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quinta-feira, 27 de junho de 2013

EM 1 DE JULHO DE 2009 EU ESCREVI.....

GRANDE VITÓRIA DOS PORTUGUESE NA TAILÂNDIA

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duas semanas aqui noticiámos o início das celebrações dos 500 anos da chegada dos Portugueses à Tailândia. O governo tailandês, através do seu MNE, fez chegar às Necessidades a intenção de comemorar em grande formato o mais antigo tratado de amizade entre um Estado europeu e uma nação asiática. À vinda de jornalistas portugueses convidados pelos tailandeses, junta-se a realização de um grande simpósio, hoje realizado em Ayuthia, capital do Sião até 1767 e onde se fixou durante mais de 200 anos um importante bandel português. Intitulado 500 Anos de Relações entre Tailandeses e Portugueses, o simpósio foi organizado pelo Departamento de Belas Artes de Silapakorn e reuniu um importante friso de historiadores tailandeses. As autoridades governamentais não deixaram de acorrer ao evento: o Vice-Ministro da Cultura, o Director Geral do Departamento de Belas Artes, o governador de Ayuthia e outros quadros superiores dirigentes do Estado marcaram presença, numa manifesta demonstração de interesse e apoio a todas as iniciativas que decorrerão a partir de hoje em solo tailandês evocando a chegada de Duarte Barbosa, enviado ao Sião em 1511 por Afonso de Albuquerque para estabelecer relações com o Rei do Sião. (Texto de Miguel Castelo Branco)-
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À MARGEM: Não me poderia ficar despercebido o interesse que o Governo da Tailândia vem tendo para avivar os 500 anos das relações com Portugal. Aliás este interesse já vem dos anos de 1982 de quando o Embaixador Mello Gouveia pretendeu trazer à luz do dia e identificar o "Ban Potuguete" (Aldeia dos Portugueses) , graças ao patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e o suporte do Departamento das Belas Artes da Tailândia.
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Inúmeras vezes me desloquei, ao "Ban Portuguet" em peregrinação, a partir de 1983 e de quando iniciadas as escavações da Igreja de S.Domingos. Igualmente o interesse de um grupo de jovens, estudantes da Universidade Chulalongkorn que com entusiasmo, ali trabalhavam e dormiam durante a semana numa casa, de madeira, construída, junto à margem do rio Chao Prya (Praiá).
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Felizmente fui documentando, em imagens, essas passagens. As escavações foram orientadas pelo meu velho amigo, o Patipat, arqueólogo e Director (na altura) do Departamento de Belas Artes em Ayuthaya. Outra figura, portuguesa, que não pode ficar ignorada foi o interesse de jovem arquitecto Kol de Carvalho (antes tinha orientado a restauração de um forte português em Oman), que junto ao Patipat, os dois executaram um trabalho meritório.
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Ainda durante as escavações a jovem Princesa Maha Chakri Siridhorn visitou o Campo de S.Domingos; muitas outras personalidades da vida pública portuguesa, que bem aqui as poderia enumerar, mas ficará para outra altura.
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Bem é que há pessoas armadas em investigadores (de ocasião) que procuram vender, na feira, o seu peixe; ficar nas fotografias (mera publicidade de promoção pessoal) com pessoas gradas, com a intenção de atingir objectivos no próximo futuro; armarem-se em "sabichões" que conhecem tudo e mais que tudo em cima dos vestígios que ainda existem e toda a história "tim-por-tim" desde que Afonso de Albuquerque, ordenou que de Malaca, Duarte Fernandes em 1509, fazer uma abordagem junto ao Rei Tibodi II, informando-o que o Rei de Portugal tinha intenções de conquistar aquele território.
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Porém o autor da peça que a publicou no
http://combustoes.blogspot.com não estagna em continuar a dar os seus "miminhos" como lhe ficam a jeito aos Embaixadores de Portugal Maria da Piedade e António de Faria e Maya, cujo com este "trabalhinho", será para nem mais nem menos que obter a almejada "recomendaçãozinha" para vir a ser o heroi (já sonhado há meia dúzia de anos) e o "manda chuva", para as celebrações (que se aproximam a passos largos) da "Chegada dos Portugueses ao Reino do Sião".
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Há pessoas que antes de entrar no esquema planeado, começam a escavar o terreno de pouco por pouco e quando vêm que chegaram à mina há agora que explorar o filão de ouro. Eu conheço este e outros de "ginjeira" que apareceram por aqui armados de sabedores de nada.
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O destino de todos os promotores de sua imagem e os "miminhos" , com que decoram os outros, acabam na estaca ZERO. Já que não foram profetas na sua terra, zarparam, para outras tentar suas sortes. Os homens fazem-se pelas obras vivas e não pelo sistema "rançoso" de impingir, aos outros, propaganda. Bem, isso, demonstrou, as deturpadas informações que foram dadas à jornalista, Elsa Resende, da Lusa, no mês passado.
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Para terminar aqui fica assinalada, a ingratidão do autor, não tenha referido a "Fundação Calouste Gulbenkiam", que o sustenta, com uma bolsa de estudo, para se manter em Banguecoque, que sem esta instituição (não refiro o prestimoso contributo do "Fine Arts Department da Tailândia), não seria possível trazer à vida as ruínas da Igreja de S. Domingos.
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Uutras pessoas, incansáveis, da Tailândia e Portugal, que contribuiram para o projecto, o Embaixador Mello Gouveia (que ainda hoje vive o "Ban Portuguete") e o Dr. José Blanco, Administrador da Gulbenkian (reformado) ficarão para depois escrever sobre suas obras. Tenho material de sobra, nos meus arquivos, para mais tarde ser contadas.
José Martins
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P.S. O autor, autodidacta, não se considera historiador, investigador, mas um entusiasta, há 26 anos, em cima do relacionamento histórico entre Portugal e a Tailãndia e escrito centenas de páginas em cima do tema, que tem servido a historiadores, investigadores , jornalistas,cineastas e inúmeros portugueses que levou ao local, graciosamente.