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quarta-feira, 21 de novembro de 2018

BURROS QUE SOMOS: "QUEM SAI AOS SEUS NÃO ERRA!"

Artigo asinino que explica claramente porque somos burros. Olá, se somos . . .

Burros de carga /premium (Observador)

“Os empresários portugueses são burros”, afirmou uma delegada à convenção do Bloco de Esquerda. Está a senhora cheia de razão: só num país de burros a subserviência para com o Bloco se tornaria lei.
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Como é que um grupo de pessoas sem curriculum que as habilite a desempenhar as mais básicas funções numa empresa e sem qualquer experiência profissional relevante além da actividade política, pode ser apresentado como capacitado para governar o país?
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Obviamente porque, como afirmou a delegada à convenção do BE, este é um país de empresários burros. Mas não são apenas os empresários que são burros. Este é mesmo um país de trabalhadores burros, de desempregados burros, de contribuintes burros… de burros, enfim.
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No que aos empresários respeita é óbvio que só criaturas destituídas de qualquer traço de inteligência escolheriam ser empresários num país em que boa parte da classe política entende por governar o acto de cobrar mais impostos e impor medidas de engenharia social às empresas. 
 .
(Aliás qualquer pessoas com dois dedos de testa percebeu que só há dois modos de vida sossegados em Portugal: ser funcionário público ou enveredar pelo estato-empresariado, um sector de actividade em que os prejuízos correm por conta dos contribuintes e os lucros por conta dos estato-empresários, essa casta que usa os seus conhecimentos da máquina estatal para conseguir fazer com assinalável lucro aquilo que aos demais é proibido.)
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Mas voltemos ao nosso espírito asinino. Não fosse esse “todo o burro come palha, a questão é saber-lha dar” e o BE seria tratado como aquilo que de facto é: um grupo de gente esperta, frequentemente mal preparada, que na juventude se profissionalizou na política e que fora da política não tem curricula para mostrar.
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Pegue-se, por exemplo, na lista de ministeriáveis do BE apresentada pelo Observador e pela demais comunicação social e verificar-se-á que estamos diante de dirigentes que passaram de estudantes universitários a deputados, sem no meio terem feito algo de profissionalmente relevante.
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Comecemos por Mariana e Joana Mortágua. Ambas estudaram. Antes dos 30 anos tornaram-se deputadas. Mariana Mortágua é licenciada em Economia pelo ISCTE e estava a fazer o doutoramento em economia quando se tornou deputada. 
 .
Tinha 27 anos. É apresentada como podendo vir a ocupar a pasta das Finanças. Que outra experiência tem Mariana Mortágua? Alguma vez trabalhou numa empresa pública ou privada? Na administração pública? Em algum gabinete de estudos? Alguma vez desempenhou uma tarefa que a confrontasse com as consequências práticas na vida das empresas da legislação que defende?…
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O caso de Joana Mortágua apresentada como possível ministra da Educação é ainda mais assombroso porque não se lhe conhece conhecimento relevante sobre nada: Joana Mortágua é licenciada em Relações Internacionais com especialização em América Latina.
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Mas provavelmente porque a América Latina nunca se interessou por Joana Mortágua esta tornou-se deputada em Portugal. Tinha à data 25 anos. Na sua página do parlamento não consta profissão. As suas habilitações para ser ministra da Educação resumem-se ao facto de no parlamento se dedicar a tal assunto.
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Digamos que é uma habilitação por frequência: vai-se para o parlamento, frequentam-se umas comissões e fica-se apto a ser-se ministro da respectiva pasta. Ou de todas elas.
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Se de Joana Mortágua passarmos para Luís Monteiro então estamos diante do curriculum zero: Luís Monteiro foi eleito com apenas 22 anos. No grupo parlamentar, e por ser estudante, foi-lhe atribuída a área do ensino superior. Que o BE dê Luís Monteiro como especialista em ensino superior não admira.
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O que realmente nem a um jumento lembra é o país aceitar placidamente que Luís Monteiro possa ser ministro do ensino superior porque frequenta ou frequentou o ensino superior! (Esta espécie de formação de ministros na óptica do utilizador abre, como dirão os espanhóis, um “abanico de posibilidades”: usa o multibanco? Está então preparado para ser senão ministro das Finanças ou pelo menos secretário de Estado do Tesouro! Foi à urgência hospitalar? Acautele-se que sai de lá ministro da Saúde… e também sem ser consultado mas esse é outro assunto.)
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Mas continuemos. Vamos ao caso de José Soeiro. Tem um doutoramento em Sociologia. É dado como ministeriável na área do trabalho. Do mundo do trabalho fora da Assembleia da República, José Soeiro tem, segundo se lê na sua página do parlamento, a experiência de animar “oficinas de expressão e de Teatro do Oprimido”.
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Terá sido aliás nessa actividade que, segundo o  ObservadorJosé Soeiro se confrontou com a precaridade e as questões dos recibos verdes que no parlamento o transformaram em especialista em questões de trabalho. Seja como for, enquanto deputado José Soeiro venceu a precaridade: José Soeiro tornou-se deputado aos 23 anos. Hoje tem 34. Continua deputado. E que dizer do curriculum do hipotético ministro da Saúde, Moisés Ferreira?
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Licenciado em Psicologia tornou-se deputado aos 29 anos. Antes de ser eleito deputado já era assistente parlamentar nas áreas da Economia e das Finanças. Um profissional da política, portanto.
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Que esta agremiação de gente que aos vinte e alguns anos saltou dos bancos das universidades (e dos palcos, pois o factor encenação não é irrelevante no caso) para as cadeiras de deputados seja apresentada como ministeriável, sem que o país se interrogue sobre as suas competências e experiências, é a prova – se alguma faltasse – do jumentismo agudo de que padecemos.
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Dirão que nos outros partidos encontramos casos similares. É verdade. Mas em nenhum deles com este peso e com tanta prosápia. Longe de me indignar com as afirmações da delegada à convenção do BE sobre o gosto dos empresários portugueses em serem burros quero agradecer-lhe por ter colocado a questão em termos tão claros: de facto somos um país de burros. Isso nada tem de novo. 
 .
Aquilo que vamos ter de discutir é como os indiscutivelmente espertos dirigentes do BE estão a transformar, usando a força bruta da legislação e do fisco, os burros que somos  nos seus particulares burros de carga.

