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sábado, 9 de agosto de 2008

"HÁ UM LIMITE PARA TUDO"

Com a devida vénia transcrevemos um peça do jornalista Carlos Fino e publicada no blogue http://mentedespenteada3.blogspot.com , relativa ao despedimento dos jornalistas, ficando estes no desemprego e sem satisfação que haja do proprietário do centenário diário "Primero de Janeiro" da cidade "Tripeira".
" Como jornalista que sou, pese embora estar hoje a exercer outras funções, acompanho naturalmente com preocupação a situação no Primeiro de Janeiro, um título emblemático da imprensa portuguesa. Aparentemente, trata-se de mais um caso revelador da crescente precaridade em que se encontram os profissionais da media, em termos de emprego e estatuto. A permanente evolução tecnológica e os legítimos objectivos da gestão privada dos orgãos de comunicação social têm imposto aos jornalistas, nos últimos anos, um enorme esforço de adaptação o que êles têm, com sacrifício, consentido. Mas há um limite para tudo. E ele passa, certamente, pelo respeito da dignidade de quem trabalha, como aliás as leis consagram.
De há muito que defendo que sem um reforço do estatuto do jornalista, a par de medidas de auto-regulação que garantam a observância dos critéiros básicos de rigor, qualidade e comportamento ético por parte dos profissionais, a liberdade do exercício da profissão tenderá a ficar cada vez mais condicionada. Nesse sentido, gostaria naturalmente que este caso fosse resolvido de forma consensual e desse ensejo a um debate na sociedade portuguesa sobre a profissão de jornalista, seus objectivos e condicionantes. Um jornalismo independente, vibrante e equilibrado do interesse geral e até condição do próprio desenvolvimento. Mas isso pressupõe a existência de direitos e o seu respeito por todos. espero sinceramente que ainda seja possível, pelo diálogo entre as partes, chegar a uma solução para o problema"
Carlos Fino

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