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quarta-feira, 20 de agosto de 2008

LISBOA SOS - AS MISÉRIAS DA EX-CAPITAL DO IMPÉRO

Devo ser um dos primeiros que linquei o blogue http://lisboasos.blogspot.com/ nos dois meus. Uma pessoa contactou-me, por e-mail, desde que colocou o blogue a circular na Internet. O blogue principiou por publicar umas poucas fotografias e quando as vi fiquei completamente "abismado" pelo estado degradante em que se encontrava, Lisboa de edifícios, jardins, estátuas, azulejos e paredes, monumentos completamente "borrados" de tinta. Conheço mal Lisboa e durante a minha vida, já longa, passei por lá por curtos espaços de tempo. A última vez há dois anos não saí da residêncial onde me hospedei na Defensores de Chaves. O blogue LISBOASOS, sabemos que não vai resolver os problemas que abundam por toda a Lisboa, porque são demasiados e como as feridas "grangrenosas", só com a amputação se curam. Hoje surpreende-me que o jornal "Público" publicou uma peça a quatro colunas que faz eco ao estado calamitoso em que Lisboa se encontra. Ora eu sempre pensei que Lisboa com tão boa gente a dirigir a Câmara Municipal, os que conheci: Eng. Nuno Krus Abecasi, Dr. Jorge Sampaio, Dr. João Soares, Dr. Santana Lopes, Eng. Carmona (não sei se mais algum) e de momento o Dr. António Costa, seria uma cidade bem cuidada. Lisboa no estado em que se encontra e depois de tantas pelejas políticas (um mergulho, há anos, nas águas do Rio Tejo pelo Prof. Marcelo Rebelo de Sousa), não sei a quém se deva dar algum mérito por obra que haja feito. Porém quando começaram a ser publicadas fotografias referentes à "Tapada das Necessidades" e legendadas em forma "achalaçada", não fazia (por falta de conhecimento) a ideia se era ou tinha sido a quintinha de recreio agregada ao "Palácio das Necessidades" onde se instala a diplomacia portuguesa. Tudo nessa tapada está, uma desgraça diplomática, pelo estado observado no espaço, ao ar livre, onde houveram piqueniques da realeza portuguesa e europeia. Estou a imaginar aquele espaços com criadas de tocas e aventais de renda de cor branca a tomar conta das criancinhas que nasceram num berço dourado. Por lá às escondidas, entre os arbusto, um nobre, igual ao Conde de Abranhos (o romance do malicioso Eça de Queirós) num aliciamento, amoroso, a uma "sopeira" do palácio. Hoje, no estado em que se encontra o pulmão verde do Palácio das Necessidade não passa de um "mostrengo" onde crescem os arbusto aos sabor da natureza. E mais ainda espaços de portas escancaradas onde no chão há papeis desarquivados. Pensei que a "Tapa das Necessidades" seria um jardim agradável (bonito lá devia ser!), onde depois de uma reunião do chefe da diplomacia portuguesa, com um seu homólogo estrangeiro, saissem do gabinete onde o "meeting" teve lugar e os dois, para um passeio higiénico, pela Tapada, trocarem dois dedos de conversa. Assim não há passeio para ministros ou diplomatas! Sabemos que os autores do blogue se mantêm no anonimato ( o que compreendemos) de que o fazem com o receio de "represálias" do lado dos "poderosos" que ainda usam como arma de arremesso a dos "medos".
Jose Martins

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