BURROS QUE SOMOS: "QUEM SAI AOS SEUS NÃO ERRA!"


Artigo asinino que explica claramente porque somos burros. Olá, se somos . . .

Burros de carga /premium (Observador)

“Os empresários portugueses são burros”, afirmou uma delegada à convenção do Bloco de Esquerda. Está a senhora cheia de razão: só num país de burros a subserviência para com o Bloco se tornaria lei.
..
Como é que um grupo de pessoas sem curriculum que as habilite a desempenhar as mais básicas funções numa empresa e sem qualquer experiência profissional relevante além da actividade política, pode ser apresentado como capacitado para governar o país?
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Obviamente porque, como afirmou a delegada à convenção do BE, este é um país de empresários burros. Mas não são apenas os empresários que são burros. Este é mesmo um país de trabalhadores burros, de desempregados burros, de contribuintes burros… de burros, enfim.
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No que aos empresários respeita é óbvio que só criaturas destituídas de qualquer traço de inteligência escolheriam ser empresários num país em que boa parte da classe política entende por governar o acto de cobrar mais impostos e impor medidas de engenharia social às empresas. 
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(Aliás qualquer pessoas com dois dedos de testa percebeu que só há dois modos de vida sossegados em Portugal: ser funcionário público ou enveredar pelo estato-empresariado, um sector de actividade em que os prejuízos correm por conta dos contribuintes e os lucros por conta dos estato-empresários, essa casta que usa os seus conhecimentos da máquina estatal para conseguir fazer com assinalável lucro aquilo que aos demais é proibido.)
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Mas voltemos ao nosso espírito asinino. Não fosse esse “todo o burro come palha, a questão é saber-lha dar” e o BE seria tratado como aquilo que de facto é: um grupo de gente esperta, frequentemente mal preparada, que na juventude se profissionalizou na política e que fora da política não tem curricula para mostrar.
.
Pegue-se, por exemplo, na lista de ministeriáveis do BE apresentada pelo Observador e pela demais comunicação social e verificar-se-á que estamos diante de dirigentes que passaram de estudantes universitários a deputados, sem no meio terem feito algo de profissionalmente relevante.
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Comecemos por Mariana e Joana Mortágua. Ambas estudaram. Antes dos 30 anos tornaram-se deputadas. Mariana Mortágua é licenciada em Economia pelo ISCTE e estava a fazer o doutoramento em economia quando se tornou deputada. 
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Tinha 27 anos. É apresentada como podendo vir a ocupar a pasta das Finanças. Que outra experiência tem Mariana Mortágua? Alguma vez trabalhou numa empresa pública ou privada? Na administração pública? Em algum gabinete de estudos? Alguma vez desempenhou uma tarefa que a confrontasse com as consequências práticas na vida das empresas da legislação que defende?…
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O caso de Joana Mortágua apresentada como possível ministra da Educação é ainda mais assombroso porque não se lhe conhece conhecimento relevante sobre nada: Joana Mortágua é licenciada em Relações Internacionais com especialização em América Latina.
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Mas provavelmente porque a América Latina nunca se interessou por Joana Mortágua esta tornou-se deputada em Portugal. Tinha à data 25 anos. Na sua página do parlamento não consta profissão. As suas habilitações para ser ministra da Educação resumem-se ao facto de no parlamento se dedicar a tal assunto.
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Digamos que é uma habilitação por frequência: vai-se para o parlamento, frequentam-se umas comissões e fica-se apto a ser-se ministro da respectiva pasta. Ou de todas elas.
