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terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

EMBAIXADOR TADEU SOARES, ENJOADO, PARA MIM: “NOSSO PAÍS É CONHECIDO PELOS MOTORISTAS E CRIADAS DE SERVIR”

História  real (aliás não sei mentir) aquela que vou escrever.José Tadeu Soares, diplomata de carreira, andou por seca e meca e acabou por ser acreditado, como embaixador de Portugal no Reino da Tailândia em meados do ano de 1999. 
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Tadeu Soares era assim,assim, como um diplomata “menino do coro” cheio de tiques, amaneirados, que os deve ter apanhado por onde, na estranja andou. 
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Banguecoque foi o primeiro posto (embora ainda não o fosse) com a categoria de embaixador, plenipotençário, com todos os poderes, conferidos e mais alguns que por sua livre vontade tomou o de esmagar os que o serviam bem e optar por outros.


Quando embaixador Tadeu Soares se me apresentou, pessoalmente, me pareceu ser um embaixador “queridinho”, porque os modos com que se me dirigiu a mim era mesmos isso. Tadeu vinha tomar o lugar do embaixador Mesquita de Brito que não terminou a sua comissão e alguém, que nunca se soube o tramou que teve ordem para regressar ao Palácio das Necessidades com um bilhete de avião de um só caminho.
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Pra mim e porque já seguia há uns anitos nos meandros da diplomacia, na embaixada de Portugal em Banguecoque é sempre uma incógnita, porque (embora antes de assumir funções já sabia dele certos, preliminares, tiques se macho ou maricas) nunca se sabia o que me ía sair na rifa.


Não posso, de principio ter razões de queixas de Tadeu Soares, vi-o como pessoa simpática, o mesmo não foi para a sua secretária a Kung que usava a saia meio palmo acima do joelho, para mostrar a bela perna que Tadeu embirrou com as ditas, torneadas, da rapariga. A Kung, uma excelente funcionária não esteve com meias e sobras medidas partiu e foi para outra banda servir a diplomacia de outro país.
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Aonde eu quero chegar: “na altura e de quando Tadeu Soares assumiu funções de representante de Portugal para a Tailândia e mais seis países do Sudeste Asiático eu era, também, na parte comercial, o representante, há dois anos, do ICEP legal de Portugal para os mesmo paises de que Tadeu Soares que nunca viu com olhos de ver... 
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Poderia lá ser um “tipo” que era eu, um assalariado ao serviço do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com a licenciatura e o diploma da 4ª Classe da Instrução Primária, representar o comercio de Portugal na missão diplomática que ele vinha assumir seu destino?” 
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Um osso que eu teria de roer porque Tadeu em vez de me deixar continuar activar o comércio português na Tailândia, promovendo os nossos vinhos, o azeite, as azeitonas, as sardinhas de conserva colocava-me a bater telegramas, de um cozinhado extraído de recortes dos jornais, locais, que muitos dias batia aquela prosa, lixo, até às 10 horas da noite.
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O comércio português na Tailândia que fosse colher urtigas e o que era preciso seria Tadeu Soares enviar muitos telegramas e faxes para a CIFRA do Palácio das Necessidades e ali ficarem cientes que Tadeu era mesmo aquele barra a produzir serviço.
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De qualquer forma e feitio lá foi fazendo conforme ia podendo o serviço de dactilógrafo, de arquivos, das constantes emendas da prosa de Tadeu (pois ele também sofria do síndroma da crítica dos colegas dos erros ortográficos) e as funções que me diziam respeito, por obrigação do ICEP. 
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Clique na imagem para a ver ao tamano natural


Eu tinha sido convidado pela organização de feiras internacionais de Banguecoque a BITEC, para expor produtos portugueses num pavilhão de 20 metros quadrados, absolutamente gratís, junto a outros de embaixada. Fiz os meus planos dos produtos que lá deveria expor e como deveriam trajar as duas hospedeiras, de pavilhão,  ali estariam presentes a informar os visitantes e a distribuir panfletos, turisticos e outros relativos a Portugal.
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Apresentei o meu projecto ao embaixador Tadeu Soares onde incluia além da informação bilingue (inglesa e tailandesa) que as duas hospedeiras estariam vestidas com trajes minhotos. 
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Depois de o informar do traje das meninas, bonitas, (tive sempre o cuidado na selecção) hospedeiras Tadeu Soares em termos de irritado e não menos enjoado: “Portugal é conhecido no Mundo como um país de motoristas e criadas de servir!” 
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Fiquei (sem dar por isso) estupefacto perante Tadeu Soares e de quando o traje, lindíssimo, de Viana minha filha Maria Martins, vestindo-o dois anos seguidos num concurso de trajes de países na sua escola internacional ficou em primeiro lugar. Voltarei, mais tarde a histórias com Tadeu Soares de quando por três anos e dois meses o servi.
José Martins