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quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O RATO PARIU UMA MONTANHA!

Junto à frescura, matinal, da margem do Rio Kwai, a uns três quilómetros a jusante da ponte da "infâmia" onde na II Guerra Mundial os japoneses sacrificaram milhares de soldados das tropas aliadas e trabalhadores, do Sudeste Asiático, vidé: http://aquitailandia.blogspot.com/2008/04/ponte-do-rio-kwai.html , através do computador dou uma vista de olhos pelos blogues de mais interesse e clico no http://frombangkok.blogspot.com/ elaborado por Nuno Caldeira, conselheiro político, diplomata, da Comissão da União Europeia, em Banguecoque. Tenho pela frente uma peça a que o Caldeira intitulou "A Tailândia em Portugal" onde o articulista dá conta que o número de negócios tailandeses, em Lisboa, tem multiplicado - em Bangkok onde não se consegue comer um caldo verde - o número de tailandeses, em Lisboa, anda à volta de 100 - mais ou menos os portugueses aqui - os portugueses na Tailândia, na maioria estão a trabalhar em empresas multinacionais - há mais estudantes tailandeses em Portugal do que aquilo que poderemos pensar que acabam por abrir pequenos negócios. Refere-se ao restaurantes tailandesese "Sukhothai", "Banthai", "Medithai" e a outros dois que nunca visitou. O que nos chama a atenção é a desinformação que Nuno Caldeira insere no artigo e que bem se pode intilular o "Rato pariu uma montanha". De facto os cinco restaurantes, tailandeses, existem. O primeiro estabeleceu-se em Portugal, há cerca de uns 20 anos, para os lados de Caldas da Rainha foi-lhe dado o nome de "Supatra" e segundo informações, obtidas, viria a encerrar. Não corresponde à realidade residirem em Portugal, permanentemente volta) de 100 tailandeses, nem tantos estudantes a aprenderem português do que aquilo que se possa pensar. E dá conta que na Tailândia residem (mais ou menos) 100 portugueses e que a maioria estão a trabalhar em empresas multinacionais, o que não corresponde à verdade. Em multinacionais, assim de momento, não poderemos saber quantos; em organizações internacionais (Nações Unidas) temos conhecimento de dois; hotelaria nos parece dois - uma senhora num "resort" em Hua Hin e um senhor num hotel no centro de Banguecoque. Num banco internacional um senhor, que conhecemos e que de momento não nos ocorre o nome. Depois existem os que aqui vivem há muitos anos, com visa de permanência, durante um ano, que para tal terão que provar que têm 800 mil bats (cerca de 16 mil euros numa conta bancária ou rendimentos, mensais de uns 60 mil bates, cerca de 1200 euros), onde neste número estamos (há cerca de 30 anos) incluídos. Seremos os portugueses residentes em Banguecoque mais ou menos uns 25. Há 20 anos o número rondava os pouco mais de 20. Não temos conhecimento de quantos vistos de residência de estudantes tailandeses a estudarem em Portugal e trabalhadores, contratados, para exercerem suas actividades, nos restaurantes acima citados, mas apostamos que a secção consular da Embaixada de Portugal, em Banguecoque, não teria emitido vistos para tailandeses em Portugal, a mais de uma dúzia. Tanto em Portugal como na Tailândia não e fácil o obter-se a residência de permanência e obedece a regras burocráticas e prova que tem meios de subsistência para permanecer quer num ou outro país. Quanto à "galinha assada" e os pasteis de Belém da cadeia do "Nando", não conhecemos o sabor do frango se é de "churrasco" amalaguetado, porque ainda não o saboreamos. Quantos aos pasteis de Belém já os provamos (vendidos numas caixinhas de papel), aquilo nada tem a ver com os deliciosos portugueses mas sim um amassamento de farinha de "custard" que ficam, depois de cozinhados, uns pasteis "amarelitos/esbranquiçados" sem graça ou sabor que se compare aos de Belém. Assim a informação que Nuno Caldeira que colocou a circular no seu blogue é absolutamente deturpada que consideramos espampanante e engana quem a lê. Quanto aos estudantes tailandeses, aprenderem o português básico, cujo o interesse partiu do Embaixador Mello Gouveia há 24 anos e desde então apenas umas 3/4 pessoas, tailandesas, o falam e escrevem fluentemente e o básico, pensamos que não mais de uns quatro a/seis tailandeses que utilizam, a língua, na profissão de guias turísticos e que lhes dá também, de meio de comunicação, para acompanharem turistas brasileiros, espanhois e italianos. Quem aprende uma língua é com o objectivo de a usar para ganhar a vida ou empregar-se numa empresa portuguesa sediada na Tailândia. No Reino da Tailândia não existem e as estabelecidas a TAP e EFACEC partiram do país há cerca de 10 anos. Quanto à permanência de massagistas tailandesas em Lisboa agrada-nos a notícia... Abriu-nos o apetite e vamos já, ao fim de colocar esta peça na "Internet" deliciar-nos com uma, no "resort" onde estou hospedado, "Jolly Frog" a 120 bates a dormida (uns pouco mais de dois euros e meio).
Assim o "Rato pariu uma montanha" na óptica de Nuno Caldeira.
José Martins