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Se de Joana Mortágua passarmos para Luís Monteiro então estamos diante do curriculum zero: Luís Monteiro foi eleito com apenas 22 anos. No grupo parlamentar, e por ser estudante, foi-lhe atribuída a área do ensino superior. Que o BE dê Luís Monteiro como especialista em ensino superior não admira.
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O que realmente nem a um jumento lembra é o país aceitar placidamente que Luís Monteiro possa ser ministro do ensino superior porque frequenta ou frequentou o ensino superior! (Esta espécie de formação de ministros na óptica do utilizador abre, como dirão os espanhóis, um “abanico de posibilidades”: usa o multibanco? Está então preparado para ser senão ministro das Finanças ou pelo menos secretário de Estado do Tesouro! Foi à urgência hospitalar? Acautele-se que sai de lá ministro da Saúde… e também sem ser consultado mas esse é outro assunto.)
.
Mas continuemos. Vamos ao caso de José Soeiro. Tem um doutoramento em Sociologia. É dado como ministeriável na área do trabalho. Do mundo do trabalho fora da Assembleia da República, José Soeiro tem, segundo se lê na sua página do parlamento, a experiência de animar “oficinas de expressão e de Teatro do Oprimido”.
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Terá sido aliás nessa actividade que, segundo o  ObservadorJosé Soeiro se confrontou com a precaridade e as questões dos recibos verdes que no parlamento o transformaram em especialista em questões de trabalho. Seja como for, enquanto deputado José Soeiro venceu a precaridade: José Soeiro tornou-se deputado aos 23 anos. Hoje tem 34. Continua deputado. E que dizer do curriculum do hipotético ministro da Saúde, Moisés Ferreira?
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Licenciado em Psicologia tornou-se deputado aos 29 anos. Antes de ser eleito deputado já era assistente parlamentar nas áreas da Economia e das Finanças. Um profissional da política, portanto.
.
Que esta agremiação de gente que aos vinte e alguns anos saltou dos bancos das universidades (e dos palcos, pois o factor encenação não é irrelevante no caso) para as cadeiras de deputados seja apresentada como ministeriável, sem que o país se interrogue sobre as suas competências e experiências, é a prova – se alguma faltasse – do jumentismo agudo de que padecemos.
.
Dirão que nos outros partidos encontramos casos similares. É verdade. Mas em nenhum deles com este peso e com tanta prosápia. Longe de me indignar com as afirmações da delegada à convenção do BE sobre o gosto dos empresários portugueses em serem burros quero agradecer-lhe por ter colocado a questão em termos tão claros: de facto somos um país de burros. Isso nada tem de novo. Aquilo que vamos ter de discutir é como os indiscutivelmente espertos dirigentes do BE estão a transformar, usando a força bruta da legislação e do fisco, os burros que somos  nos seus particulares burros de carga.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Em meados de dezembro de 2012, recebi de Portugal uma mensagem do organizador de eventos João Vale que a Miss Turismo Portugal se encontrava na Tailândia a participar no concurso “Miss Tourism World” e solicitava-me para ajudar, a participante portuguesa, Susana Nogueira. 
Assim foi e fui encontrar a lindíssima e radiante portuguesa na preparação das beldades de vários países do mundo num hotel da grande Banguecoque.  
Dia seguinte, agendado o grande espectáculo onde a concorrente Lusa se iria apresentar perante o júri. A Susana não ganhou como a mais bela,nós à partida advinhámos que não, porque neste género de concursos é muito complicada a vitória e nem sempre vai para a merecedora.
Susana Nogueira depois da final escreveu na sua página Facebook: Terminou mais um momento importante na minha vida: Representar Portugal no Miss Tourism World.

