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quarta-feira, 24 de outubro de 2012

UMA CARTA - PARA QUE A MEMÓRIA NÃO SE VÁ...



Exmo Senhor
José Martins

Apanhei o seu valioso  tema dos esquecidos da Ásia ... acrescentando que a memória não se vá para a construção do futuro, permita-me que lhe conte o seguinte:
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Passei por Malaca depois de uma missão de 3 anos em Timor-Leste. Fi-lo porque meu pai (falecido em 1955) falava da valentia dos marinheiros que chegaram a Malaca em barcos de cascas de nozes, comandados pelo bravo de Afonso de Albuquerque: Neste sonho que sempre me acompanhou, mas  não sabia que chegava ao Bairro Português de Malaca e me recebiam com tanto afeto. 

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Ouvi suas queixas de abandono de Portugal, falaram de tantas coisas nossas e do Padre Pintado. Acabei por prometer que não os iria esquecer.
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Cheguei a Portugal e em 12 de Junho de 2008 nasce a Associação Cultural Coração em Malaca (Korsang di Melaka)
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Não tive mais descanso até hoje e muito temos feito em prol de um legado que não podemos deixar morrer.
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Por 2 vezes visitamos Freixo de Espada à Cinta para visitar as irmãs do Padre Pintado e saber mais sobre SEU  valioso contributo.
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Fala do Padre Pintado no mesmo artigo. Na certeza que muito nos poderá ajudar para a divulgação da sua influência na cultura da comunidade de Malaca.
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Um dos nossos objectivos são palestras nas escolas e outras instituições divulgando este legado secular .
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Estamos ao seu dispor para outras informações, aguardando as melhores noticias.
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Muito obrigada

Um fraterno abraço da Korsang di Melaka
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Luisa Timóteo
Presidente da Direção

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25.10.2012
Senhora Dona Luisa Timóteo,
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Muito obrigado pelo seu bonito e-mail.
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Por mais estranho que possa parecer e depois de uma longa vivência na Tailândia nunca viajei a Malaca. Porém ligado a ela de alma e coração.
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Conheci e fui amigo do falecido Padre Pintado e numa das suas viagens à Tailândia mostrei-lhe as coisas, antigas, portuguesas neste Reino.
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Tenho nos meus arquivos algo de interesse que se refere a Malaca que terei muito prazer em oferecer  à Associação criada: micro-filmes com os registos de nascimento, casamento e óbitos da  Comunidade Lusa-descendente (sec 18 e 19), que Padre Pintado me ofereceu  e outra documentação, fotografias. 
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Necessito, tempo, de a reunir para depois a expedir para Malaca desde que me informe a direcção.
Abraço lusofóno
José Martins