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sábado, 19 de julho de 2008

UM DOMINGO SEM SOL...

Domingo de 20 de Julho de 2008. Choveu toda a noite, estamos na estação da monção da Ásia e de quando os nossos navegadores quinhentistas ancoravam as naus em porto seguro e por ali se quedavam a reparar os rombos, no casco e outras mazelas sofridas, durante o navegar nas águas do Atlântico e do Índico que nem sempre teriam sido bonançosas. Levantei-me e dei uma vista de olhos ao cenário, verde, que envolve a minha casa. Uma manhã triste e sem sol. Faço uma chávena de café e sento-me à mesa onde, todos os dias vou "escrevinhando" aquilo que me chega ao pensamento. Liguei o computador e clico nos "icones" dos jornais diários de Portugal. Os de hoje, Domingo, tinham sido colocados a circular havia pouco. O tempo na Tailândia vai à frente seis horas do horário de Portugal. As notícias que leio, algumas, não são nada animadoras... Deparo com uma no Diário de Notícias com o genérico: "Classe média está a pedir comida por e-mail às misericórdias".
Vale mais pedir que roubar, um ditado muito antigo. Só que o ter ser sido rico ou remediado (que o tenha sido) não é por aí além confortável estender a mão à caridade.
Uma humilhação terrivel!
A peça pelas teclas da jornalista Rita de Carvalho, está muito bem desenvolvida e daquelas que se podem considerar na giría jornalísitca: "bom trabalho".
Ora o pedir comida segundo o que a peça insere e nas palavras de Manuel Lemos, presidente da UMP: "São pessoas com um perfil diferente, que não vivem na miséria, mas estão à beira de entrar na pobreza" e acrescentou ser um fenómeno que se veio a sentir desde o início do ano, quando se intensificaram os problemas económicos. E continua: "Não estamos a falar de idosos, dos típicos desempregados, mas de pessoas com menos de 40 e 45 anos que se calhar não deixam de pagar a netcabo nem desmarcam as férias na agência de viagens mas passam fome".
Bem aqui os portugueses, os que passam fome, por não abdicarem da internet, do telefone móvel e das férias... São os chamados portugueses "zés penicos". Estiveram mais ou menos económicamente, no passado, surgiu o desemprego a "gula" de não resistirem aos objectos exposto e com preços iguais a "ratoeiras"; às promoções de produtos bem engendradas, aos créditos bancários a juros de fazer tentar um santo, o cair na "esparrela" e de um momento para o outro encontraram-se na miséria. Destes portugueses não há que ter pena, mas também não se lhe pode ser negada uma esmola. A vaidade dos portugueses e um mal endémico e não há nada mesmo a fazer. É vaidoso "pelintra" a fazer ciúmes ao parceiro do lado; o remediado a chatiar o vizinho porque comprou um "pó-pó" mais bonito que o dele; o rico a sério a mostrar ao rico seu rival que ostenta mais opulência.
Depois há os outros vaidosos, nojentos, corruptos que gozam à grande e à francesa; se envaidecem, viajam, gozam férias com os dinheiros que pertencem ao estado. E continuam esses "sujos" andar por aí, bem enroupados e armados em "boa gente". Mas deixamos os pobres e a miséria que não tarda a fazer de nós (já o somos) os pobres mais pobres da Europa. No mesmo jornal "Diário de Notícias" a encabeçar a peça com uma fotografia do líder eterno, da Líbia, Muamar Kadhafi a cumprimentar José Sócrates.
Pelo que a notícia insere e uma correspondência da Agência Lusa, a Líbia vai ser a salvação da economia portuguesa.
Porém a Líbia vende a Portugal 1.500 milhões de euros e Portugal vende-lhe a bagatela de 10 milhões que, comercialmente, pouco valor tem.
Uma insignificância!
Entre os dois países foram assinados "quatro memorandos de entendimento" e o "Acordo Quadro entre Portugal e a Líbia" para o fornecimento de gás líquido. Depois houve outro memorando de entendimento e este para investimentos, em Portugal, de empresários líbios em vários sectores: turismo, imobiliária, petrolífero e petroquímica.
Bons ventos chegam das dunas do deserto da Líbia, só que os "memorandos de entendimento", praticamente não chegam a entendimento nenhum.
São bonitos, protocolares, que sempre existiram de quando um PM ou PR visita um país. Mas, dias antes, já José Sócratres veio para a praça pública a afirmar (para os poucos esclarecidos) que em Angola estava o futuro dos portugueses.
Já por lá trabalham (mesmo com as dificuldades de visto) 40 mil portugueses! Como o bico do "sacho" se vira... Agora já não são os portugueses a colonizarem os angolanos, mas eles a colonizarem-nos... Já assim o fizera, através dos microfones da Emissora Nacional (no tempo do Salazar), um jornalista de nome Ferreira da Costa: venham portugueses para Angola, porque há lugar para todos! Depois não havia trabalho nenhum e andaram, os incautos, a dormir pelos bancos de jardim de Luanda e a passar fome...
Eu vi!
Nos parece que o PM José Sócrates continua andar por aí a semear palavras em terra seca que, nunca, a semente germina.
Os portugueses já não podem aceitar os ditos de José Sócrates porque eles já não têm credibilidade nenhuma.
Portugal cada dia mais se afunda e a vida dos portugueses díficil. Temos há vários anos um país à deriva.
Nem daqui a meio século Portugal terá as finanças equilibradas e sorte terão, aqueles que andarem por cá, não terem um Miguel de Vasconcelos, qualquer, a representar a Espanha no Palácio de S. Bento.
Por fim: Durão Barroso continua, discretamente, afirmar que aceitaria a ficar, mais um termo, como presidente da União Europeia, se os 27 o aceitassem... Bem a "gamela" de Durão Barroso é de facto esplêndida e até dá, para nela se manter mais um "termozito". Mas daqui vai uma pergunta: "mas ficar lá para quê"? Se o Durão é um dos culpados da situação económica em que Portugal se encontra? Mas se não ficar irá ter um empregozito qualquer numa organização internacional... Talvez seja a: "Organização dos remorsados das vítimas da Guerra do Iraque" e que ali se penitencie do mal que contribuiu para a matança de inocentes.
Bom Domingo e melhor futebol por aí.
José Martins

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