Conheci sitios lindissimos e vivi experiências unicas! Infelizmente, não consegui ingressar no top 20, mas apesar disso, sei que dei o meu melhor, e sei também que o sabem. 
E que todos sabemos que o nosso Portugal é lindissimo, com um grande património, e afinal de contas... quem descobriu o mundo? Orgulho-me de ser Portuguesa."

Seguem a seguir fotografias obtidas pela minha, fiel companheira, Nikon D700.
A eleição foi levado a cabo no mega teatro Siam Nimarit
Individualidades tailandesas presentes
De várias nacionalidades
Duas jovens sorridentes tailandesas
Minha filha Maria Martins e minha mulher Kanda
Artilharia  mídia
O cenário impressionante e em cima de motivos, históricos, do Sião
Abre o espectáculo com danças, mitológicas, tailandesas
Um elefante, passa no palco
Entram as Misses Turismo 2012 de vários países do Mundo
O desfile continua...
Alegria no rosto das misses....
Susana Nogueira miss Portugal, lindíssima!
Sempre a sorrir à portuguesa....
Susana Nogueira, apresenta-se, genuinamente em trajo minhoto....
Uma fotografia que nos diz toda a beleza que Susana Nogueira encerra...
Gostei muito de fotografar esta jovem lusa em terras tailandesas...
Não comento...façam-o aí!
Em fim foi o que aconteceu... O júri não deu pela nossa beleza... Sofria de miopia...
O sorriso constante...
Até de costas a Susana apresentou-se bem
Entra no palco um barco junco chinês
Sai a tripulação do junco com mercancia, que vai permutar, com os siameses.
E saiem os malabaristas chineses para entretener os siameses
O junco chinês é uma embarcação milenário que navegou no mar do sul da China e nos grandes rios que desaguavam no Golfo do Sião (hoje Golfo daTailândia). Os portugueses há 501 anos (1511) navegaram nele, pelo grande Rio Chao Prya, para a velha capital Ayuthaya e encetarem relações com o Rei do Sião. Os portugueses foram os primeiros europeus a conhecer o Reino do Sião. Portugueses fixaram-se no Sião a partir de 1511 enquando o segundo país da Europa, a França, estabeleceu-se na Tailândia depois de os portugueses ali permanecerem por cerca de 150 anos.
Aqui, estão os chineses, nas cambalhotas. A Tailândia, pelos chineses, sempre conhecida o reino de leite e mel....
Mulheres tailandesas de outra época
Os dois apresentadores portaram-se como bons profissionais!
Saiem as misses do barco junco chinês.
Lindas,lindas e airosa!
Harmoniosa a nossa Susana Nogueira
Elegante e de sorriso franco....
Uma moça linda portuguesa, com certeza!
Com mágua não captei imagens como o desejava... A pouca luz não me permitiu melhor... Susana vai voltar à Tailândia... Certamente que bebeu água de coco e quem a bebe voltará!
Seguem outras imagens de mulheres lindas!
Em bikini... Misses de pernas bem torneadas e esbeltas no caminhar
Um conjunto de beldades...
1ª Miss Turismo 2012  Maksimova - Rússia.

