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segunda-feira, 8 de julho de 2013

DESPORTO - MEDALHA DE BRONZE PARA ANGELO VIEIRA

Actuação dos atletas portugueses no torneio de  boxe tailandês “Muaythai” de 5 a 12 de 2004

Portugal está representado com 5 atletas no “World Championship Muaythai Against Drug Festival” (pratique box e não use e abuse de drogas). No torneio e como já informámos, no artigo anterior, estão inseridos desportistas de 71 países e, algumas nações apresentam no festival atletas de alta competição (embora amadores).

 
 Absolutamente bem treinados e, certamente, apoiados pelos Governos dos países de suas origens. Pelas informações que obtivemos do chefe da delegação João Cardoso, não foi fácil a vinda dos atletas, portugueses, ao “Muaythai” que afinal de tudo e do mais vieram representar Portugal na Tailândia. A bandeira da Quinas esteve entre a muitas durante o desfile e no final do torneio. Para nós e que vivemos na Tailândia há mais de duas dezenas de anos, foi-nos gratificante, ver o símbolo da nacionalidade lusa, desfilar, entre as outras, num espaço onde todos os dias centenas de pessoas assistiram aos combates entre os vários atletas de outras nacionalidades. Surprende-me a forma, fraternal, como os jovens lutadores se comportam entre os seus adversários e acompanhantes de apoio.

 
Vimos durante os oitos dias o período em que decorreu o torneio do “Muaythai”, uma família reunida, de várias etnias onde nos levou a creditar que não há seres humanos maus. Lutaram no ringue, absolutamente protegidos nas mãos, peito, dentes e cabeça. Ouviram os aplausos das “claques”. Socaram-se, abraçaram-se, atiraram com os adversários ao tapete. Um médico, permanentemente, junto ao ringue vigiou os combates e, poucos, ordenou que fossem interrompidos. 

 
Um árbitro, sem apito, esteve sempre atento ao desenrolar da peleja para fiscalizar os golpes menos correctos. Fora um grupo de juizes anotavam os pontos que depois seriam analisados pelo  júri conferia a vitória ao vencedor. 

 
O combate terminava com um abraço dos dois adversários. Nenhum dos lutadores (homens e mulheres) desmaiaram; tenham sofrido quebra de braços, dentes ou transportados, urgentemente ao hospital. A actuação dos portugueses foi digna, embora como acima o dissemos, tiveram de enfrentar atletas de muita qualidade. Estiveram bem! 

 
Melhor ainda esteve o Angelo Vieira, na classe dos 75 quilos que derrotou com grande brilho e lhe conferiu a medalha de bronze, o espanhol, Alejandro Wong, atleta  do clube  “Meguro” de Barcelona.

 
Depois desta vitória esteve na final, em combate, com Hachmail K do Zimbabwe (já campeão da Europa) que no final da peleja quase nos dava a certeza que a Angelo Vieira seria o vencedor, mas assim não viria acontecer, depois da decisão do júri. 

 
Um combate equilibrado e de alta técnica. Os atletas portugueses estão de parabéns e, um dia antes de partirem para Lisboa, a convite do Embaixador Lima Pimentel, foram recebidos na Embaixada de Portugal em Banguecoque. Ficamos adeptos da prática do “Muaythai” (boxe tailandês) e esperamos no futuro que com ou sem subsídios, governamentais, volte a Banguecoque, uma delegação de Portugal,  que de nós terão todo o apoio da divulgação da sua presença.

 

Sejam torneios de boxe, de futebol ou missões de qualquer “coisa” é sempre com alegria que vemos a bandeira, verde rubra, das cinco quinas e dos sete castelos envolvida,entre as outras, a dar o ar da presença de Portugal na Tailândia. Um Portugal a perfazer os quase 500 anos de excelentes relações com o reino da Tailândia que devem  ser mantidas e, bem vindos, serão os atletas portugueses ao próximo torneio “Muaythai”.
 
José Martins/2004