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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

PORTUGAL: QUE PAÍS É O MEU?

Por várias vezes me interrogo-me: "Portugal que país é o meu?"
Salto da cama bem longe da pátria onde nasci e as novas tecnologias (a Internet) dão-me a vantagem de dar uma vista de olhos pelos jornais portugueses e os estrangeiros.
Meia noite em Portugal, parte da população já dorme. A vantagem de seis horas que levo à frente no tempo. Os jornais da minha pátria todos os dias me trazem ruins notícias que me deixa pensativo que a terra onde nasci houveram muitas degenerações e mudanças de hábitos.
Verifico que pela a aragem os portugueses estão a viajar em ruim carruagem. O que se passa em Portugal, é demasiado sério e prevejo maus tempos estão à cabeça. Leio as notícias, nos jornais, daquilo que se haja passado ontem, dia 20 de Agosto de 2008:
Em Setúbal morreu ourives assaltado e baleado com dois tiros na cabeça; casal de Gaia escapa a "carjacking", disparados tiros e escaparam; uma camioneta que transportava, valores foi assaltado à bomba e os larápios fugiram, livremente, sem ninguém lhes travar a corrida.
Ora acontece que em Portugal no dia-a-dia, ocorrem assaltos, crimes e parece-me que já ninguém tem mão nos criminosos e nos ladrões. Os portugueses, por natureza, são pessoas de brandos costumes, hospitaleiros e de fácil assimilação a outras raças. Já lá vão os tempos em que se caminhava, pela noite a dentro, nas grandes cidades na paz plena.
Assaltos eram raríssimos!
Os estabelecimentos, comerciais, eram guardados durante a noite pelo guarda nocturno que, pachorrentemente, caminhava pelo passeio, sem pistola e apenas com o cassequete pendurado à cintura. Uma das várias funções do guarda nocturno era o de acender ou apagar as luzes dos estabelecimentos, cujos proprietários lhe pagavam uma avença, mensalmente, de uns 10 ou 20 escudos, conforme a generosidade e a simpatia do já (muitos quais ) idoso guardador da noite.
O tempo é de mudanças, mas os portugueses não mudaram as orígens de suas raízes, mudaram foram as gentes que, livremente, atravessam as fronteiras de portas escancaradas.
Portugal bem se pode considerar o "penico" da Europa onde de todos os países do continente e de outros, desembarca toda a qualidade de gente e nascidos de muito boas e más mães.
É certo que no correr dos séculos várias etnias se fixaram na Lusa Pátria:
Fenícios, Tartessos, Célticos,Iberos, Cartagineses,Romanos, Bárbaros, Vândalos,Suevos, Visigodos e os Mouros.
Dom Afonso Henriques fundou a nação portuguesa em Guimarães há 888 anos e no correr de mais de oito séculos, Portugal foi crescendo a poder de muitos sacrificios e lá foi vivendo entre os poucos vales e as montanhas onde abundam mais o granito que a terra de lavradio.
Enfrentou guerras, perdeu umas, ganhou outras e a soberania, foi oferecida a Castela, depois de beijado o anel cardinalício de Dom Henrique.
O povo português é emigrante desde o século XV até à época que corre, fixaram-se, por todos os continentes do Globo, desenvolveram países; de gente ordeira, humilde e trabalhadora.
Eu que corri "Seca e Meca" por vários países durante 46 anos que levo emigrante, estou à altura de o poder afirmar.
Porém os delírios, dos políticos portugueses, contaminaram, o Portugal no seu todo!
Liberdade, elogíos à democracia, por cantores e trovadores da ocasião. Aparecerem os políticos (de escadote e os coladores de "posters" nas paredes) que depois, "melros de bico amarelo", chegaram a ministros de qualquer pasta. Mais tarde veio a exuberância de Portugal, da "changada de pedras" estar inserido no grupo dos ricos da Europa.
Há delírios, há os "barrigas inchadas" que não param e querem ir mais longe...
Mandaram as notas de 100,500 e 5000 escudos para o forno, para as fazer em cinzas e as moedas para a fundição.
Estamos na moeda única o Euro e uma "chatice" para o povo entender aquela moeda e não só, os arredondamentos, para facilitar os trocos.
Deixaram de haver os tostões e os escudos. A tragédia está implementada e trava o desenvolvimento económico de Portugal.
É que se a moeda de Portugal, continuasse a ser o velho escudo, Portugal teria mais competitividade nos mercados estrangeiros. Depois de inserido Portugal na Europa, a chegada da moeda única o Euro, vieram outras caras de diferentes orígens e com elas a roubalheira, os assaltos, o "carjacking", os crimes violentos, a corrupção rampante a todos níveis e a falta de moral, cuja esta se alastra como uma doença, endémica, que já não tem cura.
Portugal começa a ser um "Texas" americano, onde a Lei começa a ser a da "bala"
E para terminar: "Minha Saudosa Casinha, Meu Lar, Minha Pucarinha de Mijar...".
José Martins

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