir comida segundo o que a peça insere e nas palavras de Manuel Lemos, presidente da UMP: "São pessoas com um perfil diferente, que não vivem na miséria, mas estão à beira de entrar na pobreza" e acrescentou ser um fenómeno que se veio a sentir desde o início do ano, quando se intensificaram os problemas económicos. E continua: "Não estamos a falar de idosos, dos típicos desempregados, mas de pessoas com menos de 40 e 45 anos que se calhar não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome".
Bem aqui os portugueses, os que passam fome, por não abdicarem da internet, do telefone móvel e das férias... São os chamados portugueses "zés penicos". Estiveram mais ou menos económicamente, no passado, surgiu o desemprego a "gula" de não resistirem aos objectos exposto e com preços iguais a "ratoeiras"; às promoções de produtos bem engendradas, aos créditos bancários a juros de fazer tentar um santo, o cair na "esparrela" e de um momento para o outro encontraram-se na miséria. Destes portugueses não há que ter pena, mas também não se lhe pode ser negada uma esmola. A vaidade dos portugueses e um mal endémico e não há nada mesmo a fazer. É vaidoso "pelintra" a fazer ciúmes ao parceiro do lado; o remediado a chatiar o vizinho porque comprou um "pó-pó" mais bonito que o dele; o rico a sério a mostrar ao rico seu rival que ostenta mais opulência.
Depois há os outros vaidosos, nojentos, corruptos que gozam à grande e à francesa; se envaidecem, viajam, gozam férias com os dinheiros que pertencem ao estado. E continuam esses "sujos" andar por aí, bem enroupados e armados em "boa gente". Mas deixamos os pobres e a miséria que não tarda a fazer de nós (já o somos) os pobres mais pobres da Europa. No mesmo jornal "Diário de Notícias" a encabeçar a peça com uma fotografia do líder eterno, da Líbia, Muamar Kadhafi a cumprimentar José Sócrates.
Pelo que a notícia insere e uma correspondência da Agência Lusa, a Líbia vai ser a salvação da economia portuguesa.
Porém a Líbia vende a Portugal 1.500 milhões de euros e Portugal vende-lhe a bagatela de 10 milhões que, comercialmente, pouco valor tem.
Uma insignificância!
Entre os dois países foram assinados "quatro memorandos de entendimento" e o "Acordo Quadro entre Portugal e a Líbia" para o fornecimento de gás líquido. Depois houve outro memorando de entendimento e este para investimentos, em Portugal, de empresários líbios em vários sectores: turismo, imobiliária, petrolífero e petroquímica.
Bons ventos chegam das dunas do deserto da Líbia, só que os "memorandos de entendimento", praticamente não chegam a entendimento nenhum.
São bonitos, protocolares, que sempre existiram de quando um PM ou PR visita um país. Mas, dias antes, já José Sócratres veio para a praça pública a afirmar (para os poucos esclarecidos) que em Angola estava o futuro dos portugueses.
Já por lá trabalham (mesmo com as dificuldades de visto) 40 mil portugueses! Como o bico do "sacho" se vira... Agora já não são os portugueses a colonizarem os angolanos, mas eles a colonizarem-nos... Já assim o fizera, através dos microfones da Emissora Nacional (no tempo do Salazar), um jornalista de nome Ferreira da Costa: venham portugueses para Angola, porque há lugar para todos! Depois não havia trabalho nenhum e andaram, os incautos, a dormir pelos bancos de jardim de Luanda e a passar fome...
Eu vi!
Nos parece que o PM José Sócrates continua andar por aí a semear palavras em terra seca que, nunca, a semente germina.
Os portugueses já não podem aceitar os ditos de José Sócrates porque eles já não têm credibilidade nenhuma.
Portugal cada dia mais se afunda e a vida dos portugueses díficil. Temos há vários anos um país à deriva.
Nem daqui a meio século Portugal terá as finanças equilibradas e sorte terão, aqueles que andarem por cá, não terem um Miguel de Vasconcelos, qualquer, a representar a Espanha no Palácio de S. Bento.
Por fim: Durão Barroso continua, discretamente, afirmar que aceitaria a ficar, mais um termo, como presidente da União Europeia, se os 27 o aceitassem... Bem a "gamela" de Durão Barroso é de facto esplêndida e até dá, para nela se manter mais um "termozito". Mas daqui vai uma pergunta: "mas ficar lá para quê"? Se o Durão é um dos culpados da situação económica em que Portugal se encontra? Mas se não ficar irá ter um empregozito qualquer numa organização internacional... Talvez seja a: "Organização dos remorsados das vítimas da Guerra do Iraque" e que ali se penitencie do mal que contribuiu para a matança de inocentes.
Bom Domingo e melhor futebol por aí.
José Martins