Miss Turismo 2012 Nadine Abdel - Líbano
3: Miss Turismo 2012  Rana Purva - Índia
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Melhor Traje Nacional -Miss Turismo Canadá
Melhor  Trage de Noite-Miss Turismo Porto Rico
Melhor na Swimsuit-Miss Turismo Espanha
Fotogénia – Miss Turismo do Cazaquistão
Favorita dos Mídias -Miss Turismo da Tailândia
Personalidade-Miss Turismo Indonésia

domingo, 8 de fevereiro de 2015

PORTUGAL NA TAILÂNDIA: "A DECADÊNCIA DE UMA EMBAIXADA"

Portugal, historicamente, foi o primeira nação do Ocidente a travar relações diplomáticas com a Tailândia. 
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Um Rei da Tailândia doou a Portugal em 1820 uma larga parcela de terreno para instalar Feitoria. Portugal tem assim instalada no mesmo local a sua representação diplomática há precisamente 195 anos. 
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Seria longa a história se aqui a fosse escrever porque em quase 200 anos aconteceram muitas coisas e muitos representantes de Portugal foram acreditados e instalados na que é hoje, Embaixada de Portugal. 
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Se uns tentaram fazer algo de proveitoso para o país que representaram, outros usaram a embaixada, como uma estância de férias. 
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Foram assim, no meu parecer uma floreira com rosas malcheirosas. Não falo ao acaso, porque sobre a embaixada de Portugal na Tailândia tenho eu perfeito conhecimento, porque além de 24 anos, dentro dela a prestar serviço, entrei na chancelaria (ainda na residência dos chefes de missão, em 1977. 
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Há 38 anos uma meia vida. Parte dos embaixadores ocuparam-se a cozinhar recortes de jornais, enviar a "mistela" literária, para a CIFRA do Palácio das Necessidades, beber uns copos e comer uns petiscos nas recepções paras as quais hajam sido convidados. 
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Ora um embaixador enviado de Portugal e acreditado num país (embora beba uns copos) é para promover o comércio, a cultura e a língua e isto pouco aconteceu. 
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Viver à sombra da vaidade do estatuto, dedicar-se à vida de não fazer "porra nenhuma" e esperar que lhe chegue o cheque farfalhudo pela Mala Diplomática, não dá mesmo.
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Em 1997 Portugal dentro das estatística dos exportadores de vinho na Tailândia (embora com alguma modéstia) estava classificado em sétimo lugar. 
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Além de vinho, também se vendiam transformadores eléctricos da EFACEC, pasta de papel, cortiça (felizmente continua a vender-se) e outras miudezas. A embaixada de Portugal tinha actividade e frequentemente vinham representantes de empresas portuguesa a Banguecoque oferecer suas mercadorias.
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Várias vezes estivemos representados em feiras internacionais. (Banguecoque tem 3 megas espaços para exposições), cujo pavilhão (no meu tempo e representante do ex-ICEP) eram oferecidos à embaixada. 
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Actualmente a embaixada de Portugal em Banguecoque é uma casa morta sem actividade que valha. O chefe de missão em vez das atribuições que lhe são devidas, dedica-se por sua conta e risco a profissão de "mestre de obras", gastando balúrdios a estragar o que estava bem feito.
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O Palácio das Necessidades, impávido e sereno, vai deixando deteriorar a chancelaria, escavacar a residência (a última vez que lá estive há cerca de um ano despida de móveis, que não sei para onde foram, se em algum contentor de um chefe de missão ou para o lixo), uma casa, sino-portuguesa, secular e única em todo o território Nacional que se manda para as urtigas o seu natural estilo. 
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A Embaixada de Portugal, tem rendimento, que outra missão portuguesa não tem, e recebeu (nos meus cálculos) mais de 2 milhões de euros desde o principio em que foi arrendada (1982) de uma parcela à empresa proprietária de um hotel de cinco estrelas, cujo o avultado montante (à parte de umas compensações ao ordenado do pessoal), não se sabe que destino haja levado.
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Seguem, em baixo, cópias em provam como se trabalhava e o comércio de vinhos entre Portugal e a Tailândia.
Voltaremos, em tempo, ao assunto.
José Martins