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segunda-feira, 8 de julho de 2013

DESPORTO: LUIS FIGO EM BANGUECOQUE




Mas que linda festa!
E mais bela porque com a equipa de futebol, dizem a melhor do mundo, o Real Madrid, estava o seu treinador Carlos Queirós e o Luis Figo. Um Figo português (pingo de mel) que foi o mais “bom” das raparigas tailandesas e, prova-o isso que depois de o Luis autografar uns calções e a camisola, com o seu número, uma jovem beijava-os e cheirava-os como se fosse perfume da flor do “rosmaninho” .

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O Carlos Queirós que apenas o conhecíamos por fotografia, preguei-lhe uma partida!
Foi mesmo isso. O Carlos Queirós observava as voltas ao campo de aquecimento que o Luis Figo  (certamente para se refazer de uma lesão numa perna e que não lhe permitiu mostrar as suas habilidades futebolisticas aos sem conta admiradores/as que já possui na Tailândia). Sorreitaramente e, de máquina preparada para o disparo: “ Ó Carlos sorria-se?” 
 

Foi o melhor “boneco fotográfico” que consegui  a curta  permanência de 36 horas do Real Madrid na “Cidade dos Anjos”. Estupefacto, ficou o treinador (claro o melhor do mundo) de ali ter encontrado um “portuga”, dos quatro costados, na pista de atletismo a fazer uma reportagem. 
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Trocámos breves palavras, onde se conjuga a minha permanência na Tailândia. Não tive tempo de lhe falar da história de Portugal na Tailândia (na proximidade dos 500 anos) e assim lhe dizer que os portugueses foram os primeiros ocidentais a ter relações de amizade com a Tailândia.  

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Paciência fica para a próxima. O treinador português é uma pessoa que denota muita humildade, nenhuma vaidade e cativa todos aqueles que conversam com ele. Não se privou de tirar fotos com as pessoas que lhe pediram para tirar junto e escreveu e  autógrafou  camisolas quando se dirigia para os balneários. 
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Com o Luis Figo e, porque a um jogador não lhe sobra tempo para falar não deixei, porém, de lhe dar as boas vinda quando passou, junto a mim, numa sala do hotel. “Luis Figo bem-vindo a Banguecoque”! 


Respondeu-me com um obrigado. Não entendo “nadinha” de futebol.  Conheço a cara de meia dúzia de jogadores portugueses dado ao favor e graça da nossa RTPi (que dizem, agora, estar melhor) que me entra em casa 24 horas. 
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Encontros de futebol só os vejos quando a selecção de Portugal  e, se está a perder desligo. Perder não é comigo  mesmo que seja a feijões.


Sem o Escudo Português a figurar na manga da camisa de Carlos Queirós e na camisola de Luis Figo regozijei-me pela presença de duas figuras conhecidíssimas integradas no “nuestro hermano grande y rico”  Real Madrid na capital da Tailândia. 
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Finalmente, Portugal,  não importa só azeite,frutas, leite e vinho da vizinha Espanha mas (está à vista) exporta material, humano, para ajudar o Real Madrid a obter bons resultados. De futebol os espanhois talvez sejam melhores que os portugueses.... mas no jogo do pau e de pá do forno, isso é que eles nunca foram!


Estou agradecido aos “rapazes dos jornais”, de Banguecoque, de não se ter esquecido nos seus relatos inseridos nos seus jornais e revistas  que o Figo e o Queirós eram de nacionalidade portuguesa. 
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A presença do Real Madrid no passado dia 10 de Agosto foi uma autêntica festa. Ganharam, como se diz em calão desportivo: “à rasquinha”! 
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A combatividade da selecção tailandesa só deu a oportunidade da vitória com uma escassa margem de 2 a 1. E, se não houvessem umas batidas nas traves das redes do guarda redes Cesar Gonzales  a selecção tailandesa teria ganho a partida. 
 

Aqui há também de se ter em conta o tamanho dos “calmeirões” dos atletas do “plantel” de Carlos Queirós e o dos mais pequenos e aguerridos jogadores tailandeses. 
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A assistência de 70 mil pessoas (todas sentadas) num estádio a rivalizar com os melhores que existem por esse mundo fora estavam ali para apreciar  a fina flor do “chuto”, do mercado mundial e nunca (se viesse era boa), vaticinar o infringir uma derrota ao Real Madrid.

  
A organização que promotora da vinda da equipa madrilena a Banguecoque e as gentes tailandesas mais uma vez mostraram a sua forma hospitaleira de receber e não só o civismo demonstrado durante o jogo. 
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A a louvar a eficiência das autoridades e polícia tailandeses que conseguiram um sistema de segurança impecável quer no hotel onde o Real Madrid esteve hospedado e durante o encontro.


Houveram algumas anomalias na circulação automóvel e arrumo nos parques à volta do estádio  Rajamangala mas isto se deve à afluência de milhares de veículos. 
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Os bilhetes esgotaram-se e, como em toda a parte houve “mercado negro” à volta do estádio. Claro que não foi às escondidas mas às claras e o preço era o de quem dáva mais! Negócios são negócios e cada um que investe o seu “papel” que lhe traga os melhores lucros.


O preço foi vário desde 400, 500 e 800 bhat (  8, 10 e 16 euros) 
Depois de finalizar o encontro as luzes,principais do estádio apagaram-se e milhares de velas surgem acesas das bancadas e, na pista de atletismo os jogadores dos dois grupos e outras altas individualidades tailandesas, seguravam nas mãos, também, uma vela acesa, em honra da celebração do aniversário e os 71 anos de S. M. a Rainha Sirikita a esposa real de S. M. o Rei da Tailândia Bhumibol Adulyadej.
José Martins
Agosto 2003