6 comentários:

Nuno Caldeira da Silva disse...

Ora bem. Um dia se quiser posso-lhe mostrar o meu Cartao de Diplomata emitido pelo Ministerio dos Negocios Estrangeiros da Tailandia. Quanto ao numero de Tailandeses residentes em Portugal, segundo registos na Embaixada deste pais em Lisboa, sao masi de 100. Quanto aos restaurantes tailandeses em Portugal para alme dos que referi existem muma boa meia duzia mais. Quanto aos Portugueses a viver na Tailandia, ja nao ha nenhuma senhora para as bandas de Hua Hin, está sim mas em Phuket. O banqueiro que lhe nao ocorre o nome ja nao está em Bangkok, etc, etc. Um bom dia

Jose Martins disse...

Caro Dr. Nuno Caldeira,
Muito obrigado por visitar o "Maquiavelices".
1. diplomata referia à nacionalidade portuguesa e não à tailandesa, mas natural que deva possuir um cartão de "imunidades diplomáticas" dado que é funcionário da Comissão da União Europeia, em Banguecoque. Nós já tivemos um por muitos anos de "capas de cor branca);
2. Não me regulei pelos registos que possam existir na "Missão Diplomática da Tailândia" em Lisboa, mas sim, pelos cálculos, dos vistos de residência que tenham sido emitidos na Secção Consular da Embaixada de Portugal em Banguecoque;
3. Assim como não se podem considerar portugueses residentes na Tailândia, apesar de terem feito a inscrição consular no consulado português, devido ali irem tratar um documento de passagem pela Tailândia;
4. Que me agrada haver em Portugal mais meia dúzia de restaurantes tailandeses o que denota investimentos, estrangeiros, no nosso país;
5. Não sabia que a Ana Maria Tavares já não se encontrava no "Chiva Som" que conheço há 18 anos. vive entretanto na Tailândia.
5. Quando ao banqueiro desconhecia já não residir em Banguecoque.
Uma boa tarde e aqui vai o meu esclarecimento.
Abraço (sincero!)
José Martins

borboleta disse...

muito bonito o blog :)
obrigada pela visita e pelo comentário
beijinhos

Nuno Caldeira da Silva disse...

Obrigado pelo abraco. O cartao na realidade nao é branco mas azul.A Ana Tavares esta no Six Senses há tres anos.

Ainda ontem estive com mais estudantes que vao para Portugal fazer a sua pó graduacao.

Um bom dia

Jose Martins disse...

Caro Dr. Nuno Caldeira,
Muito obrigado pelas informações. Fazemos votos que a Ana Maria continue na senda de sucessos na Tailândia. Nós e ela fomos padrinhos do casamento (na tradição tailandesa) do Zé-Zé Beleza e da esposa (já divorciados) no "Salão Nobre do Oriental Hotel", em 1998. Gostava de a ver... Não penso que a Ana Maria, seja uma ingrata e esqueça os amigos de outras eras... Talvez um dia... É com agrado que recebemos a notícia que estudantes tailandeses seguem para Portugal para a "pró-graduação". É com imenso gosto em futuro próximo possamos dar a notícia que afinal, estavamos enganados e que a divulgação da língua portuguesa na Tailândia segue de vento em popa e recomenda-se. Abraço (sincero)
José Martins

Jose Martins disse...

Borleta,
Obrigado pelos elogios. Vou a seguir vistar o teu. Bjs
Jose