sexta-feira, 18 de julho de 2008

MEMÓRIAS DE UMA VIDA - BANQUETE DOS MACACOS

Hoje é sábado e um dia igual ao de ontem. Porrinha nenhuma para fazer, desde que me despediram (já reformado) há seis meses e quatro dias, por dizer umas verdades (já várias vezes o disse aqui e no http://aquitailandia.blogspot.com/ ) e quando elas vão "bulir" em gente que compõe uma clã, elitista, é uma "gaita" rachada, sofre as consequências. Fui reformado nas 70 primaveras, pouca a sorte, porque de momento foram aumentadas para as 75. Mas estou-me nas "tintas" e cá vou vivendo um reformado "alegre contente" e até me dá riso e pena ao mesmo tempo de observar o "estatismo" de algo a ir pela água abaixo que demorou anos a construir. Quando me levanto, pelas seis (agora mais ou menos) ligo o computador, clico nos e-mails, aproveito os que têm préstimo, mando os outros para o "spam" e como não pode deixar de ser entro nos jornais de Portugal e passar uma vista de olhos pelas noticias. Não encontrei nada que valesse a pena "criticar" e fazer a minha opinião. Passei ainda pelo interessante blogue http://lisboasos.blogspot.com/ que uma corajosa senhora criou e mostra ao mundo uma Lisboa, a capital de Portugal, completamente "borrada", casas em lástimo estado de conservação e as paredes "grafitadas", ou melhor descrevendo: em Portugal existe a cultura da pintura abstracta grafitada. Olho para aquele horror! Não há nada a fazer de minha parte, mas que pelo menos os "magníficos" do executivo do Governo que dirigem o Portugal no novo milénio que coloquem os "olhos" naquelas desgraças e, deixem-se de "merdas" (desculpem só escrevo palavras que estão no dicionário) de obras "megalómanas" e que se governem com a prata da casa. E que não estejam sempre à espera de esmolas da União Europeia, porque até esta (o clube) tem os dias contados. Esquecia-me da recomendação para o nosso PM José Sócrates fale menos e acerte mais... A demagogia, nos tempos, que correm já não emprenham ninguém pelos ouvidos. Entre os e-mails recebidos vou encontrar um que me chegou do Brasil, do amigo (virtual) Casimiro que anda a "bater" nas mesmas teclas, há uns 10 anos, a criticar Governos, embaixadas, consulados e ainda não conseguir chegar a lado nenhum. Porém o Casimiro é como a água mole em pedra dura que tanto dá até que fura! Chego a ter dó do Casimiro, mas também o admiro como lutador... Cada um que lute pelos seus ideais... Força Casimiro e vai mandando notícias e mesmo que não venças nada e os homens tenham vergonha do mal que vão fazendo, daqui podes estar certo que os teus e-mails não vão para o "lixo". O e-mail do Casimiro noticiava uma peça do jornalista Carlos Fino, que mandou a RTP colher urtigas e depois de reportar os tiros do início da Guerra do Iraque, foi aproveitado em boa hora pelo embaixador Seixas da Costa que muito o admiro pela sua actividade e as boas relações que criou entre Portugal e o Brasil. Encabeçada a peça do Carlos Fino: Embaixador Português terminou a visita a Estado Amazónico. O Senhor Embaixador foi muito bem recebido durante a vista e viajou 3.ooo quilómetros ao longo da costa e junto à fronteira da Bolívia. Parabéns Senhor Embaixador e nós há ano e meio estivemos a seu lado de quando um jornalista, Políbio, brasileiro o criticou e amávelmente me agradeceu. Peça que poderá ser lida: http://aquitailandia.blogspot.com/2007/01/dois-senhores-embaixadores-e-o.html . Mas deixando as "tretas" acima tecladas vamos falar numa das muitas viagens que temos efectuado pela Tailândia, onde já vivo há cerca de 30 anos.
Vamos assim inserir imagens do "Banquete dos Macacos" em Lop Buri.
Os desejos de um bom fim-de-semana.

Uma vez em cada ano é oferecido um "banquete" á macacada irreverente de Lop Buri, a 150 quilómteros de Banguecoque. Vou lá sempre. Gosto de conviver, naquele banquete, com os macacos que até são mais "porreiros" do que alguns homens que conheço.

A festa começa pela manhá ainda cedo. Chegam os bombos que assustam a "macacada" e enfiam-se entre, as paredes, o templo Khmer em ruinas. Lop Buri foi o ponto de encontro e harmonia de duas religiões: o Indu e o Budismo. As duas fundiram-se e vivem em paz.E lá estava com as duas Nikon F70. Um reporter que se preze de o ser deve ser um dos primeiros a calcar o terreno da notícia. mesmo sem nenhuma revista ou jornal me comprar o material estou lá por conta e risco da minha algibeira.
Senhores, Senhoras na Tailândia é assim! Trata-se os macacos como gente! Com boa comida e doçaria. Entre tantas gulozeimas lá estavam os fios de ovos que foram introduzidos na Tailândia pela luso/japonesa, Maria de Pina Guiomar. Uma nobre senhora que em Lop Buri viveu e sofreu. Mas deixou algo de Portugal em Lop Buri onde na mesa do Grande Rei Narai estivera o "Foi Tong" (Fio de ovos na língua tailandesa) que o monarca se deliciou. O "Foi Tong" a doçaria mais popular na Tailândia do Norte ao Sul.
Estas figuras de mulheres de lindos e atractivos sorrisos sempre foram a minha paixão. Almas gentis e amorosas como vós não há igual no mundo. O meu amigo Yongyuth Kitwatananusont que já conheço há mais de 20 anos. Um industrial, dinâmico de hotelaria. Proprietário do hotel Lop Buri Inn e Lopburi Inn Resort. É sem dúvida alguma um amigo dos macacos, cujo estes deambulam, em liberdade total, no centro da pequena cidade Lop Buri. As suas unidades hoteleria estão cercadas de macacos moldados em cimento. E recomendamos o seu hotel Lop Buri Inn onde por pouco mais de 12 euros fica excelentemente instalado.

Toda a imprensa local e internacional está lá... e sabemos que o evento tem corrido mundo através das televisões!

Todos os anos o meu amigo Yongyuth veste um casado novo. E faz questão que pessoas amigas lhe deixem escrito o seu nome. O nosso lá está na manga e a palavra "Portuguete" que significa em língua tailandesa Portugal!

José Martins