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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

AMÉRICO AMORIM, O HOMEM MAIS RICO DE PORTUGAL, É MEU AMIGO!

Foi com muita satisfação que tive conhecimento, através da comunicação social, que o meu amigo Sr. Américo Amorim, é o homem mais rico de Portugal!
Posso aqui teclar: "O amigo Rico e o amigo pobre", o "teso" sou eu, está bem de entender. Ora eu estou ligado por simpatia e amizade ao "Grupo Amorim" há uns 24 anos. Quando tive as primeiras ligações com o "Grupo Amorim" foi através do seu diligente vendedor de cortiças em bruto e obra, Fernando Oliveira
O Fernando Oliveira, um jovem de uns 27 anos, em 1984, tinha crescido no viveiro do "Grupo Amorim" que já era grande, a empresa, mas não tanto como agora o é. Na Ásia, quando o Fernando Oliveira chegou a Banguecoque, o "Grupo Amorim" já vendia, há vários anos, cortiça em bruto para manufacturar bolas de "badmington" e algumas rolhas em estabelecimentos do "Sampeng" (China Town) para engarrafar "mezinhas". O embaixador Mello-Gouveia, um diplomata de visão, convidou várias empresas portuguesas para se instalarem na chancelaria da embaixada. Apenas o "Grupo Amorim" respondeu à chamada e baseou-se por cerca de 10 anos. O Fernando Oliveira quedava-se pela Ásia, durante um ano e deslocava-se de Banguecoque a outros países do Sudeste Asiático até ao Japão.
O jovem Oliveira, movimentava-se em Banguecoque nos autocarros de três bates, os percursos, para visitar os clientes... As vendas de cortiças atingiram números excepcionais. Hoje na Ásia e Oriente as vendas de cortiças portuguesas vão de vento em popa, graças ao embaixador Mello Gouveia. As máquinas de escrever da embaixada eram modelos comprados na década cinquenta do século XX, obsoletos e o Oliveira cada vez que ia a Portugal, com ele, de volta, trazia uma máquina MBA, eléctrica e mobilou parte dos quartos da chancelaria com apetrechos metálicos. Nas suas saídas para fora de Banguecoque era eu quem lhe recolhia todas as comunicações do exterior. Criei uma amizade sólida, com o "Grupo Amorim" e, mais tarde, com o Sr. Américo, um homem simples, conversador e até me contou de quando jovem seguia de comboio para França com uma saca de rolhas, as amostras, do produto que ia vender. De quando o ICEP encerrou a Representação em Banguecoque o Sr. Américo Amorim interferiu para que continuasse a funcionar e eu como representante. Não foi atendido... foi pena ter-se perdido uma Secção Comercial na Embaixada de Portugal que eu tinha desenvolvido por 5 anos e três mêses. Mas o Presidente do ICEP não poderia atender o meu amigo Sr. Américo Amorim... Quando me chegou a comunicação, em Agosto de 2001, que a Representação do ICEP iria encerrar na Embaixada de Portugal em Banguecoque fui, de imediato, dar conhecimento ao embaixador Tadeu Soares, para que fizesse algo... Quando lhe comuniquei encolheu os ombros... Tanto lhe dava como lhe deu que a representação encerrasse e que o desenvolvimento do comércio na Tailândia fosse colher urtigas... Fora de mim e revoltado pelo aquele encolher de ombros respondi-lhe: "Bem Senhor Embaixador, encerraram a Secção Cultural, agora encerram a Secção Comercial, bem melhor fecharmos a loja e irmos para casa..."
Não me respondeu.
Nem teria sido necessário!
José Martins

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